
Sou da vida um foragido
Um pária que em nada crê
Não passo de um proscrito
Aos olhos de quem me vê.
Não tenho deuses, nem fé
Nem lugar que seja meu
Caminho pelo meu pé
Cabeça erguida pró céu.
Minha casa é todo mundo
E todo mundo meu irmão
Meu anseio mais profundo
É dar a todo o mundo a mão.
Manuel F. C. Almeida

















