
Deixámos as rosas morrer
E as glicínias adormecerem
Sem água.
Tu castraste a nossa alegria
E deixaste morrer os malmequeres
No nosso jardim só restam laranjas
Amargas
Que se não podem beber.
E vimos o nosso jardim morrer
Num tempo de enlouquecer.
Manuel F. C. Almeida



















