
- Dr! Então como está - disse. Ao mesmo tempo que me estendia a mão. Reparei então nas suas mãos. Brancas, tão brancas que se podia ver de forma clara o azul das veias e artérias. Estava muito bela. Vestia uma roupa preta que contrastava com a sua cor natural, o cabelo solto e longo de um negro hipnotizante, aliado a um par de olhos da cor do mar faziam dela uma brisa no meio de um ambiente demasiado austero e formal como aquele.
- Venha vou apresenta-lo, mas primeiro diga-me o seu nome – disse em ar de cumplicidade. - Diga-me também o seu – interroguei-a – pode chamar-me Fátima – disse
- Eu sou Manuel Carvalho – respondi – para si só Manuel – disse-lhe baixinho
Olhou-me com os seus grandes e belos olhos e sorriu como as Mulheres o fazem quando nos desejam dizer algo sem verbalizar o quê.- Meus amigos tenho a honra de lhes apresentar o Dr. Manuel Carvalho – disse, numa alocução para toda a sala. A Isabel, a meu lado, sorriu e piscou-me o olho, era um trejeito de cumplicidade que tínhamos há anos.
2 comentários:
Grande Sage...
Este "grande" pretende reflectir a grandeza do homem e do escritor. Por isso talvez não seja suficientemente grande.
Correndo o risco de fracturar uma vertebra, vergo-me perante magnificência deste post. Sem entrares por aquele "caminho" que eu, idiotamente te propus, uns post's atrás, soubeste de uma forma brilhante, genial, subtil e sensual, descrever uma cena de amor.
Toma Bartolomeu! que é para aprenderes.
Parabens Sage.
Sei que estes parabens são a despropósito, mas necessito de tos endereçar.
bartolomeu:
grandes sao os que fazem algo de util para a hmanidade. eu nao passo de um individuo que faz da escrita a terapia para os seus males. talvez fique mais triste e melancólico nos proximos post mas pela certa serão breves . vou sair daqui. este local provoca-me claustrofobia. necessito da beleza do anonimato que só a cidade me dá.
obrigado por comentar. são sempre tomados em linha de conta
Enviar um comentário