Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ
sábado, agosto 15, 2009
sexta-feira, agosto 14, 2009

AOS INTERESSASDOS (SE É QUE OS HÁ)
a obra está disponivel na contracapa (passe a publicidade), também em almodôvar se pode encontrar e pode ser requisitada nas bibliotecas de Castro Verde e Almodôvar às quais fiz a doação de um exemplar.
encontra-se à venda nas seguintes livrarias:
Clube Literário do Porto (Porto)-
Loja 107 Livraria (Caldas da Rainha)-
Arquivo Livraria (Leiria)-
Livraria Caravana (Loulé)
Pode também ser comprado em qualquer FNAC (sob encomenda). Chamamos a atenção que até à compra do primeiro artigo numa FNAC o artigo não estará aberto na central. Terão de dar a referência do nome da editora, livro e autor para que a mesma seja aberta.O livro está já disponível no site: www.corposeditora.com. Em principio para a semana estará à venda na WAFStore (em formato ebook).
quarta-feira, agosto 12, 2009

Quando ao madrugar no teu olhar
Me mostravas mundo em que vivias
E me convidavas para nele entrar.
E eu, cego pelas tuas fantasias
Seguia-te de mãos dadas até ao mar
Onde invocavas mil maresias
E em silêncio te entregavas a beijar
E passado que foi já tanto tempo
Recordar com ternura esse momento
É recordar um pouco o meu viver
Porque noutros olhos hoje presentes
Descobri mil alvoradas, mil poentes
E neles me desfaço de prazer
Manuel F. C. Almeida
domingo, agosto 09, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009

Eterno
Retorno
Recordo a tua face ao por do sol
E o brilho dos teus olhos ao luar
O cheiro do teu corpo, meu farol
O gosto do teu ventre, como mar
Recordo o teu sorriso de alvoradas
O convite aos meus lábios p’ra beijar
Os braços que me deram madrugadas
A beleza do teu nome p’ra cantar
E vivo a recordar-te eternamente
Cativo de um passado já ausente
Num corpo companheiro da saudade
Que teima em se manter e recordar
Cada beijo que trocámos a sonhar
Na promessa vã da eternidade
Manuel F.C. Almeida
fotoPaulo Almeida (Pasma)
domingo, agosto 02, 2009
segunda-feira, julho 20, 2009
sábado, julho 18, 2009

E teus olhos ficaram tão brilhantes
Depois daquelas horas encantadas
Que pensei ver neles diamantes
Mas eram apenas pedras disfarçadas
Foi nesse momento que entendi
A maleita de que todo o ser padece
E se há coisa que então aprendi
É que só "somos" enquanto acontece .
Manuel F. C. almeida
fotoCarlos Sillero
sexta-feira, julho 17, 2009

Ser poeta é ser operário
Na construção do impossível.
É trautear a canção ingénua
Dos olhares incautos
E puros dos que sonham.
É encontrar no Outono
O sol brilhante da primavera.
É amar na vida o universo
E mostrar o amor em cada verso.
Ser poeta... é ser quem espera.
Manuel F.C. Almeida
fotoangelica
quarta-feira, julho 15, 2009

E o tempo
Mudaram-me
O rosto.
Gosto,
Das lágrimas
E das cascatas
Do rio.
Sorri,
Ao manto
Leve
Da morte.
A sorte,
De encontrar
Um trevo
De mar.
Amar,
Um corpo
De mulher
Obtusa.
Musa,
De boca
Com lábios
De rosa.
Prosa,
Feita com
Rima;
Um dia
Será
Poesia.
Manuel F. C. Almeida
segunda-feira, julho 13, 2009
Só quando te despojares
do teu ser
E nada tiveres
como certo
Entenderás então
que viver
É uma luta eterna
No deserto.
Só então nessa
Mudez
Estarás pronto
Para aprender
Que na vida
é a "surdez"
que divide o existir e o
“Ser”
Manuel F.C. Almeida
fotoSAGHER
sexta-feira, julho 10, 2009

Hoje não me apetece escrever. Não tenho temas nem ideias. O verão fode-me os neurónios todos e deixo-me levar pelo desejo pornográfico de me esticar na praia a ver todo o coname bom que vai passando. O meu filho acha-me um perigoso tarado. Teme pela minha saúde mental, especialmente quando lhe digo que o verão é convite ao sexo desenfreado e selvagem, ou quando o alerto para a necessidade de abandonar as pivias e se dedicar a usar o talo de forma digna e bem mais prazenteira. A merda do trabalho tira-me a vontade de viver. Gente e mais gente a foder-me a tola. Gente que se leva a sério, que teima em tentar ensinar-me como se vive. Como eles vivem claro. Vidinhas reles, cinzentas e hipócritas. Levam-se a sério, convenceram-se de que fazem coisas importantes e que é esse o nosso papel neste mundo fétido e podre. Do alto do seu oco saber, apregoam morais feitas de papel e comportamentos socialmente aceites. Eu finjo todos os dias ser um pouco como eles e um pouco como eu. Ou seja todos os dias me fodo um pouco mais. Faço de mim uma puta. É essa a medida exacta do que sou. Puta. Infelizmente nem sou uma puta daquelas que ganham dinheiro a vender a cona a quem mais der. Não, eu sou uma puta social. Vendo a merda da imagem num mundo cheio de gente sem alma e sem tusa. Vendo o “ser”. Aspiro, como todos os merdas deste mundo que se prostituíram de forma consciente, ao dia em que dignidade se sobreponha á ditadura social em que mergulhei. Até lá a verdade é que não me apetece escrever. Até esta merda de escrever a usar correctores, se transformou numa ditadura educacional filha da puta. Cada palavrão lá está o vermelho por baixo a dizer-me que estou a violar as regras. Ainda assim o broche lá se vai safando por via de ser usado nas lapelas das gajas. Agora minetadas, canzanadas ou uma palavra tão simples como foda, são de imediato assinaladas. Este mundo é um logro, milhares de incapacitados mentais teimam em acreditar que “um dia vão ser felizes”. Puta que os pariu. Ainda nem viram que a única felicidade a que os deixam aceder é à Morte. Porque digam o que disserem um tipo que começa a trabalhar com 17 anos, e só lhe permitem que se reforme aos 65 nunca pode ser feliz. Porque quando se reformar nem vontade tem para foder, nem as gajas boas querem foder com ele, porque e antecipo já a vossa merdelosa conclusão, para mim a felicidade passa muito pela foda. e assim com 60 e tal anos o escravo que foi contenta-se em bater ocasionalmente uma punheta e a frequentar umas massagistas no único prato q`uesta merda de processador de texto não censura: o broche. Aliás aconselho vivamente o vídeo no youtube que da pelo titulo de “brochin” com o João de César Monteiro. Uma pérola e um filho da puta de velho que nunca se vendeu a cabtão nenhum. Pelo contrario chulou uns bons milhares a gozar com a maralha toda e ainda teve a coragem de dizer:- eu quero que os portugueses se fodam. Grande homem este João, dos poucos felizes a vida inteira. Devo dizer que o invejo, é que de verão lá estava ele no príncipe real a convidar as miúdas que passavam a massajar-lhe o caralho. Gostem ou não do homem a verdade é que ele sempre se esteve cagando para todos nós.
quarta-feira, julho 08, 2009
domingo, julho 05, 2009
sexta-feira, julho 03, 2009

Dentro de mim
Habitam madrugadas
De janelas abertas e
Varandas para o oceano,
Onde me debruço
E aspiro o perfume
Almiscarado
Da memória.
Manuel F. C. Almeida
foto pedro nossol
quarta-feira, julho 01, 2009

Na solidão que me marca a vida
Iludiu-me o cheiro, o corpo e o canto
A todas as sombras chamei “minha querida”
E de amor em amor fui naufragando
Recomeçando sempre a minha viajem
Mas de amor em amor eu fui encontrando
A lição que o “amor” é talvez só passagem.
Manuel F.C. Almeida
segunda-feira, junho 29, 2009

Diz-me lá agora
Onde estão as flores
Que teimas em esconder
E chamar de amores.
As pétalas que um dia
Desfolhei.
Os lábios com vida
Que beijei.
E agora que pensas tu fazer?
O mundo que fizeste
Vai morrer.
Eu… já nem sei mais o que pensar
Só quero sentar-me á beira-luar.
Olhar as ondas que morrem na areia
Limpar o passado desta correia
Começar de novo num outro corpo
Que este está velho, parece já morto.
Limpar a minha alma, limpar o meu ser
Encher a vida com outro viver
E nunca deixar de acreditar
Que tudo na vida é um rio a sonhar.
Manuel F.C. Almeida
fotoJET ...
sábado, junho 27, 2009

Caminho só
Caminho meu
Feito de pó
Como o meu céu
Caminho livre
Feito mortalha
Caminho fio
De uma navalha
Caminho claro
Caminho escuro
Desejo livre
Saltar o muro
Caminho novo
Caminho velho
Em todos eles
Existe um espelho
Caminho sombra
Caminho olhar
Trilho desenho.
Meu caminhar.
Manuel F. C. Almeida
fotoLena Queiroz
quarta-feira, junho 24, 2009

Os poetas são artífices da palavra.
Mineiros das jóias que se escondem
No sentido e no conceito.
São uma outra forma de artistas.
Dos seus dedos, as palavras soltam-se
Como as notas de um piano
Ou as figuras de um quadro.
Com o tempo, sempre ele,
Acabam por recriar a linguagem
E inventar novos sons.
Tingem de cores impossíveis
A sensibilidade e a razão.
Elaboram partituras inaudíveis
Mas sempre vivas, numa
Dialéctica que se solta, se liberta
E se esconde
Do senso comum.
Tal como uma ciência medieval
Permanece sempre misteriosa,
Inalcançável.
Assim a poesia é a arte da revelação
Impossível, da palavra em fuga,
Da magia infantil da inocência.
A poesia é toda a vida em criação.
Manuel F. C. Almeida
fotoLuis Mendonça







