Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ
terça-feira, setembro 09, 2008
Barreiro. tempos de vida plena de descoberta, encontro, tempos de amores e desamores, de excessos e moralidade, de revolução sonhada, de homens sem rosto, cansada de nada e pronta para tudo. Barreiro... como te sinto vivo ao ouvir esta banda. Também eles me construiram, também eles me fizeram crescer. Mas foi graças a tudo o que é e foi o Barreiro que me conheci.
segunda-feira, setembro 08, 2008

O VERBO
foto by:ricardo canhoto
O verbo é a doença do ser e do não ser
canto entusiasmado da noite em que a lua
é a esperança da vida e da memória dos
dias em fonte. E o verbo foi o início dos tempos
de angustia, da terra iluminada de razões
que se fundem insondáveis, que a razão
ultima não se vislumbra numa pedra
suspensa no universo gravitacional.
Nem no conjunto de átomos animados
pela magia do carbono.
Manuel F. C. Almeida
sábado, setembro 06, 2008
quinta-feira, setembro 04, 2008
terça-feira, setembro 02, 2008

Ao correr da seara
Que se colhe,
E o cantar, o cantar
Espalha-se pelos
Campos de fogo
Celeste, erguidos
Pelas brumas
Da manhã.
Manuel F.C. Almeida
domingo, agosto 31, 2008

POEMA IMPERFEITO
A minha vida é caravela sem vento
Que no mistério do mar teima em navegar
Sem velas vivas para desfraldar,
Avança a apalpar os medos do tempo.
Assim construí todo o meu pensamento.
Desenhando moinhos, que derrubo no ar,
Vou pintando telas, sem tintas usar...
Em cada segundo, vivo cada momento
E em tudo o que faço, eu canto este fado
Sem dor, mágoa, muito menos tristeza
Porque triste seria não ter encontrado
O amargo sabor da minha existência
Viver ignorando a enorme beleza
De viver tudo isto em consciência.
Manuel F. C. Almeida
sexta-feira, agosto 29, 2008



Eu já cá ando há muitos anos
Encostem-se a mim
Eu não estou a exagerar
Encostem-se a mim
Preparem bem os vossos planos
Comprem comigo novas acções
Deixem-se empenhar.
Venham ao balcão
Eu só vos quero é agarrar
Em nome de deus e do grande capital
Entendam-me bem
Eu só revelo ser banal
O tempo da vida boémia
Da revolução libertária
Foi um bacanal
Agora só quero vender a alma
E os meus sonhos
Como produto bancário final.
Manuel F. C. Almeida

SEDE DE TI
FOTO BY:luis azevedo
E foi na noite
Povoada por sons ausentes
Que escalei o teu corpo
Em mil sentidos deleites.
E se o sentir a madrugada fria
Me devolveu jovialidade
Teu corpo, idolatria,
Resolveu a saciedade...
De ti.
Manuel F. C. Almeida
quarta-feira, agosto 27, 2008

TEU NOME
foto by:Nuno Manuel Baptista
E no mistério das palavras
Que encobrem as coisas,
Ouvi o canto do mar
No tom das vagas
Que soletravam
O teu nome.
Manuel F. C. Almeida
segunda-feira, agosto 25, 2008
sábado, agosto 02, 2008
sexta-feira, agosto 01, 2008
quarta-feira, julho 30, 2008

Das tardes de sol
Contra o casario;
O bucólico tempo
Da terra e do pão,
E as sombras que ficam
Nos jogos do corpo.
Manuel F. C. Almeida
terça-feira, julho 29, 2008

adivinha
De filósofo tem nome
Mas é grande o nosso azar
Porque a grandeza do nome
Não é grandeza no estar
Engenheiro encartado
Por professores engenheiros
Parece ter curso forjado
Por métodos de trapaceiros
Mas neste pais de mentira
Onde tudo se pode esperar
Nada disto me admira
Nada disto é de espantar.
De quem vos estou a falar?
(PODEM COLOCAR O RESULTADO NOS COMENTS)
Manuel F. C. Almeida
domingo, julho 27, 2008

IV
Foto by:
Nuno Manuel Baptista
Foram chaves, as lágrimas
Que se derramaram e que
Abriram as portas dos corpos
Esfomeados de nós.
Manuel F. C. Almeida
quinta-feira, julho 24, 2008

foto by:Paulo Pagani
Nesta ilha desértica
O tempo e o espaço,
Movem-se
Ao ritmo do olhar
E do pensar,
Acontecem sem fronteiras
Quando me perco
No teu corpo.
Porque o teu corpo
É a doçura da miragem
Ao alcance das mãos.
Manuel F.C. Almeida
terça-feira, julho 22, 2008

foto by:
Alex Korolkovas
Indomável o teu desejo
De mudar
O horizonte do mundo
Num espaço de tempo
Que se perde sob o peso
Incansável do sol.
Damos as mãos e
Enfrentamos a manhã
Com o suor das noites
Empapado no corpo
E o cheiro da esperança
Em vida que acontece.
Manuel F.C. Almeida
domingo, julho 20, 2008

foto by:Luis Mendonça
Já não há rios de fogo
Nos teus olhos
Nem riachos de lava
Para agitar a paisagem
Resta agora
O arar da luxúria;
O germinar das sementes
Nos corpos exaustos.
Manuel F. C. Almeida
sexta-feira, julho 18, 2008

Sou da vida um foragido
Um pária que em nada crê
Não passo de um proscrito
Aos olhos de quem me vê.
Não tenho deuses, nem fé
Nem lugar que seja meu
Caminho pelo meu pé
Cabeça erguida pró céu.
Minha casa é todo mundo
E todo mundo meu irmão
Meu anseio mais profundo
É dar a todo o mundo a mão.
Manuel F. C. Almeida
quarta-feira, julho 16, 2008

quadras soltas
(para cantar sobre a musica de Sergio Godinho)
Livres são as quadras soltas
que um dia todos cantaram
Menos livres são as gentes
Que nelas acreditaram
Falavam de liberdade
De educação para todos
Prometiam igualdade
E Felicidade… a rodos
Ó i o ai, aí está o engenheiro
Ó i ó ái pra nossa vida tratar
Ó i ó aí mas que grande embusteiro
Mas que grande embusteiro
Em que o povo foi votar
A liberdade foi morta
A igualdade foi esquecida
Nos direitos tudo corta
A educação foi perdida
Tem amigos poderosos
Que lhe pagam as campanhas
E um partido de medrosos
Que lhe apara sempre as manhas
Ó i ó ai mas o que deu ao povo
Ó i ó ai pra se deixar enganar
Ó i ó ai isto precisa de novo
Isto precisa de novo
Duma revolução pra mudar
Manuel F. C. Almeida





