


Os governos, braços políticos do poder económico, consertaram entre si o mais odioso processo de escravização humana. A globalização.
Apontada como a arma para combater as desigualdades do mundo em matéria de produção de riqueza e de desenvolvimento e implementada de forma quase imediato, serviu apenas para que as empresas do ocidente se deslocalizassem para os locais do planeta onde a mão-de-obra era mais barata e as obrigações sociais não existissem, desta forma o sonho capitalista de dominar o planeta á escala mundial e de fazer circular pelo mundo grandes massas financeiras como, quando e para onde lhes apetecesse foi finalmente atingido.
Simultaneamente o processo de destruição do ensino teve lugar. Aos jovens não se lhes pede para pensar. Antes são confrontados com a necessidade de se sentirem parte de algo, uma formiga no carreiro, como diria José Afonso, o direito ao prazer e ao lazer foi pervertido. Disciplinas como filosofia, história ou literatura foram estruturadas no sentido de criar gente amorfa e sem desejo ou capacidade de pensar. O mundo dos conteúdos facilmente obtidos, caiu de para quedas com a internet. Os governos promovem retrocessos civilizacionais em nome de um progresso que não acontece e que nunca foi explicado.
O sistema cria a mistificação da democracia, uma mistificação que assenta em pressupostos altamente falaciosos e profundamente desonestos. A eleição de fantoches como Lula da silva, é o exemplo acabado desta mistificação. Chegado ao poder, o ex sindicalista torna-se num aríete contra os que o elegeram. O poder económico cobra-lhe o facto de o ter apoiado. A esperança colocada em Obama, não irá ser mais que isso. Esperança.
Por todo o mundo o silêncio dos que deveriam e podem denunciar este estado de coisas é ensurdecedor. Magoa. Dói.
Tudo está em sintonia. Milhões serão sacrificados nas fogueiras desta crise. Mas serão sempre os filhos de outros milhões que o já foram no passado.
A urgência de uma alternativa a este sistema é uma necessidade histórica. Criar algo de novo exige rupturas. Um mundo diferente, onde o “ser” volte a ter direito e lugar a existir. Desiludam-se os reformistas, os pacifistas os colaboracionistas. Não vai ser uma “revolução vermelha” ou “azul”. Terá de ser uma coisa sem nome. Ou antes e só apenas um salto da civilização. Isto nunca aconteceu de forma pacífica, ou gradual. Quando surge, é como uma lava, que tudo destrói no seu caminho. Sem que fique algo do passado. A necessidade de destruir os alicerces desta civilização é cada vez mais premente. E o tal exército espreita uma oportunidade. Em cada dia que passa as suas fileiras são engrossadas. As castas mais ricas da sociedade vivem em condomínios dourados, fechados nas suas fortalezas, acham que nada nem ninguém lhes poderá tocar. Blindados em leis que eles mesmos promovem, julgam-se a salvo das marés. Mas nada está a salvo do desespero.
Um dia, não sei quando, mas um dia, a quadra de António Aleixo será uma realidade:
Vós que lá do vosso Império












































