quarta-feira, julho 30, 2008


II

Foto by:Nuno Belo






O filtro branco
Das tardes de sol
Contra o casario;

O bucólico tempo
Da terra e do pão,

E as sombras que ficam
Nos jogos do corpo.

Manuel F. C. Almeida

terça-feira, julho 29, 2008





adivinha













De filósofo tem nome
Mas é grande o nosso azar
Porque a grandeza do nome
Não é grandeza no estar

Engenheiro encartado
Por professores engenheiros
Parece ter curso forjado
Por métodos de trapaceiros

Mas neste pais de mentira
Onde tudo se pode esperar
Nada disto me admira
Nada disto é de espantar.

De quem vos estou a falar?

(PODEM COLOCAR O RESULTADO NOS COMENTS)


Manuel F. C. Almeida

domingo, julho 27, 2008


IV









Foto by:

Nuno Manuel Baptista




Foram chaves, as lágrimas
Que se derramaram e que
Abriram as portas dos corpos
Esfomeados de nós.

Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, julho 24, 2008


foto by:Paulo Pagani












Nesta ilha desértica
O tempo e o espaço,
Movem-se
Ao ritmo do olhar
E do pensar,
Acontecem sem fronteiras
Quando me perco
No teu corpo.

Porque o teu corpo
É a doçura da miragem
Ao alcance das mãos.

Manuel F.C. Almeida

terça-feira, julho 22, 2008




foto by:

Alex Korolkovas







Indomável o teu desejo
De mudar
O horizonte do mundo
Num espaço de tempo
Que se perde sob o peso
Incansável do sol.
Damos as mãos e
Enfrentamos a manhã
Com o suor das noites
Empapado no corpo
E o cheiro da esperança
Em vida que acontece.

Manuel F.C. Almeida

domingo, julho 20, 2008








foto by:Luis Mendonça










Já não há rios de fogo
Nos teus olhos

Nem riachos de lava
Para agitar a paisagem

Resta agora
O arar da luxúria;
O germinar das sementes
Nos corpos exaustos.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, julho 18, 2008















Sou da vida um foragido
Um pária que em nada crê
Não passo de um proscrito
Aos olhos de quem me vê.

Não tenho deuses, nem fé
Nem lugar que seja meu
Caminho pelo meu pé
Cabeça erguida pró céu.

Minha casa é todo mundo
E todo mundo meu irmão
Meu anseio mais profundo
É dar a todo o mundo a mão.

Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, julho 16, 2008



quadras soltas

(para cantar sobre a musica de Sergio Godinho)






Livres são as quadras soltas
que um dia todos cantaram
Menos livres são as gentes
Que nelas acreditaram

Falavam de liberdade
De educação para todos
Prometiam igualdade
E Felicidade… a rodos


Ó i o ai, aí está o engenheiro
Ó i ó ái pra nossa vida tratar
Ó i ó aí mas que grande embusteiro
Mas que grande embusteiro
Em que o povo foi votar

A liberdade foi morta
A igualdade foi esquecida
Nos direitos tudo corta
A educação foi perdida

Tem amigos poderosos
Que lhe pagam as campanhas
E um partido de medrosos
Que lhe apara sempre as manhas

Ó i ó ai mas o que deu ao povo
Ó i ó ai pra se deixar enganar
Ó i ó ai isto precisa de novo
Isto precisa de novo
Duma revolução pra mudar

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, julho 14, 2008












Esse teu jeito de ser é o rastilho que incendeia os meus dias e que me dá o sabor a vida. Saboreio a plenitude do teu corpo numa vivência que se ergue isolada acima do mundo, e é assim que os frutos se colhem num compasso que se perde entre o sonho e a realidade.

Manuel F. C. Almeida

sábado, julho 12, 2008




foto by:negateven














Pasme-se o luar no seu círculo prata. Os meus olhos deleitam-se no quadro da noite ao som sensual e discreto do rumor do teu corpo.


Manuel F C. Almeida

quinta-feira, julho 10, 2008








FOTO BY: Bárbara Meyer Elias




Há sempre um rio selvagem
Nos recantos do pensar.

Um rio de bruma e de terra
Perdido de encantos

Há sempre um rio que se faz amor
Quando corre para o mar.

Manuel F C. Almeida

terça-feira, julho 08, 2008







foto by:RAPHAEL o pensativo



Este pensar ausente, esta canção que se refaz na linha melancólica do horizonte. Aqui tudo se tingiu de amarelo e castanho tristeza, até o canto dos homens se precipita de encontro ao isolar da vida e se prende na memória que os ventos arrastam, onde o tempo não se apaga e a esperança é uma promessa constante, onde o sol dá ás sombras uma cor particular e a paisagem se incendeia em cada sopro. Aqui se faz Alentejo.


Manuel F C. Almeida

domingo, julho 06, 2008










foto by:Pedro Cabral







As palavras em silencio
Bebidas do teu olhar

Um campo seco, despido
Uma canção de embalar
Uma gaivota inocente,
Minimal o seu cantar.

Esse teu corpo menina,
Que vem com a brisa do mar.
E estes meus braços que existem
no desejo de te encontrar.
Manuel F C. Almeida

sexta-feira, julho 04, 2008












foto by:

MARIAH



Soletrar o verbo
Na angustia de ser
E de não ser

Ditar o signo
Da sinfonia

Por fim
Construir a torre
Da liberdade.

Manuel F C. Almeida

quarta-feira, julho 02, 2008


no país que pretende dar lições de cidadania aos outros, uma velha negra morre como um trapo perante a passividade e alheamento dos outros.

talvez nao tivesse o tão famigerado seguro de saude.
se é isto que nos querem vender como saude para o futuro é melhor pararem já

terça-feira, julho 01, 2008






foto by:










Uma montanha a ruir
Sobre o peito
Um grito errante
Soltado no leito
Uma mascara que te
Arde na face
Um corpo, um amor
Um enlace
E uma nuvem que
Se esfuma no céu.

Num sonho que floresceu.


Manuel F.C. Almeida