Sim, eu sei que partimos,
Tal como um barco
Se faz ao largo, fugindo das suas
Amarras. Ele quer-se
Livre.
Sim eu sei que ficamos
Presos na memória
Como umas algemas
Que colamos à pele.
E quando uma brisa se levanta
É como se o barco ganhasse
Asas e voássemos com ele.
E livres e amarrados
Voamos nessas viajem. Olhando
O passado com um sorriso
Nos lábios
E uma gota de eternidade
Na alma.
Manuel F.C. Almeida

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