
Eu em tempo fui ave
Que suavemente depositava
O seu canto
Na espuma das vagas
E fugia da rebentação.
Saudava sempre a maresia
O luar e a neblina
Como se fossem minhas
Irmãs.
Fazia do meu voo
Livre um convite
Ás almas puras e límpidas
Como a tua.
E convidei-te a voar
E tu voaste,
Não pensei no golpe
Vento
Quando me abandonaste.
Não mais voei livre.
Manuel F. C. Almeida
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