2006. Portugal. Europa. Mundo ocidental. O muro de Berlim caiu assim como a sua base de sustentação: o comunismo. Por toda a Europa sopram ventos de mudança de inspiração liberal, profundamente capitalistas na sua génese. O planeta está pela 1ª vez ameaçado de morte face à voracidade dos homens na procura do lucro destruindo assim milhares de espécies e de habitat. Nada coloca a Ordem em causa. A resistência ao capitalismo selvagem faz-se agora, estranhamente, pelas mãos de grupos fundamentalistas religiosos sendo os mais activos os de cariz muçulmano e os de inspiração cristã. É neste quadro dantesco que história se desenrola. A ameaça que a guerrilha representa é enorme. A vida humana deixou de Ter valor. O mundo ocidental em represália contra o ataque às torres gémeas já desencadeou duas guerras. Uma contra o regime afgão dominado pelos estudantes de teologia ou talibans, outra contra um antigo aliado, o presidente do Iraque, Sadam Hussein. Ambas as guerras ainda não terminaram e os povos dessas regiões vivem hoje pior do que viviam nos regimes originários. Os atropelos aos direitos humanos por parte das forças ocupantes são diários. As opiniões públicas ocidentais vivem letargicamente dominadas pela (de)informação. A generalidade dos governos ocidentais aprova leis contra as liberdades individuais, restringe o acesso á informação, institui uma censura prévia, tudo isto com o apoio tácito da população. As liberdades são o sacrifício a fazer contra a ameaça terrorista. Alguns países encenam atentados de forma a justificar leis mais repressivas. Os contestarios são silenciados pelos média. A nova ordem exige uma forma única de pensar e de agir. Enquanto isso, em África (o continente mais rico em termos minerais de subsolo) milhares de pessoas são mortas pela doença, pela fome e pelos senhores da guerra alimentados pelos países ricos. Na Ásia a exploração capitalista atinge proporções inimagináveis. Milhões de pessoas, crianças incluídas, são transformadas escravas quer pelos governos, quer pelas grandes corporações. Nada parece capaz de travar este vórtice. Os europeus abdicam do que conquistaram durante anos de luta e de sofrimento a troco de nada. Os africanos já nada têm. Os sul-americanos são, na generalidade, escravos do tio SAM. Por todo o lado acordos de comércio livre (que o não são) pressionam os trabalhadores a abdicar dos seus tempos de descanso, das suas férias, dos seus salários. A morte grassa por todo o lado. As desigualdades aumentam, o crime toma conta das ruas. Os estados usam o argumento da defesa dos cidadãos para aumentarem os efectivos repressivos. Em cada esquina há um polícia, todos somos convidados a denunciar os nossos vizinhos. O medo instala-se e é visível na forma como as pessoas abordam os outros nas ruas das grandes cidades. Os governos vivem e mantêm-se pelo medo e com o medo. Ataques de histeria colectiva têm cada vez mais ocorrências. Morrem cidadãos nas ruas da Europa e dos EUA apenas porque têm uma cor de pele suspeita. Morrem cidadãos no médio oriente para alimentar a instabilidade e fazer enriquecer a especulação bolsista e o negócio do petróleo. Quem ganhou com a invasão do Iraque? Quem tem ganho com a instabilidade na região? Como se usa dizer chechez la famme.
Hoje uma nova frente de batalha se está a abrir. Os governos ocidentais, a mando das grandes corporações empresariais já falam na necessidade de aumentar o número de horas de trabalho na EU. É o golpe final nos que, crendo nas boas intenções dos senhores do dinheiro, sempre defenderam uma coabitação pacífica entre trabalhadores e patronato. Na verdade este ataque a direitos conquistados em anos e anos de lutas mais não é que o aproveitar do enfraquecimento sindical e ao mesmo tempo uma chantagem sem excrupulos. Dizem as empresas que e passo a citar “ ou se abdica de alguns direitos ou elas se deslocalizam”. Isto faz cair por terra o argumento de que a GLOBALIZAÇÃO TINHA COMO FIM A MELHORIA DAS CONDIÇÕES ECONÓMICAS DOS PAISES POBRES. A globalização apenas teve como fim a possibilidade das empresas explorarem mão-de-obra barata pressionado os seus funcionários no ocidente para que estes se tornem gente dócil sem capacidade reivindicativa ou politica.
Os sindicatos infelizmente tardam a dar resposta a tudo isto e sem uma estratégia global comum são claramente dominados e entregues nas mãos de agentes dos governos ou de gente corrupta. Não existe uma estratégia a longo prazo e as suas direcções tendem a manter-se no poder de forma carreirista e fraudulenta. As eleições, dominadas pelos média em termos de formação de opinião, mais não são que plebiscitos ás politicas aplicadas, plebiscitos viciados já que as vozes discordantes são silenciadas ou acusadas de inimigas do interesse comum. Os governos uma vez eleitos rapidamente tecem quadros negríssimos de forma a aplicar politicas que apenas servem os interesses dos senhores que lhes pagaram as campanhas. Portugal é um exemplo disto nos dias que correm. Na saúde, onde o estado se está a retirar dos sectores mais apetecíveis, colocando em causa princípios constitucionais, rapidamente surgem como que por magia grupos privados(bancos e seguradoras) que exploram essas oportunidades de negócio. Na
educação, onde o estado permite que universidades privadas ofereçam cursos em áreas que apenas irão aumentar o número de desempregados, a confusão é enorme e assiste-se a uma perca de qualidade que visa claramente formar mentecaptos ao invés de formar gente capaz. Os indicadores sobre de optimismo das pessoas, nunca estiveram tão em baixo, ao mesmo tempo que pelo 4º ano consecutivo a banca, as seguradoras e as grandes empresas vêm aumentar os seus lucros de forma desmedida. Olhemos para o exemplo mais paradigmático da hipocrisia dos senhores do poder. Bancos, seguradoras, estado, todos concorrem no sentido de nos levar a utilizar as novas tecnologias, nomeadamente a Internet. Panaceia para todos os males, a Internet surge como mais um factor de quebra de custas para as empresas e de diminuição do número de funcionários do estado. Empurrar os clientes para a Internet permite despedir alguns funcionários e poupar dinheiro de funcionamento. Mas o que não é dito, é que essa poupança se faz à nossa custa. O que não se diz é que para diminuir o número de FP todos nós vamos engordar os bolsos dos accionistas da PT com um custo anual de 600 euros. São 600 euros que cada um de nós gasta para poder navegar. 15 de assinatura mensal de telefone e mais 35 da assinatura mensal da Internet. A modernização do aparelho do estado e a diminuição de custos na banca estão a ser feitas á custa do nosso esforço e á custa do posto de trabalho de milhares de pessoas e no entanto não pagamos menos impostos nem, nos custa mais barato navegar na Internet. Mas quando se apresentam ao eleitorado, ou seja a todos nós, a pedir que votemos neles, nada disto é dito e as promessas são muitas. Infelizmente os povos tendem a ter pouca e má memória, e o controle do aparelho de estado e da comunicação social tem feito o resto. Aos que discordam resta a frase de um poeta que se traiu a si mesmo.
HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO.
Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ
segunda-feira, agosto 28, 2006
sexta-feira, agosto 25, 2006
cançao de amor

Canção do amôr Eu canto o amor nunca adiado O sentimento louco. A paixão. O estar feliz. Embriagado. A jovialidade da tesão. Eu canto este imenso sentimento Que a todos tira a Razão Reféns do sonho de um momento De imagens, magia, de ilusão. Eu canto o silêncio do olhar O desejo contido em segredo Canto o amor e canto mar Canto a esperança e canto o medo |
AO JEITO DE BOCAGE

| Dona Telma é boazona Um cu belo de espantar Uma sumarenta cona Mamas sempre a saltitar Coxas cheias, elegantes Que as saias deixam mirar Mamas soltas, palpitantes Sem nada, prás apertar Cu redondo, torneado Badanas a dar e dar Um coninho perfumado Pintelho até fartar Mas é viúva a coitada E procura cavalheiro Que a ponha mais animada Que seja seu cavaleiro Não lhe faltam candidatos Pra esta tão nobre missão Capazes de todos os pratos Pra lh’ aliviar a tensão Mas esperta que nem um alho Tem mais que um cortesão. E de caralho em caralho Lá vai matando a tesão. |
ezte f
quarta-feira, agosto 23, 2006
avec le temp
![]() |
avec le temp
Tocam clarins
tocam trombetas.
Os homens de bem
Trajam jaquetas,
As suas mulheres
Mostram as tetas.
Numa nave de loucos
Falam profetas,
Meditam aqui,
Bondosos astetas.
Rimas que nascem
Filhos poetas,
Tubos de ensaio
Filhos provetas.
Atletas que correm
Glórias e metas.
mas
As certezas da vida
São coisas secretas.
segunda-feira, agosto 21, 2006
avec le temp
avec le temp
NAO DIGAS QUE NAO ME COMPREENDES:
Foram-se os sonhos de uma assentada.
A paz, o pão a habitação,
A saúde a educação
Tudo foi perdido
De mão beijada
Não perguntem como
Ninguém sabe nada.
Vieram mais cinco
E duma assentada
Viram a casa, o carro
A vida penhorada.
Que a liberdade um dia passou por aqui,
Foi aprisionada e depois fuzilada,
Finalmente a vida voltou ao que era
Só mudaram os nomes
Não mudou mais nada
NAO DIGAS QUE NAO ME COMPREENDES:
Foram-se os sonhos de uma assentada.
A paz, o pão a habitação,
A saúde a educação
Tudo foi perdido
De mão beijada
Não perguntem como
Ninguém sabe nada.
Vieram mais cinco
E duma assentada
Viram a casa, o carro
A vida penhorada.
Que a liberdade um dia passou por aqui,
Foi aprisionada e depois fuzilada,
Finalmente a vida voltou ao que era
Só mudaram os nomes
Não mudou mais nada
terça-feira, fevereiro 28, 2006
quando a especie fica encurralada
sábado, janeiro 21, 2006
cús, talvez esteja de volta

ia eu a passear pelas ruas do barreiro quando, dentro de uma farmácia, se me depara um daqueles cús que de imediato apetece fazer festas ou dar umas nalgadas.a seu lado um outro cu, bem menos atrativo, ou mesmo nada, também marcava presença.esperei e fiquei a ver a preciosidade. de repente eis que sai, e de imediato a vejo entrar num belo auti TT, uma maquina. logo de seguida vejo sair a outra. fiat punto á espera.pensei com o meu amigo :- é pá esta merda dos bons cus, um gajo quase que topa pelo carro em que andam. moral da história:- se queres ver bons cús olha sempre prás gaja que saem de BM'S pra cima. o resto esta muito bera.
quarta-feira, novembro 30, 2005
No dia da morte de Fernando Pessoa aqui vai o espirito Português

O governo decidiu construir uma ponte e, para esse efeito, foi aberto umconcurso público. Concorreram três empreiteiros:
um Espanhol, um Americano eum Português:
Proposta do Espanhol: 3 milhões de euros. - 1 milhão pela mão-de-obra; - 1 milhão pelo material; - 1 milhão para lucro.
Proposta do Americano: 6 milhões de euros: - 2 milhões pela mão-de-obra; - 2 milhões pelo material; - 2 milhões para lucro mas o serviço é de primeira.
Proposta do Português: 9 milhões de euros: -"Nove milhões?", admirou-se o Presidente de Câmara. "É demais! Porquêtanto?" Respondeu o empreiteiro Português: "É simples": - 3 milhões para mim; - 3 milhões para si; - 3 milhões para o Espanhol fazer a obra...
- A quem é que foi entregue a OBRA ?
sexta-feira, novembro 25, 2005
e esta em?
- Querido, achas que sou bonita? - Eu não diria bonita, pois trata-se de um conceito adoptado pelas classes dominantes para classificar animais humanos dentro de padrões de beleza culturalmente preestabelecidos. - Isso que dizer que sou feia? - Cosmeticamente diferente é o termo mais adequado. - Mas, tu ainda me amas? - O amor é um sentimento inventado pela burguesia com intuito de subjugar os indivíduos a um único modo de pensar a sociedade, tirando-lhes a razão e o senso crítico. - E depois? - Depois, nutro por ti um sentimento de co-participação em interesses de
\r\nordem habitacional, económica e sexual. - O quê? Quer dizer que tu só me queres como mulher-a-diase prostituta? - Não se diz mulher-a-dias e sim higienizadora ambiental.E tratar parceiras sexuais alugadas como prostitutas não é politicamente correcto. - Tu deves estar louco. - Emocionalmente fora do padrão. - Bem me avisaram que eras um chato. - Chato não, pessoa interessante de maneira diferente.- Como fui cega..- Desprovida de capacidade visual é mais correcto.- Idiota! - Pessoa com ideia fixa. - Para mim chega! Vou procurar um amante que me queira.- Não precisas de recorrer a este tipo de relacionamento om padrão não convencional, nós ainda podemos partilhar de uma coexistência audável como duas pessoas com referências diferenciadas da cultura dominante. - Prefiro viver com um lavador de carros a continuar contigo!- A tua preferência em manter uma coabitação de carácter afectivo com um especialista em aparência de veículos, não te dá o direito de comparar opções de meio de sobrevivência alternativo com o meu comportamento que se diferencia dos dogmas do status quo.- Ah, por que é que não podes ser uma pessoa normal? - A normalidade é uma convenção imposta.
terça-feira, novembro 08, 2005
A DEMOCRACIA OU ANTES A DITADURA DA MAIORIA
Leitor atento de matérias que digam respeito à liberdade de cada um e ao afirmar da sua personalidade, não deixei de reparar nas noticias sobre o arquivar de um processo referente a queixas apresentadas por uma aluna contra as praxes académicas.
Em 1º lugar quero endereçar a todos os que se negam a tais praticas o meu profundo reconhecimento e agradecimento. O facto de existirem e de lutarem pelo direito à diferença encerra em si mesmo a demonstração de muita inteligência e de muita capacidade analítica. No entanto fico sempre espantado com a posição complacente dos poderes instituídos ( reitorias, conselhos directivos, policias, juizes, pais e forças de segurança) já que tais práticas mais não visam que o humilhar do “outro” retirando-lhe o direito à condição humana e condenando-o a ser apenas e só mais um animal do rebanho, sem personalidade própria e, mais grave ainda, procurando moldar a sua personalidade através de uma pratica mesquinha, irracional, cruel e profundamente injusta.
Espanta-me pois o facto de uma queixa apresentada por uma aluna ser tratada com a ligeireza com que o foi. Isto apenas prova que a cultura não se ganha nas escolas, é um processo interior de descoberta do mundo, um processo activo e acima de tudo uma afirmação de liberdade pessoal e de respeito pelos “ outros”. Infelizmente os que advogam as praxes académicas ou outras quaisquer apenas revelam a sua face mais mesquinha e a sua incapacidade de viver socialmente sem a canga do peso das hierarquias.
Viva a consciência de ser livre.
sagher
Em 1º lugar quero endereçar a todos os que se negam a tais praticas o meu profundo reconhecimento e agradecimento. O facto de existirem e de lutarem pelo direito à diferença encerra em si mesmo a demonstração de muita inteligência e de muita capacidade analítica. No entanto fico sempre espantado com a posição complacente dos poderes instituídos ( reitorias, conselhos directivos, policias, juizes, pais e forças de segurança) já que tais práticas mais não visam que o humilhar do “outro” retirando-lhe o direito à condição humana e condenando-o a ser apenas e só mais um animal do rebanho, sem personalidade própria e, mais grave ainda, procurando moldar a sua personalidade através de uma pratica mesquinha, irracional, cruel e profundamente injusta.
Espanta-me pois o facto de uma queixa apresentada por uma aluna ser tratada com a ligeireza com que o foi. Isto apenas prova que a cultura não se ganha nas escolas, é um processo interior de descoberta do mundo, um processo activo e acima de tudo uma afirmação de liberdade pessoal e de respeito pelos “ outros”. Infelizmente os que advogam as praxes académicas ou outras quaisquer apenas revelam a sua face mais mesquinha e a sua incapacidade de viver socialmente sem a canga do peso das hierarquias.
Viva a consciência de ser livre.
sagher
sábado, outubro 29, 2005
como se criam verdades falsas
| Sendo leitor do DN não deixei de ler a peça “DESAFIOS GLOBAIS AMEAÇAM A EUROPA” do vosso jornalista LUÍS NAVES, em relação à mesma ocorrem-me algumas criticas ao seu conteúdo interno. Logo no seu intróito o cenário apresentado é o da inevitabilidade do colapso desta Europa social, quer pela via liberal que advoga rupturas, quer pela via reformadora que advoga uma forma mais gradual de retirar aos europeus aquilo que conquistaram. Convém pois Ter sempre presente que o autor da peça apresenta a questão de forma simplista. E digo isto porque o dever da Europa seria o de exigir, no quadro da globalização, que os países com os quais se assinam acordos de comercio livre, mantenham a mesma exigência em termos sociais que a Europa. Mas tal nunca irá acontecer, e isso deve-se ao facto dos governos representarem interesses económicos que pretendem exactamente o contrário, ou seja pressionar o modelo social europeu provocando a sua falência e provocando a capitulação das conquistas sociais da Europa. Assim analisemos o que é dito na peça no que concerne ao MODELO SOCIAL. A constatação de que no espaço da UE existem diferentes modelos sociais apenas me sugere que em todo o processo de construção europeia existiu desde o inicio uma ideia; a de que a Europa social teria de desaparecer para que o poder político pagasse aos grupos económicos os favores que lhe deve. Assim aos trabalhadores europeus restará a resignação( tão apregoada por muitos) para que continuem a manter os seus empregos, abdicando dos seus direitos conquistados ( é bom que se recorde isso) na sequência de uma guerra onde perderam a vida milhões de europeus e à qual se seguio um boom económico sem paralelo na história da Europa e onde até a classe política saída do pós guerra verificou que era necessário redistribuir a riqueza de forma sustentada para dessa forma ser possível combater o modelo soviético que tantos encantava por toda a Europa . Desfeito o império soviético, o capitalismo selvagem tomou finalmente nas mãos o destino do mundo e com o auxilio dos partidos “ socialistas” europeus lançou-se na procura de domínio do mundo contando ainda com o apoio do “ comunistas chineses” ( nome anedótico claro). E assim a Europa social é hoje em dia vista como uma quimera, algo do passado, porque sem o perigo de um sistema alternativo resta aos europeus alterarem no poder o mau com o medíocre. No que concerne ao EMPREGO afirma o autor da peça, de forma coerente diga-se, que tudo se joga na elasticidade das leis laborais. E isto sendo em parte verdade não é, de forma alguma, toda a verdade. Para que se obtenha uma visão mais racional das coisas convinha que se perguntasse o que pretendem aqueles que advogam leis laborais mais liberais. A pergunta é para quê? Se um funcionário com 55 anos começa a dar sinais de cansaço ou de menor concentração, será despedido nesse paradigma liberal, com um estado que abandonou a protecção social, que lhe resta? Em relação ao problema da IMIGRAÇÃO não entendo qual a questão. Então não é possível às empresas deslocalizarem-se e aos capitais volatilizarem-se por todo o mundo? Então porque razão não podem as pessoas livremente deslocarem-se de região para região? A coerência dos que defendem a globalização exige-lhe que aceitem isto como um facto necessário. O ENVELHECIMENTO da Europa, algo preocupante, pode e deve ser compensado com a chegada de gente vinda de outras paragens ou então passar por políticas de reforço das garantias da mulheres em caso de gravidez e para ilustrar isto basta-me citar um conhecido empresário nacional que confrontado com a questão da maternidade nas suas colaboradoras afirmou: - o melhor contraceptivo que existe são os contratos a prazo. Ou seja na visão dos grupos económicos o trabalho precário junto das mulheres condiciona a sua disponibilidade para a maternidade. E dizem-se defensores da nacionalidade, dos direitos humanos e da família ( muitos participam ao Domingo na expiação dos pecados semanais). Assim se ENTENDE a conclusão da peça, comparar a EUROPA à Índia e à China sem questionar algumas das premissas em que assentam essas comparações é apenas dizer parte da verdade. Porque se é verdade que esses países apresentam altas taxas de natalidade e grande vigor económico conviria dar a conhecer aos europeus a base social em que assentam esses modelos e já agora perguntar aos europeus se as ditaduras iraquianas ou afgãs foram assim tão diferentes das economias dos tigres asiáticos e se entendem ser razoável manter relações comerciais com esses países no actual quadro desiguial onde o que se pretende é tonar miseravel a rxistencia humana, mormente dos que ocupam a base da puramide social |
domingo, setembro 25, 2005
quadro completo

e ja correm o soares, alegre, e chico louçâ jerónimo anda nos ares e cavaco na diz que nã sao pois cinco os passarinhos dispostos ao sacrificio de sairem mais gordinhos deste tão belo oficio presidente querem ser coisa que todos merecem passeatas até mais nao poder desta função nao se esquecem ja mestre bordalo afirmava ser grande vaca, a politica a burguesia mamava o povo aguava em bica
|
domingo, julho 31, 2005
a dança já começou
parabéns aos partids socialistas da europa. conseguiram que o ódio fascista e racista despertasse.
a internacinal socialista deveria questionar-se sobre os metodos usados pelo srº tony para criar o medo. parabés mi5 e parabés ingleses, um machado sempre é mais humano que misseis, especialmente se o alvo for um pobre negro inocente á espera do autocarro
a internacinal socialista deveria questionar-se sobre os metodos usados pelo srº tony para criar o medo. parabés mi5 e parabés ingleses, um machado sempre é mais humano que misseis, especialmente se o alvo for um pobre negro inocente á espera do autocarro
quarta-feira, julho 27, 2005
que mundo é este
a pergunta surgiu-me ao analizar os ultimos acontecimentos em inglatera e as declarações do trabalhista tony blair. na verdade, começo a questionar-me sobre aquilo que nos é dado a conhecer. factos: uma semana antes da reunião do G8 um movimento algo naif tentou e conseguiu, em parte, mobilizar o mundo para o problema a fome no emisferio sul, nomeadamente em áfrica. foi com altas expectativas que o mundo assistiu á reunião dos senhores da guerra. la estavam todos. os mais badalados em 8 eram blair, bush, putin, e chirac, senhores de um poderio militar assutador e de uma não menos aterradora capacidade para pulverizar o mundo. a pressão sobre eles era imensa, pedia-se o perdão da divida dos paises pobres ( como se estes senhores fossem pessoas de boa vontade ) a reunião começou; assim como o folclore associado por parte dos grupos ditos anti globalização. tudo seguia como planeado. bush recusava-se a baixar a emissões de co2( que nome se deve dar a isto? terrorismo? crime contra a humanidade?) chirac tentava desesperadamente voltar a ser aceite na pax imperial, blair fazia o papel de escuteiro e putin espreitava a opurtunidade. aliás todos a espreitavam. ela surgiu. alguém, supostamente ligado a uma organização islamica, fez um favôr aos senhores do G8. as bombas que explodiram tiveram como alvo, não os ingleses, mas antes os povos de todo o mundo, tiveram o condão de fazer esquecer a dita reunião, de provocar um aumento nos preços do petroleo, de fazer esquecer os atropelos dos direitos humanos na russia e nos estados unidos, de nao se falar mais no perdão da divida, de nao se falar mais nas questões do aquecimento global de nao se condenar a china pela genocidio do povo tibetano. a reunião nao passou de um lugar de repouso. a explosões rebentaram nas nossas maos, querem diminuir as liberdades civicas, matam indescriminadamente em nome ds segurança, basta teres uma cor diferente da maioria para te tornares suspeito, prendem pessoas sem qualquer acusação. este é um mundo onde as explosões me parecem cada vez mais uma encomenda e o fundamentalismo islamico uma criação necessaria dos poderosos. afinal eles necessitam de desculpas para tornarem isto tudo num pesadelo capitalista e liberal onde a organização social terá o nome de " democracia" e a praxis do fascismo.
sábado, julho 16, 2005
que mundo
esta será uma reflexão demorada. demorada porque as coisas não são lineares. porque o mundo é algo mais que aquilo que nos permitem ver. as alterações climaticas, o preço do petróleo, as guerras, os diferentes terrorismos, o mundo ocidental, a voracidade do lucro, a procura crescente de drogas e de coisas afins, o ataque a tudo o que seja direitos dos trabalhadores são de forma complicada reversos da mesma medalha. o capitalismo é hoje rei e senhor de um mundo globalizado e no qual a palavra de ordem é:
comércio livre.
e aqui começa a 1º grande mistificação. isto é:
como é possivel assinar acordos de comercio livre com paises onde a protecção social é enexistente, onde os sindicatos estão dominados ou proibidos e onde a mao de obra é pouco mais que escrava?
é desta forma que assistimos ao deslocalizar das empresas para paraisos do lucro como a china a india e outros paises que tendo mao de obra qualificada oferecem baixos custos de produção e uma paz social forçada. afinal a união europeia, ou antes os capitalistas da mesma, estão-se é borrifando para as pesoas. tudo são numeros, e as pessoas que pra eles trabalham não passam de meras incidências estatiscas. a coberto de uma capa democratica, a grande burguesia europeia está de forma clara e intencional a tentar condenar os trabalhadores europeus a uma existencia próxima do incio dos anos 50. o tão almejado e atacado sistema de segurança social eu ropeu está condenada. a menos que algo mude( continuará, só não sei quando)
comércio livre.
e aqui começa a 1º grande mistificação. isto é:
como é possivel assinar acordos de comercio livre com paises onde a protecção social é enexistente, onde os sindicatos estão dominados ou proibidos e onde a mao de obra é pouco mais que escrava?
é desta forma que assistimos ao deslocalizar das empresas para paraisos do lucro como a china a india e outros paises que tendo mao de obra qualificada oferecem baixos custos de produção e uma paz social forçada. afinal a união europeia, ou antes os capitalistas da mesma, estão-se é borrifando para as pesoas. tudo são numeros, e as pessoas que pra eles trabalham não passam de meras incidências estatiscas. a coberto de uma capa democratica, a grande burguesia europeia está de forma clara e intencional a tentar condenar os trabalhadores europeus a uma existencia próxima do incio dos anos 50. o tão almejado e atacado sistema de segurança social eu ropeu está condenada. a menos que algo mude( continuará, só não sei quando)
quarta-feira, abril 27, 2005
é tão simples
>> Um professor de Filosofia entra na sala de aula, põe a cadeira em cima da> mesa e escreve no quadro:> "Provem-me que esta cadeira não existe".>> Apressadamente, os alunos começam a escrever longas dissertações sobre o> assunto.>> No entanto, um dos alunos escreve apenas duas palavras na folha e > entrega-a> ao professor.>> Este, quando a recebe, não pode deixar de sorrir depois de ler:>> "Que cadeira?">> Conclusão: Não procure chifres em cabeça de cavalo ou pêlo em ovo. Opte> pela simplificação.>
domingo, abril 10, 2005
os cús
ia eu a passear pelas ruas do barreiro quando, dentro de uma farmácia, se me depara um daqueles cús que de imediato apetece fazer festas ou dar umas nalgadas.
a seu lado um outro cu, bem menos atrativo, ou mesmo nada, também marcava presença.
esperei e fiquei a ver a preciosidade. de repente eis que sai e de imediato a vejo entrar num belo auti TT, uma maquina. logo de seguida vejo sair a outra. fiat punto á espera.
pensei com o meu amigo godinho:
- é pá esta merda dos bons cus, um gajo quase que topa pelo carro em que andam. moral da história:
- se queres ver bons cús olha sempre prás gaja que saem de BM'S pra cima. o resto esta muito bera.
a seu lado um outro cu, bem menos atrativo, ou mesmo nada, também marcava presença.
esperei e fiquei a ver a preciosidade. de repente eis que sai e de imediato a vejo entrar num belo auti TT, uma maquina. logo de seguida vejo sair a outra. fiat punto á espera.
pensei com o meu amigo godinho:
- é pá esta merda dos bons cus, um gajo quase que topa pelo carro em que andam. moral da história:
- se queres ver bons cús olha sempre prás gaja que saem de BM'S pra cima. o resto esta muito bera.
terça-feira, abril 05, 2005
há uma montanha a mudar
há uma montanha a mudar
alegres as aves cantam
e os homens olham incredulos
é o tempo de mudar
mudar as montanhas
e desejar ter artes e saberes
para ser o que queres
não abdicar
nunca abdicar
que as montanhas são
como a vida
e a felicidade não é miragem
alegres as aves cantam
e os homens olham incredulos
é o tempo de mudar
mudar as montanhas
e desejar ter artes e saberes
para ser o que queres
não abdicar
nunca abdicar
que as montanhas são
como a vida
e a felicidade não é miragem
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
uma canção embora não pareça
Apesar de não saber a origem deste texto, acho que podemos pensar
> nisto
>
>
> Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito
> estimado pelo seu elevado conhecimento. Um dia, um conhecido do
> grande filósofo aproximou-se dele e disse: "Sócrates, sabe o que eu
> acabei de ouvir à cerca daquele teu amigo?" "Espera um minuto",
> respondeu Sócrates, "Antes que me digas alguma coisa, gostaria de
> te fazer um teste. Chama-se o "Teste do Filtro Triplo." "Filtro
> Triplo?" "Sim,", continuou Sócrates, "Antes que me fales do meu
> amigo talvez fosse uma boa ideia parar um momento e filtrar aquilo
> que vais dizer. Por isso é que eu lhe chamei o Filtro Triplo." E
> continuou: "O primeiro filtro é VERDADE. Tens a certeza absoluta de
> que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?" "Não,",
> disse o homem "o que acontece é que eu ouvi dizer que..." "Então,",
> diz Sócrates," não sabes se é verdade. Passemos ao segundo filtro,
> que é BONDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo é bom?" "Não,
> muito pelo contrário..." "Então,", continuou Sócrates "Queres
> dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não
> verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro.
> O último filtro é UTILIDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo
> será útil para mim?" "Não, acho que não..." "Bem," concluiu
> Sócrates, se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos
> verdadeiro, para quê dizer-me?"
> nisto
>
>
> Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito
> estimado pelo seu elevado conhecimento. Um dia, um conhecido do
> grande filósofo aproximou-se dele e disse: "Sócrates, sabe o que eu
> acabei de ouvir à cerca daquele teu amigo?" "Espera um minuto",
> respondeu Sócrates, "Antes que me digas alguma coisa, gostaria de
> te fazer um teste. Chama-se o "Teste do Filtro Triplo." "Filtro
> Triplo?" "Sim,", continuou Sócrates, "Antes que me fales do meu
> amigo talvez fosse uma boa ideia parar um momento e filtrar aquilo
> que vais dizer. Por isso é que eu lhe chamei o Filtro Triplo." E
> continuou: "O primeiro filtro é VERDADE. Tens a certeza absoluta de
> que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?" "Não,",
> disse o homem "o que acontece é que eu ouvi dizer que..." "Então,",
> diz Sócrates," não sabes se é verdade. Passemos ao segundo filtro,
> que é BONDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo é bom?" "Não,
> muito pelo contrário..." "Então,", continuou Sócrates "Queres
> dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não
> verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro.
> O último filtro é UTILIDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo
> será útil para mim?" "Não, acho que não..." "Bem," concluiu
> Sócrates, se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos
> verdadeiro, para quê dizer-me?"
sábado, fevereiro 05, 2005
another song
É no fundo dos teus olhos que Descubro;
O porto de abrigo um diaSonhado.
Mas neste silêncio em que me Encubro;
não há certezas de ter lugar marcado.
Mas entendo, ó musa, que há algo aDizer;
Um segredo que os olhos teimam emFalar
E neste silêncio, que é o meuViver
Reside sempre a esperança de um dia parar
Porque foi tarde demais que euDescobri
Que viver mais não é que um Momento
E se nunca cantarei o que penso de ti
É devido á natureza do meuSentimento
Não devo pois magoar estaAmizade
Com actos ou frases que a possam Matar
Porque tudo o que sinto é imensa Saudade,
De silêncios e carinhos que estão por Trocar.
O porto de abrigo um diaSonhado.
Mas neste silêncio em que me Encubro;
não há certezas de ter lugar marcado.
Mas entendo, ó musa, que há algo aDizer;
Um segredo que os olhos teimam emFalar
E neste silêncio, que é o meuViver
Reside sempre a esperança de um dia parar
Porque foi tarde demais que euDescobri
Que viver mais não é que um Momento
E se nunca cantarei o que penso de ti
É devido á natureza do meuSentimento
Não devo pois magoar estaAmizade
Com actos ou frases que a possam Matar
Porque tudo o que sinto é imensa Saudade,
De silêncios e carinhos que estão por Trocar.
just a song
Sonhei o passado.
Memória de ti.
Estava a teu lado;
Mas não estavas ali.
Sonhei o futuro.
Momento sem ti.
Não estava a teu lado;
Mas tu estavas ali.
Olhei o presente.
Vivido sem ti.
Não estás a meu lado;
Mas eu estou ai
Memória de ti.
Estava a teu lado;
Mas não estavas ali.
Sonhei o futuro.
Momento sem ti.
Não estava a teu lado;
Mas tu estavas ali.
Olhei o presente.
Vivido sem ti.
Não estás a meu lado;
Mas eu estou ai
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
SAUDADE DO QUE NÃO TIVE
HÁ! COMO EU SINTO, PRINCESA, SAUDADE
DAS MIL CARICIAS QUE NÃO DEMOS
DOS DIAS TERNOS QUE NUNCA TIVEMOS
DE NÃO ESTARMOS JUNTOS PRA ETERNIDADE
E COMO INVEJO, DOCE AMIGA, A SORTE
DAS MÃOS QUE NO TEU, RECENTE, PASSADO
PROFANARAM TEU CORPO, VIOLENTADO
E QUASE LHE DERAM UM TOQUE DE MORTE
E QUANDO HOJE TE VI DE LONGE, AO PASSAR
OLHEI PARA TI E FIQUEI A SÓ, A CANTAR
ESTA MINHA SINA, ESTE NOSSO FADO
E, POR BREVES SEGUNDOS, EU VI-ME A DANÇAR
ABRAÇADO A TI, EU E TU UM SÓ PAR
E A BEIJAR-TE NA ALMA, COM TODO O CUIDADO
clube de leitura
ontem aderia a um clube de leitura. eram 21 horas e 20 minutos quando entrei na sala. em torno de uma mesa, gente viciada em livros deleitava-se a reler passagens dos seus livros. entrei convidaram-me a sentar. assim fiz. o animadôr da sessão apresentou-me. de seguida pediu-me para ser eu a falar de mim. timidamente levantei-me e embaraçado apresentei-me:
sicrano de tal, 43 anos. estou aqui para me juntar a vós. ( a voz embargou-se) estou aqui porque ( e coloco as maos na cara de vergonha) finalmente admito; sou um viciado em livros. velhos novos, bd ficção poesia, prosa enfim tudo e estou aqui porque preciso de ajuda.
suava quando acabei, as maos tremiam-me e olhei de soslaio para a minha vizinha. tinha cara de intelectual, abraçava uma obra de gogol e os olhos estavam marejados de lágrimas. foda-se soube mesmno bem ter um grupo.
sicrano de tal, 43 anos. estou aqui para me juntar a vós. ( a voz embargou-se) estou aqui porque ( e coloco as maos na cara de vergonha) finalmente admito; sou um viciado em livros. velhos novos, bd ficção poesia, prosa enfim tudo e estou aqui porque preciso de ajuda.
suava quando acabei, as maos tremiam-me e olhei de soslaio para a minha vizinha. tinha cara de intelectual, abraçava uma obra de gogol e os olhos estavam marejados de lágrimas. foda-se soube mesmno bem ter um grupo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




