domingo, janeiro 11, 2009





Também noutra parte do globo, um povo sofre um terrivel genocidio fisico e cultural.

Presos entre o capitalismo fascista de uma China dita Comunista e a fé num sistema feudal, o povo do tibete é dia a dia destruido. Mas à boa maneira chinesa, o silêncio do mundo foi vergonhosamente comprado.

sexta-feira, janeiro 09, 2009





até quando?

até quando iremos assistir ao genocideo de um povo?

até quando iremos assistir ao silêncio da comunidade internacional

até quando se continuarão a matar pessoas em nome de uma bandeira, uma pátria ou uma raça?

SÓ UM MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO INTERNACIONAL, SEM RELIGIÕES OU INTERESSES ECONÓMICOS PODERÁ TRAVAR O GENOCIDEO EM MASSA DE MUITOS POVOS.

PARA QUE OS GOVERNOS SEJAM DO POVO, O POVO TEM DE OS ELIMINAR E TOMAR NAS SUAS MÃOS A RESPONSABILIDADE DE ENCONTRAR CAMINHOS QUE FAÇAM DO PLANETA UM LOCAL EM QUE A DIGNIDADE DE EXISTIR DEIXE DE SER UM DIREITO MAS SIM E APENAS ALGO COMUM A TODOS.

MANUEL F. F. ALMEIDA

quinta-feira, janeiro 08, 2009




Nada se houve
Nada se diz
É um silêncio de morte
Que engole a vida.

Manuel F. C. Almeida


terça-feira, janeiro 06, 2009



AGORA

QUE O SONHO

PEQUENO BURGUÊS ESTÁ A RUIR POR TODO O MUNDO

RESTA-NOS UM CAMINHO

FAZER UMA REVOLUÇÃO

POR MINUTO







O aço corta o ar e corta
Os corpos.
Cego no seu caminho
É ele o vencedor único
E ultimo.
Vergados, os homens são
Predadores dos homens.
E nem se dão conta ,
Que morrem para
Glorificar um deus,
Que se esquece deles
E para servirem de repasto
Aos abutres
Escondidos, em qualquer
Grande cidade, num escritório
Com ar condicionado
E rodeado de bem nutridas
Secretarias.
O aço corta o ar e corta
Os corpos.
Disparado por pistolas
Douradas.

Manuel F.C. Almeida

segunda-feira, janeiro 05, 2009



EM GAZA MORREMOS TODOS









PAREM A MATANÇA EM NOME DE DEUSES E DE INTERESSES

domingo, janeiro 04, 2009








foto by:Rui j Santos











E há um silêncio que desagua
Na ausência de um beijo
Ou da palavra.
Na margem, parado, espero
Que a geografia da verdade
Desenhe enfim
Os contornos reais das margens
Em que me encontro.




Manuel F.C. Almeida

sexta-feira, janeiro 02, 2009



SAGA DE UM PISTOLEIRO















Pistoleiro sempre pronto
Da sua pistola sacar
O herói do nosso conto
Já não anda a disparar.

Teve anos que à sua porta
Muita gente veio tocar
Diziam ter vida morta
Pediam para as ajudar.

E o incansável pistoleiro
Com sua arma a brilhar
Percorria o mundo inteiro
Prás fazer ressuscitar.

Agora conta quem sabe
Que se limita a esperar
Na porta que nunca se abre
Pôs a arma a hibernar.

Mas ele a mim não engana
Deve só estar a esperar
E quando lhe der na gana...

A arma volta a trabalhar


Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, dezembro 31, 2008






foto:Gisleine Martin


Na janela do meu quarto,
Para além dos limites,
Observo os dias passados
Na inocência da eternidade
E na estranheza do silencio.
No ocaso do olhar
Traço um desenho de vida
Peço à vida o acordar.

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, dezembro 29, 2008



foto:DDiArte

Lá fora a neve pintava de branco os campos outrora verdes e amarelos. Aninhado na minha concha olhava o brincar do vento e admirava a diversidade presente em cada floco. Esta doce loucura a que me tinha abandonado propiciava-me momentos de serenidade indescritíveis. Era possível ouvir e sentir os elementos e a vida. A porta fez-se ouvir. Com curiosidade fui ver quem era. Era algo ou alguém. Vinha reclamar o que era seu por direito e por acaso. Dei-lhe a mão e deixei de passar tempo à espera. Olhei para o lugar que tinha-mos deixado. Caído um corpo, marcava o que eu tinha sido. E nos braços de um anjo voei, finalmente liberto de mim.

Manuel F. C. Almeida


sábado, dezembro 27, 2008





Viajem

foto:Bruno Abreu






Tempos idos
Em que a vida sorria
Ao sol de cada dia .
A terra era uma cornucópia.

Agora cavo
Funda a minha sepultura
E a minha enxada,
Revolve cada dia mais terra
Inerte.
Na busca de um tesouro
Que perdi.
Ao ver-te partir
No olhar da guerra.

Manuel F.C. Almeida



quinta-feira, dezembro 25, 2008

vejam e meditem numa realidade pouco discutida

http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024







Porque o natal é de todos

não deixem que o consumismo

faça esquecer os que nada

ou pouco têm.

Exijam um mundo melhor

Manuel F. C. Almeida

terça-feira, dezembro 23, 2008



Punheta
Universal,
Tesão
Amorfa.

Quero
Unidade
Esporródica

Pito
Aberto
Ratas
Indecentes
Urros

Olhos do cú

Bicos
Infindaveis
Broches
Linguas
Orgamismo
Tetas

QUE TUDO O RESTO SAO PETAS

MANUEL F. C. ALMEIDA

domingo, dezembro 21, 2008








foto: Marta Bucher




Amar a sinfonia dos lábios
Como se os instrumentos
Habitassem o espaço
Entre sabores.

Manuel F. C. Almeida

sábado, dezembro 20, 2008







A terra



foto by:Altair Castro


Sulca a terra quem a ama
Quem por ela é amado
Abre-a com um arado
Como num ventre
Se recolhe em chama

Manuel F.C. Almeida

quarta-feira, dezembro 17, 2008





foto: Amanda Com







Há uma tragédia viva nos meus passos
Uma ausência, um vazio a recordar
O cheiro e a ternura dos teus braços
O sabor dos beijos, a musica desse olhar.

Agora ao recordar, meus olhos, baços
De memórias, fazem-no como a cantar
Hinos aos dias, às horas, aos espaços
Que em teu corpo descobria ao beijar.


Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, dezembro 15, 2008


foto by:http://www.paulocesar.eu%20-%20paulo%20cesar/





Estancou o passo e deu uma última passa na beata. Ao longe, uma mulher passeava um cãozinho, vestido ridiculamente com um casaco de lã. Aproximou-se e o bicho desatou num latido aflitivo. Até os bichos o odiavam. Quando se está na mó de baixo todos nos odeiam e afastam, como se estivéssemos leprosos. Afastou-se do maldito bicho não sem antes deitar um olhar lascivo para a mulher. Há muito tempo que não punha as unhas numa. Entrou na loja de bebidas escolheu um pacote de vinho, pagou, pediu um cigarro à empregada, uma velha conhecida dos tempos em que as mulheres o conheciam e apreciavam a sua presença, com um sorriso e um olhar de piedade ela estendeu-lhe o cigarro e antes que ela começasse a dar-lhe conselhos, agradeceu e saiu. Sentou-se junto á marginal, á sua frente o areal e o mar. Abriu o pacote de vinho e bebeu um trago. Acendeu o cigarro e deixou-se invadir pelas memórias, afinal que mais lhe restava?
Recordava a vida; o que tinha sido a sua vida. Bons carros, boas mulheres. Um filho. Evitava recordar o filho. Há anos que o não via.

Manuel F. C. Almeida
(continua... um dia)

sábado, dezembro 13, 2008












Olhar o sol na linha invisível
Da morte,
Cegou-me o futuro, escureceu-me
O canto,
As estrelas, dos olhos libertas,
Na noite
Carregaram-me os sonhos de faces
Iguais.
O tempo dos gritos vividos
Na sombra
Espelharam-me os dias, a face
E a alma
Mas o retomar furioso das
Marés,
Inundou me o peito de flores
E de Primavera.



Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, dezembro 11, 2008







foto Mircea Marinescu











De madrugada o sol raiou
Com ele chegaram os cheiros
Do rosmaninho e alecrim
Que me traziam o odor do teu
Corpo em flor

E no espaço ocupado pela memória
Revivi o oceano do teu corpo…
Perdido
Nas margens do entardecer do
Hábito.

Manuel F. C. Almeida