
Olhão 12-12-2006
e pé ante pé
passo a passo
faço o meu auto de fé
tento encontrar meu compasso
Manuel F.C. Almeida
Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ


Já me sopra uma brisa na face
Novidades vindas no vento
Dizem-me que espere plo tempo
Em que tudo vá e tudo passe
Mas esta brisa ligeira
Traz consigo a esperança
De dias em que a bonança
Seja minha companheira
Que tudo pode acontecer
Pra tudo existe uma hora
Seja amanhã ou agora
Outros amores virei a ter.
Manuel F. C. Almeida



pintura de amoratus
http://amoratus.deviantart.com/gallery/
Porque gritam os poetas
Poemas sem dizer nada?
Gritam a alma feita estrada
Sentimentos feitos metas.
MANUEL F.C. ALMEIDA




Nesta terra de encantar
Douta pessoa surgiu,
Alguém me veio segredar
Que de segredos fugiu.
Rapaz de vários ofícios
Capaz de tudo tratar
Se lhe faltam orifícios
Ele trata de os encontrar
Como é douto tem valor.
Mais fácil fazer o que quer.
O poder traz sempre o amor
Aos olhos de uma mulher
De falas mansas, cuidadas,
Com um ar sempre bem airoso
Trá-las sempre bem tratadas
Prova que não é um ranhoso
O douto tem sempre poder
E sabe mentir a preceito
Para uma dama comer
Ele lá vai dando o seu jeito
Quando fica incomodado
Move suas influências
Envias para outro lado
Pra não sentir flatulências
Mestre no bem porfiar
Dizem que usa um apito
Prás conseguir encantar
e assim lhes comer o pito.
em singela homenagem a bocage.
Manuel F. C. Almeida

Quero ser teu amigo
Nem demais e nem de menos
Nem tão longe e nem tão perto
Na medida mais precisa que eu puder
Mas amar-te como próximo, sem medida,
E ficar sempre em tua vida
Da maneira mais discreta que eu souber
Sem tirar-te a liberdade
Sem jamais te sufocar
Sem forçar a tua vontade
Sem falar quando for a hora de calar
E sem calar quando for a hora de falar
Nem ausente nem presente por demais,
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo,
Mas confesso,
É tão difícil aprender,
Por isso, eu te peço paciência
Vou encher este teu rosto
De alegrias, lembranças!
Dê-me tempo
De acertar nossas distâncias!
