quarta-feira, setembro 13, 2006

sao doidos este americanos




Notícia o “ público” de hoje que uma cidadã norte americana resolveu criar uma imagem gigante do marido cola-la em cartão e fazer-se acompanhar da mesma para onde quer que ela e os seus dois filhos se desloquem. Imagino o que deve ter feito para substituir o marido na cama. Avanço com duas possibilidades: mandou fazer uma mascara igual ás fuças do mesmo e o amante coloca-a antes do acto (com a abertura para a língua claro) ou usa o mesmo cartão, desta vez armado com um substituto de maridos que ela vai colocando a postos ou antes em posições. Como diriam os gauleses “ estes Americanos estão loucos

sábado, setembro 09, 2006

lista de danos colaterias



esta é verdadeira
Demasiado pertinente para não passar adiante... não vá alguém estar distraído!
Leia a pergunta, e tente responder: Eis aqui uma lista dos países que foram bombardeados pelos Estados Unidos, após o fim da 2ª Guerra Mundial: a.. China 1945-46

b.. Coreia 1950-53

c.. China 1950-53

d.. Guatemala 1954

e.. Indonésia 1958

f.. Cuba 1959-60

g.. Guatemala 1960

h.. Congo 1964

i.. Perú 1965

j.. Laos 1964-73

k.. Vietname 1961-73

l.. Cambodja 1969-70

m.. Guatemala 1967-69

n.. Granada 1983

o.. Líbia 1986

p.. El Salvador anos 80

q.. Nicarágua anos 80

r.. Panamá 1989

s.. Iraque 1991

t..Sudão 1998

u.. Afeganistão 1998

v.. Jugoslávia 1999

w.. Afeganistão 2001

x.. Iraque 2003, 2004, ....

PERGUNTA: Em quantos destes países, os bombardeamentos fizeram emergir umgoverno democrático, respeitador dos Direitos Humanos?

ESCOLHA uma resposta :

(a) 0 (b) zero

(c) nenhum

(d) nem um só

planicie de gentes



GENTE DE TERRA NENHUMA


Povo de face sulcada

Pelo calor do arado

Tens tua alma lavrada

Pelas rimas do teu fado


Fado de versos com rimas,

Construído de tristeza

Letras que cantam a sina

Da tua perdida beleza


Povo de face sulcada

Pelo calor do arado

Tens tua alma marcada

Pelo riqueza do passado

segunda-feira, setembro 04, 2006

REFLEXÃO EXDRÚXULA


Quem com vinte anos está
Cheio de força e paixão
Julga que aos kotas não dá
O maravilhoso tesão

Na sua douta ignorância
Julga que foder é com ele
E nunca dá importância
A quem vai comer a mãe dele.


E nem o mais leve suspeito
O pode levar a pensar,
Que a sua mãezinha no leito
Adora chupar e gritar.

Q’isto de coisas da cama
A moral que s’instalou
Mudou o gozo pra lama
E a lama….. nunc’á mudou

domingo, setembro 03, 2006

segunda-feira, agosto 28, 2006

nigthmare

2006. Portugal. Europa. Mundo ocidental. O muro de Berlim caiu assim como a sua base de sustentação: o comunismo. Por toda a Europa sopram ventos de mudança de inspiração liberal, profundamente capitalistas na sua génese. O planeta está pela 1ª vez ameaçado de morte face à voracidade dos homens na procura do lucro destruindo assim milhares de espécies e de habitat. Nada coloca a Ordem em causa. A resistência ao capitalismo selvagem faz-se agora, estranhamente, pelas mãos de grupos fundamentalistas religiosos sendo os mais activos os de cariz muçulmano e os de inspiração cristã. É neste quadro dantesco que história se desenrola. A ameaça que a guerrilha representa é enorme. A vida humana deixou de Ter valor. O mundo ocidental em represália contra o ataque às torres gémeas já desencadeou duas guerras. Uma contra o regime afgão dominado pelos estudantes de teologia ou talibans, outra contra um antigo aliado, o presidente do Iraque, Sadam Hussein. Ambas as guerras ainda não terminaram e os povos dessas regiões vivem hoje pior do que viviam nos regimes originários. Os atropelos aos direitos humanos por parte das forças ocupantes são diários. As opiniões públicas ocidentais vivem letargicamente dominadas pela (de)informação. A generalidade dos governos ocidentais aprova leis contra as liberdades individuais, restringe o acesso á informação, institui uma censura prévia, tudo isto com o apoio tácito da população. As liberdades são o sacrifício a fazer contra a ameaça terrorista. Alguns países encenam atentados de forma a justificar leis mais repressivas. Os contestarios são silenciados pelos média. A nova ordem exige uma forma única de pensar e de agir. Enquanto isso, em África (o continente mais rico em termos minerais de subsolo) milhares de pessoas são mortas pela doença, pela fome e pelos senhores da guerra alimentados pelos países ricos. Na Ásia a exploração capitalista atinge proporções inimagináveis. Milhões de pessoas, crianças incluídas, são transformadas escravas quer pelos governos, quer pelas grandes corporações. Nada parece capaz de travar este vórtice. Os europeus abdicam do que conquistaram durante anos de luta e de sofrimento a troco de nada. Os africanos já nada têm. Os sul-americanos são, na generalidade, escravos do tio SAM. Por todo o lado acordos de comércio livre (que o não são) pressionam os trabalhadores a abdicar dos seus tempos de descanso, das suas férias, dos seus salários. A morte grassa por todo o lado. As desigualdades aumentam, o crime toma conta das ruas. Os estados usam o argumento da defesa dos cidadãos para aumentarem os efectivos repressivos. Em cada esquina há um polícia, todos somos convidados a denunciar os nossos vizinhos. O medo instala-se e é visível na forma como as pessoas abordam os outros nas ruas das grandes cidades. Os governos vivem e mantêm-se pelo medo e com o medo. Ataques de histeria colectiva têm cada vez mais ocorrências. Morrem cidadãos nas ruas da Europa e dos EUA apenas porque têm uma cor de pele suspeita. Morrem cidadãos no médio oriente para alimentar a instabilidade e fazer enriquecer a especulação bolsista e o negócio do petróleo. Quem ganhou com a invasão do Iraque? Quem tem ganho com a instabilidade na região? Como se usa dizer chechez la famme.
Hoje uma nova frente de batalha se está a abrir. Os governos ocidentais, a mando das grandes corporações empresariais já falam na necessidade de aumentar o número de horas de trabalho na EU. É o golpe final nos que, crendo nas boas intenções dos senhores do dinheiro, sempre defenderam uma coabitação pacífica entre trabalhadores e patronato. Na verdade este ataque a direitos conquistados em anos e anos de lutas mais não é que o aproveitar do enfraquecimento sindical e ao mesmo tempo uma chantagem sem excrupulos. Dizem as empresas que e passo a citar “ ou se abdica de alguns direitos ou elas se deslocalizam”. Isto faz cair por terra o argumento de que a GLOBALIZAÇÃO TINHA COMO FIM A MELHORIA DAS CONDIÇÕES ECONÓMICAS DOS PAISES POBRES. A globalização apenas teve como fim a possibilidade das empresas explorarem mão-de-obra barata pressionado os seus funcionários no ocidente para que estes se tornem gente dócil sem capacidade reivindicativa ou politica.
Os sindicatos infelizmente tardam a dar resposta a tudo isto e sem uma estratégia global comum são claramente dominados e entregues nas mãos de agentes dos governos ou de gente corrupta. Não existe uma estratégia a longo prazo e as suas direcções tendem a manter-se no poder de forma carreirista e fraudulenta. As eleições, dominadas pelos média em termos de formação de opinião, mais não são que plebiscitos ás politicas aplicadas, plebiscitos viciados já que as vozes discordantes são silenciadas ou acusadas de inimigas do interesse comum. Os governos uma vez eleitos rapidamente tecem quadros negríssimos de forma a aplicar politicas que apenas servem os interesses dos senhores que lhes pagaram as campanhas. Portugal é um exemplo disto nos dias que correm. Na saúde, onde o estado se está a retirar dos sectores mais apetecíveis, colocando em causa princípios constitucionais, rapidamente surgem como que por magia grupos privados(bancos e seguradoras) que exploram essas oportunidades de negócio. Na
educação, onde o estado permite que universidades privadas ofereçam cursos em áreas que apenas irão aumentar o número de desempregados, a confusão é enorme e assiste-se a uma perca de qualidade que visa claramente formar mentecaptos ao invés de formar gente capaz. Os indicadores sobre de optimismo das pessoas, nunca estiveram tão em baixo, ao mesmo tempo que pelo 4º ano consecutivo a banca, as seguradoras e as grandes empresas vêm aumentar os seus lucros de forma desmedida. Olhemos para o exemplo mais paradigmático da hipocrisia dos senhores do poder. Bancos, seguradoras, estado, todos concorrem no sentido de nos levar a utilizar as novas tecnologias, nomeadamente a Internet. Panaceia para todos os males, a Internet surge como mais um factor de quebra de custas para as empresas e de diminuição do número de funcionários do estado. Empurrar os clientes para a Internet permite despedir alguns funcionários e poupar dinheiro de funcionamento. Mas o que não é dito, é que essa poupança se faz à nossa custa. O que não se diz é que para diminuir o número de FP todos nós vamos engordar os bolsos dos accionistas da PT com um custo anual de 600 euros. São 600 euros que cada um de nós gasta para poder navegar. 15 de assinatura mensal de telefone e mais 35 da assinatura mensal da Internet. A modernização do aparelho do estado e a diminuição de custos na banca estão a ser feitas á custa do nosso esforço e á custa do posto de trabalho de milhares de pessoas e no entanto não pagamos menos impostos nem, nos custa mais barato navegar na Internet. Mas quando se apresentam ao eleitorado, ou seja a todos nós, a pedir que votemos neles, nada disto é dito e as promessas são muitas. Infelizmente os povos tendem a ter pouca e má memória, e o controle do aparelho de estado e da comunicação social tem feito o resto. Aos que discordam resta a frase de um poeta que se traiu a si mesmo.
HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO.

sexta-feira, agosto 25, 2006

cançao de amor



Canção do amôr

Eu canto o amor nunca adiado
O sentimento louco. A paixão.
O estar feliz. Embriagado.
A jovialidade da tesão.

Eu canto este imenso sentimento
Que a todos tira a Razão
Reféns do sonho de um momento
De imagens, magia, de ilusão.

Eu canto o silêncio do olhar
O desejo contido em segredo
Canto o amor e canto mar
Canto a esperança e canto o medo

AO JEITO DE BOCAGE


Dona Telma é boazona
Um cu belo de espantar
Uma sumarenta cona
Mamas sempre a saltitar

Coxas cheias, elegantes
Que as saias deixam mirar
Mamas soltas, palpitantes
Sem nada, prás apertar

Cu redondo, torneado
Badanas a dar e dar
Um coninho perfumado
Pintelho até fartar

Mas é viúva a coitada
E procura cavalheiro
Que a ponha mais animada
Que seja seu cavaleiro

Não lhe faltam candidatos
Pra esta tão nobre missão
Capazes de todos os pratos
Pra lh’ aliviar a tensão

Mas esperta que nem um alho
Tem mais que um cortesão.
E de caralho em caralho
Lá vai matando a tesão.
ezte f

quarta-feira, agosto 23, 2006

avec le temp

avec le temp



Tocam clarins
tocam trombetas.
Os homens de bem
Trajam jaquetas,
As suas mulheres
Mostram as tetas.
Numa nave de loucos
Falam profetas,
Meditam aqui,
Bondosos astetas.
Rimas que nascem
Filhos poetas,
Tubos de ensaio
Filhos provetas.
Atletas que correm
Glórias e metas.

mas

As certezas da vida
São coisas secretas.

segunda-feira, agosto 21, 2006

avec le temp

avec le temp

NAO DIGAS QUE NAO ME COMPREENDES:


Foram-se os sonhos de uma assentada.
A paz, o pão a habitação,
A saúde a educação
Tudo foi perdido
De mão beijada
Não perguntem como
Ninguém sabe nada.
Vieram mais cinco
E duma assentada
Viram a casa, o carro
A vida penhorada.
Que a liberdade um dia passou por aqui,
Foi aprisionada e depois fuzilada,
Finalmente a vida voltou ao que era
Só mudaram os nomes
Não mudou mais nada

terça-feira, fevereiro 28, 2006

quando a especie fica encurralada


nestes tempo em que o capitalismo nada deixa ao acaso, é refrescante saber que ainda há quem resista, ainda há quem diga nao

vive-se no tempo da besta


um gajo que faz isto á gaita merecia que lha cortassem

sábado, janeiro 21, 2006

conversões enquanto é tempo




convertam-se sem demoras . Deus agradeçe e o chá é de ervas

cús, talvez esteja de volta


ia eu a passear pelas ruas do barreiro quando, dentro de uma farmácia, se me depara um daqueles cús que de imediato apetece fazer festas ou dar umas nalgadas.a seu lado um outro cu, bem menos atrativo, ou mesmo nada, também marcava presença.esperei e fiquei a ver a preciosidade. de repente eis que sai, e de imediato a vejo entrar num belo auti TT, uma maquina. logo de seguida vejo sair a outra. fiat punto á espera.pensei com o meu amigo :- é pá esta merda dos bons cus, um gajo quase que topa pelo carro em que andam. moral da história:- se queres ver bons cús olha sempre prás gaja que saem de BM'S pra cima. o resto esta muito bera.

quarta-feira, novembro 30, 2005

No dia da morte de Fernando Pessoa aqui vai o espirito Português


O governo decidiu construir uma ponte e, para esse efeito, foi aberto umconcurso público. Concorreram três empreiteiros:
um Espanhol, um Americano eum Português:
Proposta do Espanhol: 3 milhões de euros. - 1 milhão pela mão-de-obra; - 1 milhão pelo material; - 1 milhão para lucro.
Proposta do Americano: 6 milhões de euros: - 2 milhões pela mão-de-obra; - 2 milhões pelo material; - 2 milhões para lucro mas o serviço é de primeira.
Proposta do Português: 9 milhões de euros: -"Nove milhões?", admirou-se o Presidente de Câmara. "É demais! Porquêtanto?" Respondeu o empreiteiro Português: "É simples": - 3 milhões para mim; - 3 milhões para si; - 3 milhões para o Espanhol fazer a obra...
- A quem é que foi entregue a OBRA ?

sexta-feira, novembro 25, 2005

e esta em?


- Querido, achas que sou bonita? - Eu não diria bonita, pois trata-se de um conceito adoptado pelas classes dominantes para classificar animais humanos dentro de padrões de beleza culturalmente preestabelecidos. - Isso que dizer que sou feia? - Cosmeticamente diferente é o termo mais adequado. - Mas, tu ainda me amas? - O amor é um sentimento inventado pela burguesia com intuito de subjugar os indivíduos a um único modo de pensar a sociedade, tirando-lhes a razão e o senso crítico. - E depois? - Depois, nutro por ti um sentimento de co-participação em interesses de
\r\nordem habitacional, económica e sexual. - O quê? Quer dizer que tu só me queres como mulher-a-diase prostituta? - Não se diz mulher-a-dias e sim higienizadora ambiental.E tratar parceiras sexuais alugadas como prostitutas não é politicamente correcto. - Tu deves estar louco. - Emocionalmente fora do padrão. - Bem me avisaram que eras um chato. - Chato não, pessoa interessante de maneira diferente.- Como fui cega..- Desprovida de capacidade visual é mais correcto.- Idiota! - Pessoa com ideia fixa. - Para mim chega! Vou procurar um amante que me queira.- Não precisas de recorrer a este tipo de relacionamento om padrão não convencional, nós ainda podemos partilhar de uma coexistência audável como duas pessoas com referências diferenciadas da cultura dominante. - Prefiro viver com um lavador de carros a continuar contigo!- A tua preferência em manter uma coabitação de carácter afectivo com um especialista em aparência de veículos, não te dá o direito de comparar opções de meio de sobrevivência alternativo com o meu comportamento que se diferencia dos dogmas do status quo.- Ah, por que é que não podes ser uma pessoa normal? - A normalidade é uma convenção imposta.

terça-feira, novembro 08, 2005

A DEMOCRACIA OU ANTES A DITADURA DA MAIORIA

Leitor atento de matérias que digam respeito à liberdade de cada um e ao afirmar da sua personalidade, não deixei de reparar nas noticias sobre o arquivar de um processo referente a queixas apresentadas por uma aluna contra as praxes académicas.
Em 1º lugar quero endereçar a todos os que se negam a tais praticas o meu profundo reconhecimento e agradecimento. O facto de existirem e de lutarem pelo direito à diferença encerra em si mesmo a demonstração de muita inteligência e de muita capacidade analítica. No entanto fico sempre espantado com a posição complacente dos poderes instituídos ( reitorias, conselhos directivos, policias, juizes, pais e forças de segurança) já que tais práticas mais não visam que o humilhar do “outro” retirando-lhe o direito à condição humana e condenando-o a ser apenas e só mais um animal do rebanho, sem personalidade própria e, mais grave ainda, procurando moldar a sua personalidade através de uma pratica mesquinha, irracional, cruel e profundamente injusta.
Espanta-me pois o facto de uma queixa apresentada por uma aluna ser tratada com a ligeireza com que o foi. Isto apenas prova que a cultura não se ganha nas escolas, é um processo interior de descoberta do mundo, um processo activo e acima de tudo uma afirmação de liberdade pessoal e de respeito pelos “ outros”. Infelizmente os que advogam as praxes académicas ou outras quaisquer apenas revelam a sua face mais mesquinha e a sua incapacidade de viver socialmente sem a canga do peso das hierarquias.
Viva a consciência de ser livre.

sagher

sábado, outubro 29, 2005

como se criam verdades falsas

Sendo leitor do DN não deixei de ler a peça “DESAFIOS GLOBAIS AMEAÇAM A EUROPA” do vosso jornalista LUÍS NAVES, em relação à mesma ocorrem-me algumas criticas ao seu conteúdo interno.
Logo no seu intróito o cenário apresentado é o da inevitabilidade do colapso desta Europa social, quer pela via liberal que advoga rupturas, quer pela via reformadora que advoga uma forma mais gradual de retirar aos europeus aquilo que conquistaram.
Convém pois Ter sempre presente que o autor da peça apresenta a questão de forma simplista. E digo isto porque o dever da Europa seria o de exigir, no quadro da globalização, que os países com os quais se assinam acordos de comercio livre, mantenham a mesma exigência em termos sociais que a Europa. Mas tal nunca irá acontecer, e isso deve-se ao facto dos governos representarem interesses económicos que pretendem exactamente o contrário, ou seja pressionar o modelo social europeu provocando a sua falência e provocando a capitulação das conquistas sociais da Europa.
Assim analisemos o que é dito na peça no que concerne ao MODELO SOCIAL. A constatação de que no espaço da UE existem diferentes modelos sociais apenas me sugere que em todo o processo de construção europeia existiu desde o inicio uma ideia; a de que a Europa social teria de desaparecer para que o poder político pagasse aos grupos económicos os favores que lhe deve. Assim aos trabalhadores europeus restará a resignação( tão apregoada por muitos) para que continuem a manter os seus empregos, abdicando dos seus direitos conquistados ( é bom que se recorde isso) na sequência de uma guerra onde perderam a vida milhões de europeus e à qual se seguio um boom económico sem paralelo na história da Europa e onde até a classe política saída do pós guerra verificou que era necessário redistribuir a riqueza de forma sustentada para dessa forma ser possível combater o modelo soviético que tantos encantava por toda a Europa .
Desfeito o império soviético, o capitalismo selvagem tomou finalmente nas mãos o destino do mundo e com o auxilio dos partidos “ socialistas” europeus lançou-se na procura de domínio do mundo contando ainda com o apoio do “ comunistas chineses” ( nome anedótico claro). E assim a Europa social é hoje em dia vista como uma quimera, algo do passado, porque sem o perigo de um sistema alternativo resta aos europeus alterarem no poder o mau com o medíocre.
No que concerne ao EMPREGO afirma o autor da peça, de forma coerente diga-se, que tudo se joga na elasticidade das leis laborais. E isto sendo em parte verdade não é, de forma alguma, toda a verdade. Para que se obtenha uma visão mais racional das coisas convinha que se perguntasse o que pretendem aqueles que advogam leis laborais mais liberais. A pergunta é para quê? Se um funcionário com 55 anos começa a dar sinais de cansaço ou de menor concentração, será despedido nesse paradigma liberal, com um estado que abandonou a protecção social, que lhe resta?
Em relação ao problema da IMIGRAÇÃO não entendo qual a questão. Então não é possível às empresas deslocalizarem-se e aos capitais volatilizarem-se por todo o mundo? Então porque razão não podem as pessoas livremente deslocarem-se de região para região? A coerência dos que defendem a globalização exige-lhe que aceitem isto como um facto necessário.
O ENVELHECIMENTO da Europa, algo preocupante, pode e deve ser compensado com a chegada de gente vinda de outras paragens ou então passar por políticas de reforço das garantias da mulheres em caso de gravidez e para ilustrar isto basta-me citar um conhecido empresário nacional que confrontado com a questão da maternidade nas suas colaboradoras afirmou:
- o melhor contraceptivo que existe são os contratos a prazo.
Ou seja na visão dos grupos económicos o trabalho precário junto das mulheres condiciona a sua disponibilidade para a maternidade. E dizem-se defensores da nacionalidade, dos direitos humanos e da família ( muitos participam ao Domingo na expiação dos pecados semanais).
Assim se ENTENDE a conclusão da peça, comparar a EUROPA à Índia e à China sem questionar algumas das premissas em que assentam essas comparações é apenas dizer parte da verdade. Porque se é verdade que esses países apresentam altas taxas de natalidade e grande vigor económico conviria dar a conhecer aos europeus a base social em que assentam esses modelos e já agora perguntar aos europeus se as ditaduras iraquianas ou afgãs foram assim tão diferentes das economias dos tigres asiáticos e se entendem ser razoável manter relações comerciais com esses países no actual quadro desiguial onde o que se pretende é tonar miseravel a rxistencia humana, mormente dos que ocupam a base da puramide social