terça-feira, março 24, 2009



















É meu dever
Ser homem
Cumprir o meu pacto
Com a vida
E limpar do meu existir
O odor do ópio
E da ilusão.

Manuel F. C. Almeida

domingo, março 22, 2009





foto:João Neves dos Santos





Desenhei-me sem mim
Numa tela ausente
Num tempo sem fim
Num tempo demente

Desenhei-me criança
E ao sol a sorrir
Meus olhos de esperança
Sonhavam partir

E os barcos do tempo
De velas abertas
Levavam no vento
Ideias desertas

E o desenho cresceu
Numa tela sem gente
E sem gente morreu
O meu sonho demente.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, março 20, 2009


Crónicas da Liberdade

na avenida da liberdade






É na noite que me sinto livre. Percorrendo as ruas e a avenida perco o olhar nas cores garridas do néon. Em cada anónimo que se cruza comigo adivinho um drama ou um segredo terrível. Também há os que têm histórias felizes. Mas na noite os olhares são todos iguais, por isso parto do princípio que todos comungam os mesmos segredos, os mesmos desejos, as mesmas tragédias.

Uma gaja pede-me lume. Olho para ela. Os lábios pintados, lábios de puta. Para mim, à noite, todas as gajas que comigo se cruzam são putas. Puxo de um velho e engordurado isqueiro e tento aceder aos seus desejos. Uma, duas três vezes dou ao dedo e nada. O cabrão do isqueiro não dá nada. Ela pede o isqueiro. Quer tentar ela. Tudo bem. Dá ao dedo e a chama surge, Acende o cigarro e puxa uma longa e demorada passa. Devolve-me o isqueiro e agradece. Eu tou fodido com o isqueiro. Mas olho para ela sem animosidade. Sorrimos os dois. Entendo de imediato que ambos estamos sós e dispostos a conversar um pouco. Sentamo-nos num velho banco da avenida. A conversa flui em torno do que fazemos. Não dizemos o nome. Isso não é importante. Pergunta que faço ao que respondo, nada. É verdade, não faço nada.
Sou aquilo que toda a gente apelida de parasita. Vivo de noite, e durmo de dia. Não suporto os magotes de gente com cara de sofrimento que a madrugada faz levantar do leito. Eles convencidos de que têm algo para dizer e fazer no mundo. Elas convencidas que o trabalho lhes trouxe mais direitos e as guindou a posições de notoriedade social. Uma merda de vida. Um cinzentismo impressionante. Olhar para esta gente dá-me vómitos. E os jovens? Os jovens numa correria louca através dos corredores de uma qualquer universidade na ânsia de terminar um cursinho qualquer, de forma a ganharem um lugar neste inferno em que transformaram a existência.
Estou implacável, a gaja nem abre a boca, vai fumando o seu cigarro e acenando com a fronha, como se aquilo para ela fosse algo também pensado.
Um velho passa a passear um cão seboso e tão velho quanto ele. Arrastam-se ambos numa caminhada penosa. A gaja sorri para o velho. O infeliz devolve a gentileza e o cão olha-me numa súplica pela morte. Não sei ao certo quem faz um favor a quem. Tenho a sensação de que o cão só vive para dar ao velho o prazer de sair de casa á noite e escapar á mais que previsível velha chata com quem vive. Um carro de polícia passa, devagar. Lá dentro dois polícias olham para nós demoradamente. Eu sou conhecido e com o dedo mando-os pró caralho. Sorriem. Aparentemente a gaja não os incomoda. Ignoram até a sua presença a avançam no seu gastar nocturno de dinheiro aos contribuintes. Filhos da puta, remato eu. Não fazem nada e ainda chulam as gajas que atacam por estas bandas. A tipa volta a pedir-me o isqueiro. Não disse mais nada até agora. Começo a suspeitar que é mais um larilas vestido de gaja, como tantos que deambulam por estas bandas. Outro cigarro. Logo á primeira o isqueiro funciona. De soslaio olho-a melhor. Nariz pequeno, mãos cuidadas, boas tetas. Já pouco tenho para dizer. O silêncio dela começa a irritar-me. Não sou curioso mas foda-se, se estive a falar, o mínimo que a tipa pode fazer é dizer alguma coisa. Começo a ficar nervoso e sem mais nada para dizer. Resolvo calar-me e apreciar o movimento de putas, paneleirios chulos, clientes e policias que, num frenesim, se movem pela avenida. E a puta que não fala. Anos atrás já lhe tinha metido o caralho na boca. Ainda ssim ao menos tava calada por ter a boca cheia. Mas esta merda agora tá mudada. Um gajo já nem pode bater nas putas ou obriga-las ao broche. Por um lado a polícia aparece logo e os chulos davam-me cabo do canastro, por outro lado o perigo da gaja me morder o marzápio era mais que presente. Levantei-me disse-lhe adeus. Então a tipa resolveu dizer-me obrigado. Que tinha sido uma noite agradável. Que há muito não tinha noite tão interessante. Se eu quisesse poderia ir no carro dela até sua casa continuar a conversa. Parei um pouco a pensar na proposta. Com um sorriso declinei o convite. A mim não há puta que me leve para casa. Ainda me recordava do que tinha acontecido ao João. Acedeu ao pedido de uma gaja para ir a casa dela e acabou na igreja, no banco a pedir dinheiro, num emprego e agora costuma passar aqui com uma trela no pescoço.

quarta-feira, março 18, 2009


















Tenho uma paisagem inundada de gente
Num quadro calmo e demente
UM velho homem sentado, dormita.
Algures um cão uiva e um comboio apita.
No carreiro um velho burro passeia,
Um padre de pança cheia.
Nas margens do lago, ao longe
A pescar avisto um monge.
Há duas mulheres a dançar,
Há tanta luxúria no ar.
Olho de novo a paisagem,
Afinal era miragem.

E Jesus Cristo no peito
Sempre que me dá jeito

Manuel F.C. Almeida

segunda-feira, março 16, 2009





foto:Catarina Cesteiro







Chegaste com a brisa do sul
No mistério do tempo e
Diluíste-te na linha invisível
Do horizonte,
E eu contemplo a tua face
Nua.
O teu odor e o teu cabelo
Teimam em se revelar
Na tela do teu corpo
Que se debruça sobre
A minha adolescência
Tardia.

Manuel F. C. Almeida

sábado, março 14, 2009




foto:X.Maya












Todo o destino se faz
No agir
Nem deuses, nem anjos
Para culpar
A minha vontade cumpre
O meu cantar
E os meus poemas
Espelham o meu sentir.


Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, março 12, 2009







foto:http://www.paulocesar.eu%20-%20paulo%20cesar/







O sabor da tua boca, esse teu riso
Que trocas comigo, rente ao luar
A cor desses teus lábios, um sorriso
Que se transforma no momento do gozar
O canto dos teus olhos, que preciso
Para sentir na minha noite o teu calor
O deleite do teu corpo onde me fixo
No momento de te dar o meu amor

E vencidas que são as madrugadas
Na ternura cristalina do sonhar
Crescem em nós mil alvoradas
E nelas mil poemas vão voar.

Manuel F.C. Almeida

terça-feira, março 10, 2009





foto:Daniel Oliveira







E se os lábios percorrem
As avenidas do teu corpo
Só param no florir
Da maré.


Manuel F. C. Almeida


domingo, março 08, 2009





foto:DDiArte










Em silêncio
Liberta-se o olhar
Do desejo,
Ergue-se um altar
Aos corpos
E aguarda-se
Pelo renovar
Da primavera.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, março 06, 2009








foto: Paulo Silva









Tomar-te a
Boca
Na língua
E a vida
Nos lábios
Em flor.

Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, março 04, 2009






foto: Marta Ferreira - www.mfotografia.com




A pele contra pele
Suaviza
A vontade

E o ventre em
Fogo
Celebra a saudade…
De nós.

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, março 02, 2009




foto http://www.paulocesar.eu%20-%20paulo%20cesar/






Caí em mim.
Na sedução da penumbra
A silhueta move-se
Numa dança natural.
E o meu corpo,
Numa lascívia antecipação,
Espera o encontro
Com o universo do desejo.




Manuel F. C. Almeida

sábado, fevereiro 28, 2009








foto Valter Okumoto





Soltas no vento, as folhas dançam
Ao sabor dos dias de invernia
E em teus olhos as aves cantam
Canções passadas, melancolia

Não trazes flores presas no olhar
E nas mãos dissolves o ocaso
Teus lábios recordam a cantar
Aquele amor vivido por acaso

Pudesse eu esquecer o teu sabor
Seria livre, e não um escravo
Das memórias vivas, teu amor
Dos mil odores, rubro cravo



Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, fevereiro 26, 2009







foto:SAGHER

Os olhos. Sim
Os olhos de quem
Me escreveu
São olhos
Que me contam
Os segredos de um Outono
De folhas caídas,
De gotas que
Vivem nas teias
Da madrugada
E se escondem na
Dança obscena
Do ventre.

Manuel F. C. Almeida

terça-feira, fevereiro 24, 2009












foto:nuri






Perco a face
Nos limites da memória
E se as mãos
Se encontram
No respirar do ventre
Só o teu olhar
Me liberta
Do esquecimento.
Manuel F. C. Almeida

domingo, fevereiro 22, 2009






foto: SEVEN







E nos teus seios
A marca
Dos beijos
Celebra
O nosso prazer.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, fevereiro 20, 2009





OS DEDOS




foto:angelica







Ao meu olhar,
Os teus dedos
São flechas
Hábeis
Nos jogos
Imperceptíveis
Do prazer.

Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, fevereiro 18, 2009





Memórias







foto by:Leigi Lopes





O Outono desce do seu indeciso temperamento.
As folhas, feridas de morte, esqueceram
O sol, e o cantar irritante das aves.
Agora tudo parece ser um imenso teatro
De castanhos e amarelos em desuso.
Foram-se as belas borboletas e as andorinhas,
Foram-se as areias da praia e os corpos ao sol.
É o tempo em que as crisálidas se preparam para
A sua longa reclusão. É tempo de esperar pelo tempo.

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, fevereiro 16, 2009


A maria_arvore lançou-me, traiçoeiramente, um desafio, digo nove coisas sobre mim e três - como não podia deixar de ser - são mentira.
Adivinhem quais:
1) Nunca não tentei tangear gajas para sexo anall.
2) Quando olho para uma gaja, tiro-lhe sempre a medida aos lábios.
3) Gosto de apalpar mamas não descaídas. O tamanho não importa.
4) Costumava apalpar as amigas das gajas com quem andava, nos restaurantes, cafés, enfim onde calhasse.
5) Nunca contabilizei as parceiras com quem fiz sexo
6) Já dormi em quartos com gajas sem lhes dar o prazer de ter sexo comigo e não eram familiares.
7) A minha posição preferida é … uma qualquer.
8) Nunca me fizeram sexo oral numa biblioteca
9) Não gosto de foder gajas carecas (de crica rapada)

Agora os nomeados:
Bloguite
Avesso do Avesso do Avesso...
Moura ao Luar
Amêndoa Amarga
Maluca Responsável
xanax
VAN FILOSOFIA!Van Filosofia
não compreendo as mulheres
http://cabradeservico.blogspot.com/

agora vamos ver













PORNO SATIRICA

FOTO:Daniel Oliveira


Mariana, brincalhona
Danada prá brincadeira
Adorava dar à cona
E rapar a pintelheira

No broche era rainha
E de nalguinhas pró ar
Dava o cú e a coninha
A quem a quisesse papar

As mamas, dois marmelos
Do melhor que há pra colher
Dava vontade come-los
E no meio deles foder

A cara ainda menina
Era um quadro pra beijar
Mas a falsa pequenina
Muito adorava mamar

Tinha nascido com ela
A arte de dar ao corpinho
Era da natureza dela
Não dar descanso ao coninho.

Manuel F. C. Almeida

sábado, fevereiro 14, 2009





foto: PauloVieira galeria de Nu












Beijei o tempo,
A memória,
O ser.
Cantei o amor,
A imagem,
O querer.
E foi assim
Que o luar de abriu
E o teu corpo
Sorriu.

Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, fevereiro 12, 2009






PENUMBRA


foto:Ed Ferreira



Na pele a
Língua encontra
A seda. Como
Uma nuvem branca
Entre os lábios,
Desenha a
Penumbra
Doce
Do teu cálice.

Manuel F. C. Almeida

terça-feira, fevereiro 10, 2009












foto: Ricardo Jorge Miguel Soares





Desejo ser
Um arco-íris
Num céu cinzento,
Sobre a esperança
Que ontem deixei
Presa na vida.
Sorriso envergonhado
A olhar o passado
Que um dia vivi.

Manuel F. C. Almeida

domingo, fevereiro 08, 2009











foto:jose ferreira

A noite
Esconde a nu
A raiz do medo.
Só na madrugada
Te descreves
Viva.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, fevereiro 06, 2009






foto:Sara Sa







Há sempre um dia
Em que os espelhos
Se quebram.
Só então se descobre
Que o amor
Significa verdade
Que as imagens baças
Também podem ser
Transparentes.

Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, fevereiro 04, 2009


















Na chama que anima
Todo o meu ver,
Vive o passado
Do meu viver.
Teu corpo entesado,
Meu malmequer.
Doce pecado
Para me perder.


Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, fevereiro 02, 2009













Por todo o mundo são milhares os que nos dias de hoje perdem os seus empregos, os seu haveres e por vezes até a vontade de “ser”. A crise dos mercados financeiros e dos especuladores arrasta consigo milhões de pessoas anónimas e que a única culpa que têm é acreditar nos que lhes sugam o sangue, a alma e a vida. África é um continente nas mãos dos interesses das multinacionais do hemisfério norte. Os seus governantes, corruptos como os antigos colonizadores, têm mantido os seus povos na maior das misérias humanas, culturais e materiais. Na Ásia os povos são escravizados pelos detentores do poder através da repressão e de uma cultura milenar que faz deles escravos do estado e do patronato. A América latina, dominada em parte por fantoches do ocidente e por populistas sedentos de poder, vê manterem-se as condições de desigualdade que caracterizam a sua existência desde há séculos. Na Europa de leste um sistema capitalista de estado deu lugar a um sistema de corrupção e capitalismo selvagem como não há memória. A mão-de-obra, alguma altamente qualificada, é desvalorizada, os nacionalismos voltaram a florescer e os povos são cada dia que passa mais infelizes. Na Europa e na América do Norte o processo de empobrecimento generalizado cria cada vez mais um enorme exército de gente sem vida, sem esperança e sem futuro, nesta sociedade. Um exército sem comandante e sem rumo. Um exército de desesperados, que mais tarde ou mais cedo vai explodir.
Os governos, braços políticos do poder económico, consertaram entre si o mais odioso processo de escravização humana. A globalização.
Apontada como a arma para combater as desigualdades do mundo em matéria de produção de riqueza e de desenvolvimento e implementada de forma quase imediato, serviu apenas para que as empresas do ocidente se deslocalizassem para os locais do planeta onde a mão-de-obra era mais barata e as obrigações sociais não existissem, desta forma o sonho capitalista de dominar o planeta á escala mundial e de fazer circular pelo mundo grandes massas financeiras como, quando e para onde lhes apetecesse foi finalmente atingido.
Simultaneamente o processo de destruição do ensino teve lugar. Aos jovens não se lhes pede para pensar. Antes são confrontados com a necessidade de se sentirem parte de algo, uma formiga no carreiro, como diria José Afonso, o direito ao prazer e ao lazer foi pervertido. Disciplinas como filosofia, história ou literatura foram estruturadas no sentido de criar gente amorfa e sem desejo ou capacidade de pensar. O mundo dos conteúdos facilmente obtidos, caiu de para quedas com a internet. Os governos promovem retrocessos civilizacionais em nome de um progresso que não acontece e que nunca foi explicado.
O sistema cria a mistificação da democracia, uma mistificação que assenta em pressupostos altamente falaciosos e profundamente desonestos. A eleição de fantoches como Lula da silva, é o exemplo acabado desta mistificação. Chegado ao poder, o ex sindicalista torna-se num aríete contra os que o elegeram. O poder económico cobra-lhe o facto de o ter apoiado. A esperança colocada em Obama, não irá ser mais que isso. Esperança.
Por todo o mundo o silêncio dos que deveriam e podem denunciar este estado de coisas é ensurdecedor. Magoa. Dói.
Tudo está em sintonia. Milhões serão sacrificados nas fogueiras desta crise. Mas serão sempre os filhos de outros milhões que o já foram no passado.
A urgência de uma alternativa a este sistema é uma necessidade histórica. Criar algo de novo exige rupturas. Um mundo diferente, onde o “ser” volte a ter direito e lugar a existir. Desiludam-se os reformistas, os pacifistas os colaboracionistas. Não vai ser uma “revolução vermelha” ou “azul”. Terá de ser uma coisa sem nome. Ou antes e só apenas um salto da civilização. Isto nunca aconteceu de forma pacífica, ou gradual. Quando surge, é como uma lava, que tudo destrói no seu caminho. Sem que fique algo do passado. A necessidade de destruir os alicerces desta civilização é cada vez mais premente. E o tal exército espreita uma oportunidade. Em cada dia que passa as suas fileiras são engrossadas. As castas mais ricas da sociedade vivem em condomínios dourados, fechados nas suas fortalezas, acham que nada nem ninguém lhes poderá tocar. Blindados em leis que eles mesmos promovem, julgam-se a salvo das marés. Mas nada está a salvo do desespero.
Um dia, não sei quando, mas um dia, a quadra de António Aleixo será uma realidade:

Vós que lá do vosso Império
prometeis um mundo novo,
calai-vos, que pode o povo
qu'rer um Mundo novo a sério.
quadra de António Aleixo.
texto de Manuel F. C. Almeida








domingo, fevereiro 01, 2009










foto:PauloVieira galeria de Nu








Nem o teu cheiro
Afasta os beijos
Nem os meus lábios
Se sobressaltam
Com o sabor
Do teu ventre.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, janeiro 30, 2009


foto:Francisco Tico

ELEGIA SIMPLES

Quando partir
Não me vou esquecer de
Fechar a porta.
Prometo!
Deixarei a chave
No sitio.
E tu… fecha as janelas
Não vá o vento
Roubar-te as memórias
Que guardas em silencio.

Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, janeiro 29, 2009


DARDOS OFERECIDOS POR http://bloguite.blogspot.com/
"Com o Prémio Dardos se reconhece o valor que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à web."
Quem recebe o Prémio Dardos e o aceita deve:
Escolher 15 outros blogs a quem entregar o Prémio Dardos;
Linkar o blog pelo qual recebeuExibir a distinta imagem.

quarta-feira, janeiro 28, 2009


foto:Timóteo Domingos Gaspar


Reciclar
Tudo o que sobra
Mas antes usar
Exaustivamente...
Até ao limite da
Verdade escondida.

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, janeiro 26, 2009




foto:angelica

Nu, te dei de mim
O fogo, a água, a terra e o ar
E no arco-íris do sonho
Dei também o respirar
Dei o corpo, dei a alma
Dei os olhos e o olhar
Dei os dedos, dei os lábios
Para teu corpo beijar.


Manuel F. C. Almeida

sábado, janeiro 24, 2009




UMAS QUADRAS


ERÓTICO-PORNOGRAFICAS

(Ao estilo Bocage)










Na terra era conhecida
Como mulher recatada
Nunca faltava a uma missa
Era solteira e honrada.

Mas eis que surge na terra
Um cavalheiro distinto
Que lhe pôs o corpo em guerra
E lhe despertou o instinto.

Simpático, bem-educado
Bem vestido e bem cheiroso
De corpo sempre cuidado
Pôs-lhe o cono em alvoroço.

E a moça que sempre sonhava
Com os deveres da oração
Agora quando acordava
Estava sempre com tesão.

Estranha com tanta mudança
Com o padre foi falar
Se poderia ter esperança
De com a oração se acalmar.

O padre, nada espantado
Pelo que estava a ouvir
Disse-lhe para ter cuidado
E na tentação não cair.

Mas quis deus nessa tarde
Depois do terço rezar
A boa mulher encontrasse
A tentação a andar.

Sentiu um aperto no peito
E o cheiro de homem no ar
Inexperiente e sem jeito
Sente a cona a latejar.

Já sabido o cavalheiro
Depressa se apercebeu
Arrastou-a pra um palheiro
E logo ali a fodeu.

A moça que se estreava
Nas andanças do foder
Ora gemia, ora gritava
Sentia o cu a arder.

Ingénua, pouco experiente
Perguntou a cavalheiro
Se seria diferente
Ser comida no trazeiro.

Em face de tão bela oferta
O cavalheiro avançou
E ela com peida aberta
À primeira estocada… o cagou.

Com os tomates cagádos
E sem saber que dizer
Ficou de olhos esbulhados
E com o caralho a tremer.

A senhora envergonhada
Pela caricata situação
Lavou-lhe a picha emerdada
E beijou-a com paixão.

E foi tanto o seu cuidado
Tão grande a dedicação
Que pouco tempo passado
Todo o corpo era tesão.

E alguns meses depois
E de muita canzanada
Aquela casta solteira
Passou a puta... casada

Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, janeiro 22, 2009





foto:João Félix







Porque não podem dizer
Verdadeira
Mente
O que na alma se esconde.
Natural
Mente
Seria tudo mais fácil…
Simples
Mente.
Porque viver por viver
Sincera
Mente.
Só trás o eterno adiar e
Final
Mente,
Faz-nos viver dia a dia…
Aparente
Mente.



Manuel F. C. Almeida

terça-feira, janeiro 20, 2009













Só me sinto vulnerável
Quando me perco
No caminho
Quando me deixo usar
E me abandono
No desperdício dos dias.
Isso a que alguns chamam
Reciclável
E outros apenas
Lixo.

Manuel F. C. Almeida

sábado, janeiro 17, 2009








foto:Veselin Stefanov Kanchev










Foi com o silêncio
Dos dias
Que encontrei o canto
Do tempo.
O mundo real escondia
A dimensão das coisas,
E nas letras cantadas no vento
Faltava sempre
A razão das pétalas
Caídas em desuso.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, janeiro 16, 2009



Estarão a preparar a bomba atómica? Listas de disponíveis por escola?

1. O PS levou o país à falência. Governou Portugal dez anos nos últimos treze anos. O PSD do fugitivo deu uma boa ajuda durante quase três anos.

2. A verdade nua e crua é que não há dinheiro para pagar as reformas chorudas dos políticos e dos jovens aposentados milionários do Banco de Portugal. Dois terços dos presidentes das Câmaras Municipais são aposentados da política. Quase todos os ministros e secretários de estado também. Os deputados idem. Portugal está a ser governado e administrado por aposentados milionários da política.

3. É preciso empobrecer gradualmente a população activa para que as receitas geradas possam conservar as reformas milionárias dos políticos.

4. Os filhos e os netos dos governantes, autarcas e deputados com reformas milionárias da política já estão a salvo nas administrações dos bancos e das grandes empresas de Internet, Media, Telemóveis, Energia e Obras Públicas.
É por isso que o PS, e em menor parte o PSD, precisa tanto de dominar essas empresas, colocando nas suas direcções executivas os seus homens de mão.
Em troca, o Governo PS socorre-as quando estão em dificuldades, atirando para cima delas o dinheiro do Povo ou oferecendo-lhes negócios milionários. Veja-se o caso do Magalhães ou o caso dos avales aos bancos.

5. Os professores foram escolhidos pelo Governo PS como cobaias no processo de empobrecimento da população activa. O novo ECD e o modelo burocrático de avaliação servem esse propósito.
O regresso dos directores às escolas mais os 750 euros mensais de suplemento remuneratório e prémios destinam-se a facilitar a concretização do processo de empobrecimento em curso.
Os directores serão o braço repressivo do Governo nas escolas.

6. Mas a crise financeira e económica é maior do que se supunha. O empobrecimento dos professores tem de ser mais rápido. A arma já existe e está pronta para ser usada: chama-se lei dos disponíveis. E serão os directores que farão a escolha dos sacrificados.
Os sacrificados serão os professores que estão no 10º escalão porque são os mais caros.
É pouco provável que o PS use a bomba atómica antes de Outubro.
Mas tenciona fazê-lo na próxima legislatura caso a crise económica e financeira se agrave.

quinta-feira, janeiro 15, 2009



foto :Francisco M S Botelho

Agora estou aqui
Ao lado ti, aqui
Sentado, mudo, quieto
Uma estatua, uma pedra
De adorno, silhueta que
Adormece e acorda
Ao teu cantar.

Agora serei só uma sombra de mim...


Manuel F. C. Almeida

terça-feira, janeiro 13, 2009





"War Pigs"Generals gathered in their masses,
just like witches at black masses.
Evil minds that plot destruction,
sorcerers of death's construction.
In the fields the bodies burning,
as the war machine keeps turning.
Death and hatred to mankind,
poisoning their brainwashed minds...
Oh lord yeah!Politicians hide themselves away
They only started the war
Why should they go out to fight?
They leave that role to the poor
Time will tell on their power minds
Making war just for fun
Treating people just like pawns in chess
Wait `till their judgement day comes, yeah!
Now in darkness, world stops turning,
as you hear the bodies burning.
No more war pigs of the power,
hand of god has struck the hour.
Day of judgement, god is calling,
on their knees the war pigs crawling.
Begging mercy for their sins,
Satan, laughing, spreads his wings...
Oh lord, yeah!
BLACK SABBATH LYRICS

segunda-feira, janeiro 12, 2009





foto :Nuno Belo







Recordo e tempo
Em que o nosso olhar
Cortava e o vento
E incendiava a planície
Agora…
Já nem as tempestades
Acordam o olhar.



Manuel F. C. Almeida

domingo, janeiro 11, 2009





Também noutra parte do globo, um povo sofre um terrivel genocidio fisico e cultural.

Presos entre o capitalismo fascista de uma China dita Comunista e a fé num sistema feudal, o povo do tibete é dia a dia destruido. Mas à boa maneira chinesa, o silêncio do mundo foi vergonhosamente comprado.

sexta-feira, janeiro 09, 2009





até quando?

até quando iremos assistir ao genocideo de um povo?

até quando iremos assistir ao silêncio da comunidade internacional

até quando se continuarão a matar pessoas em nome de uma bandeira, uma pátria ou uma raça?

SÓ UM MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO INTERNACIONAL, SEM RELIGIÕES OU INTERESSES ECONÓMICOS PODERÁ TRAVAR O GENOCIDEO EM MASSA DE MUITOS POVOS.

PARA QUE OS GOVERNOS SEJAM DO POVO, O POVO TEM DE OS ELIMINAR E TOMAR NAS SUAS MÃOS A RESPONSABILIDADE DE ENCONTRAR CAMINHOS QUE FAÇAM DO PLANETA UM LOCAL EM QUE A DIGNIDADE DE EXISTIR DEIXE DE SER UM DIREITO MAS SIM E APENAS ALGO COMUM A TODOS.

MANUEL F. F. ALMEIDA