sexta-feira, abril 11, 2008














Apaguei em teus lábios
A sede que me ceifava
A vida.

Manuel F. C. Almeida

terça-feira, abril 08, 2008



Sorriso















No teu sorriso há a frescura
Do rosmaninho e a alegria
Das algas.
Há a folha de um Outono
Qualquer e a cor
De sangue de uma rosa
Por nascer
No teu sorriso...
O meu sorriso
Quer crescer.

Manuel F.C. Almeida

sábado, abril 05, 2008








foto by:Graça Loureiro






Num tempo sem tempo nascidos
No esgar do gozo germinados
Passamos pela vida adormecidos
Corremos sem correr, inanimados.

Miragens perseguidas toda a vida
Levam-nos à terra novamente
A chama intensa já perdida
Esmorece no olhar suavemente.


Partimos então noutra viajem
Embalados pelo vento solar
Faz-se do passado mensagem
No tempo que está a mudar.


Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, abril 03, 2008





Semáforo




foto by:ABrito







A luz vermelha acesa…
O teu corpo em espera
Peão,
Avanço
Que o meu corpo
Desespera.


Manuel F.C. Almeida

terça-feira, abril 01, 2008






Existes



foto by:Luis Mendonça







Existes no meu sonho
De olhos abertos…
Despida.


Manuel F.C. Almeida

domingo, março 30, 2008


Como?

Como te meço e te não meço
Como te tomo e te não tomo
Como te vi e te não esqueço
Como te como, como te como…


Manuel F.C. almeida

quinta-feira, março 27, 2008




V





O meu caminho
Descobre-se no desenhar
Do teu ventre e no
Abrir do peito ao vento…
Como num beijo
De magia intemporal


Manuel F.C. Almeida

terça-feira, março 25, 2008



IV


FOTO BY:junior Franch






No tempo dos jardins
Suspensos,
Engalanei o teu corpo
Com o perfume dos campos.
Á noite,
O silencio e o cheiro das
Janelas que abrias
Eram fontes encantadas
De onde fiz brotar
Uma corrente
De águas férteis.


Manuel F.C. aAlmeida

sábado, março 22, 2008







III





FOTO BY:
Luis Mendonça



Perdido no abandono
Do corpo
Descubro no outro
O desejo de parar
O tempo.



Manuel F.C. Almeida

sexta-feira, março 21, 2008







II

foto by:Ricardo


No anseio húmido
Dos lábios
O tempo cavalga
O impulso da luxúria.


Manuel F.C. Almeida

quarta-feira, março 19, 2008




o tempo

I

FOTO BY:bruno silva



O tempo vive no olhar
Dos homens.
Eleva-se rápido de encontro
Ao tédio e á morte.


Manuel F.C. Almeida

segunda-feira, março 17, 2008






criação




foto by: Marta Ferreira - www.mfotografia.com






No teu cálice fecundo
faço a vida.
bebo o mundo.


Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, março 14, 2008





tela




Desenho os teus lábios
Com espuma viva do mar
E em teu ventre
Deposito os frutos
do meu cantar.

Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, março 12, 2008



Do nada tudo acontece

foto by:MARIAH








Vou um dia levantar os olhos ao universo e agradecer os dias de mistério que me antecederam. Prometo faze-lo no dia em que ao amar uma mulher eu ame todas as mulheres, que ao cheirar uma flor, eu cheire todas as flores ou que ao escrever um poema eu sinta a alma de todos os poemas possíveis. Vou um dia levantar os braços e abraçar o vazio como se fosse vida, porque é da vida que o universo trata. Matéria inanimada que se anima numa faísca de nada. Energia pura, sem essência, que se alimenta em si mesma como probabilidade matemática e se constrói na realidade dos tempos. Vou um dia levantar os olhos aos céus e matar os deuses dos homens, porque o universo já acontecia antes dos homens.


Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, março 10, 2008



ele há dias....


Ele há dias assim. Levantamo-nos e damos conta de que tudo o que se segue é igual ao dia anterior. Olhamos o espelho e quem nos olha é um estranho. Uma máquinazinha sem sentido ou objectivo. Nada importa. Arrastamo-nos num mar de tédio e de enganos. Ao nosso lado nada existe. Nem a cor acinzentada dos olhos ainda pouco habituados à luz, parece importar-nos. Estamos sós perante o que não queríamos ser. As palavras que nos dizem não passam de palavras proferidas no calor dos interesses e dos momentos. Quem somos? O que somos?
Nem para isto temos resposta. A mão que surge e nos agarra, não trás com ela nada de vivo. É a mão do hábito, a mão que teima em dar-nos cicuta que nos mantêm enlouquecidos. Até ao dia em que se descobre na sua verdadeira essência e resolve partir deixando no seu lugar um vazio ruidosamente silencioso. ..


Manuel F. C. Almeida

sábado, março 08, 2008




mulher



foto by:Amanda Com









Adormeço junto aos sabores
Do teu corpo
num cofre de cravos e
e alecrim.
E deixo o teu sorriso aplacar
o meu desejo por ti.

Manuel F. C. Almeida


quinta-feira, março 06, 2008






Sons



Foto by:Amanda Com



Vieste com a minha presença
Por entre o fruto vivo
das coxas
e o esplendor da língua
nos seios.
E o verbo perdia-se
Por entre os sons
Retorcidos
Dos corpos
Em espera.


Manuel F. C. Almeida

terça-feira, março 04, 2008







Impressão digital



FOTO: BYRafael da Silva Macedo






Uma vaga impressão digital
Pressionando o espírito.
A demência selvagem
Dos corpos putrefactos.
O catalizador
Que de olhar fixo
Exorciza o tempo
E o teu corpo
Dança numa fina
Linha de vento.


Manuel F.C. Almeida

domingo, março 02, 2008


CONSTELAÇÃO


A suavidade das cores anuncia a chegada dos dias. Do fogo solar falam-nos os raios da madrugada. Da poesia o corpo em contra luz de uma garota de seios pequenos e vivos.
O poeta canta a letra patética e insidiosa do sexo adiado. Das suas mãos solta-se o verbo, dos olhos o desejo e o corpo exala um perfume adocicado a tédio.

Manuel F.C. Almeida

sexta-feira, fevereiro 29, 2008






wild side


foto by:carlos pereira


Walk on the wild side
E toma-me o corpo
Num copo de absinto
Translucido...


De azul pálido, carregado


Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, fevereiro 27, 2008







PERDIÇÃO









Foto by:Amanda Com

Vagueio ao som adocicado
Das marés, e transporto no olhar
A ternura de um luar
Presente nos sonhos.



Manuel F.C. Almeida



segunda-feira, fevereiro 25, 2008




SUSSURRO




FOTO BY:Hugo Macedo



Desafiei o poema que bailava
Entre os meus dedos.
E as palavras que saltaram
Sussurraram-me teus segredos.


Manuel F. C. Almeida

sábado, fevereiro 23, 2008





TU





foto by:Amanda Com








Ocupas no meu corpo o universo
Que um dia quis ter conhecido
Desenho-te em cada verso,
Que nos segreda o que por nós
Já foi vivido
Cheiro, sabor, recordação
Da troca que fizemos tantos dias
Dos corpos nus, agitação
Dos mil orgasmos
Que sentias.


Manuel F.C. Almeida

quinta-feira, fevereiro 21, 2008






POUSO



FOTO BY:Fernando Bagnola







Nesta estranha acalmia dos dias, meditar um poema nas páginas de um livro qualquer, é como deixar crescer o silêncio dentro da alma sem que nada impeça o tempo de nos conduzir através do seu vector invisível. É nestes momentos que descubro a tua silhueta em contra mão e pouso o olhar na tua sombra.


Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, fevereiro 18, 2008






OLHAR



foto by:Marcos Sobral Nudes & Fashion



No fim da tarde, quando as cores se desvanecem e as aves se recolhem
Encontro enfim o teu canto, na linguagem contemplativa
De um olhar apaixonado. Mistério da existência. Corrida amarga
Contra o tempo. A teu lado o ópio entorpece-me os sentidos e a visão tolda-se ao leve toque do olhar.


Manuel F. C. Almeida

sábado, fevereiro 16, 2008








PORQUE AINDA HÁ HOMENS COM ESPINHA DORSAL

(Embora corram o risco de ser presos como o sindicalista).

ESPECTACULO:

CANÇÕES ANARQUISTAS


Não me pergunto onde vou

Os caminhos nunca acabam

Andorinhas de asa negra

Só vivem enquanto voam·

De polícia já estou farto

Civil ou republicana

De presidente de estado

Bem fardado ou à paisana·

Chapéu preto bem nos olhos

Residente em parte incerta

Trago bombinhas com mel

E os sentidos sempre alerta·

Da natureza nascemos

Vivemos com a razão

Vendo luas e não pago

Imposto de transacção.

Composição: Vitorino Salomé

quinta-feira, fevereiro 14, 2008








Descoberta

foto by:DDiArte



Não mais esqueço aquela face branca que se colocou á minha frente de lábios entreabertos no convite claro ao beijo. Recordo ter misturado os meus lábios com os dela e o sabor a canela ter tomado os meus sentidos. Beijamo-nos longa e calmamente, saboreando cada gota de saliva e desenhando com as mãos o corpo do outro. Quando acabámos deixámos os olhos falarem. Naquele dia descobri que o prazer é algo mais que um momento fugaz.


Manuel F.C. Almeida

terça-feira, fevereiro 12, 2008





DESERDADOS

Crianças esqueléticas deambulam
Nos montes de gordura supérflua
Da cidade,
Longe,
Dos olhos da cidade.
Dos despojos privilegiados
Da cidade.
Escondidas da cidade,
Escondidas da obscenidade
Que empesta as modas
Ricas da cidade.
E a cidade adormece devagar
Ao ritmo sacrossanto das igrejas,
Dos bares de diversão,
Dos centros comerciais e
Das consciências de avestruz, que falam
A inevitabilidade da pobreza e da fome,
E justificam as esmolas
Na nossa hipócrita existência.
As crianças esqueléticas
Um dia vão voar e exigir
O seu quinhão de humanidade.
Deixarão de ser coitados
Submissos.
Sairão dos seus lugares
Miseráveis
E virão, rumo à cidade tomar,
Com os olhos ocos de sentimentos,
A vida que lhes roubaram.
Abandonarão a inocência
Que a cidade tanto aprecia
E como DESERDADOS
Virão cobrar a herança da vida
Que lhes foi negada.
Numa raiva sem forma,
Sem história, sem nada...


Manuel F.C. Almeida

domingo, fevereiro 10, 2008






I



Foto by:Vinicius Andre Rodrigues Parente







Nos gestos com que te desenho
Esconjuro a escuridão do abandono
E do luar em que te descubro
Erguem-se os desejos
Dos lábios em comunhão.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, fevereiro 08, 2008





JÁ!



FOTO BY:Fernando Figueiredo

Com licença! Com licença!
Tenho pressa em comprar;
O voar de uma gaivota,
Uma flor de encantar,
Um planeta de ar puro,
Um prado pra dormitar,
As areias de uma praia,
Um lugar pra descansar.
Tenho pressa! Tenho pressa!
De um mundo novo criar.

Manuel F.C. Almeida

quarta-feira, fevereiro 06, 2008







ilusions
foto by:António Louro


Não tenho sonho maior
Nem ilusão que se compare
Que ver-te contra o luar,
E querer adivinhar-te
Envolta na bruma da noite
Para na noite te amar.

Manuel F.C. Almeida

segunda-feira, fevereiro 04, 2008









Maré








Guardo a linha do teu espaço
No jardim do meu olhar
E percorro com as mãos
O mistério que te trouxe à orla

Do meu amar.

Manuel F.C. Almeida

sábado, fevereiro 02, 2008



Pensar-te









foto by:Amanda Com



Da escuridão da alma
Que posso dizer?
Sente-se em cada interrogação
Do olhar
E entre o vai e vem
Do desejo
Liberta-se a luxúria
Do pensar.

Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, janeiro 31, 2008







Abrigo







Foto by:grENDel



Vou percorrer na madrugada
O caminho da bruma
E abrigar-me nos teus lábios
Até o sol raiar.

Manuel F. C. Almeida

terça-feira, janeiro 29, 2008





saudade



foto by:TIAGOXAVIER





Foi no tempo
Perdido,
Em que estavas
Ausente
Que sem nunca te ver,
Sentia
Que eras sempre
Presente.

Manuel F. C. Almeida

domingo, janeiro 27, 2008












ANDAMENTO





Não te me mostres
Deixa que te descubra nos
Teus silêncios e segredos.
O amor não se resolve
Em palavras, mas na procura
Dos lábios e no ritmar
Dos corpos enlaçados.

Manuel F.C. Almeida

sexta-feira, janeiro 25, 2008






SENSIVEL



FOTO BY:n...o






Teimo em procurar nos dias que passam a chama que um dia me iluminou a alma. Deambulo pelo vazio dos meus dias, convencido que o tempo tem sentido e justiça. Sou aquele que um dia deixou apagar o fogo e que fez dos dias um inferno de gelo. Não me transformei, nem me transmutei. Sou o mesmo que fui, aquele que nunca quis ser o que foi mas que luta por ser o que não é. Suprema contradição esta procura de mim, na fuga que um dia encetei de mim. Ausente, sou uma sombra do meu “eu”. Prisioneiro nesta estatua que criei, há muito que me hipotequei à inevitabilidade do real. Não procuro rios de águas sem cor ou jardins supostamente suspensos, não procuro deuses ou deusas.
Só aspiro à transparência das palavras, e já agora a um olhar desassombrado.

(POEMA em memória do HOMEM desconhecido, ou como se implode a existência)

Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, janeiro 23, 2008



TO LEONARD










Foi como ave num fio que te conheci.
Tentavas ser livre à tua maneira,
E eu escutava a tua voz nascida
Do fundo da alma.
Fui ouvindo a poesia que te brotava
Do peito como fonte. Foi assim que
Contigo aprendi a amar as mulheres
Na madrugada,
A beija-las de forma terna e a apreciar
Os seus cabelos caídos sobre os seios.
Contigo chorei os amores perdidos
E aprendi a lutar pela liberdade,
Com palavras nas mãos,
E o charme nos gestos e no olhar.


Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, janeiro 21, 2008





AQUI



FOTO BY:Olga










Já não quero fugir deste lugar.
Aqui, cativo do enigma da paixão
Navego as ondas da planície
Que se perdem na linha do olhar,
Angustiosamente repetida.
Aqui, celebro a tempestade
Redentora, a vida renovada
Numa centelha de fogo.
Aqui, encontro o meu caminho
Por entre pedras perdidas
E veredas escondidas
Engalanadas de urze e rosmaninho.


Manuel F. C. Almeida

domingo, janeiro 20, 2008


NESTE MUNDO DE TANTA RIQUEZA
AINDA MORREM CRIANÇAS DE FORMA
ABSURDA.
A ISTO SE PODE CHAMAR AS MARAVILHAS
DA DISTRIBUIÇÃO DE RIQUEZA.
E ÀS PROMESSAS DE UM MUNDO MELHOR
DEIXO-VOS UMA DAS MAIS TRISTES NOTICIAS QUE LI NOS ULTIMOS TEMPOS.
Cidade do México, 20 Jan (Lusa) - Uma menina mexicana de 12 anos morreu hoje vítima de uma doença viral contraída na água do rio que diariamente atravessava a nado para poder chegar à escola onde estudava, noticiou a agência EFE.
Magali Cortés foi internada no hospital há cerca de quatro meses, na sequência de convulsões, tendo ficado em coma, com um diagnóstico de encefalite viral e intoxicação por estreptococos.
Os médicos do Hospital de Tepic, no México, consideram que a infecção poderá ter-se devido ao consumo de água contaminada do rio Santa Rosa.
Por falta de uma ponte, cuja construção começou há quatro anos, mas nunca chegou a ser concluída, todos os dias a menina tinha de atravessar a nado o rio que a separava da escola.
Antes de ser internada, Magali Cortés tinha pedido a construção da ponte à prefeitura da cidade onde vivia.
JPB.
Lusa/Fim




CONVITE




FOTO BY:




A Serenidade do olhar
Resolve-se na sensualidade
Do convite à luxúria.


Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, janeiro 18, 2008


Sentido....Meu

Neste trilho
Do caminho
Que me deixam
Percorrer,
De galáxias
E planetas,
Ora em vida
Ora a morrer,
Transporto almas
Comigo
Que teimam
Comigo em
Viver.


Manuel F.C. Almeida

terça-feira, janeiro 15, 2008














FADO



Na tua voz encantada
O meu nome soa a espanto
Parece gume de espada
Parece grito de pranto
Não digas pois o meu nome
Trata-me antes por amor
Que assim matas-me a fome
Do teu corpo, teu calor
Que assim matas-me a fome
Do teu corpo, teu calor


Prometo levar-te uma rosa
Ao altar do meu olhar
Prometo levar-te uma rosa
Ao altar do meu olhar


Farei poemas e prosa
Pró nosso amor declamar
Farei poemas e prosa
Pró nosso amor declamar

E se voltares a cantar
Com tua voz encantada
E se voltares a cantar
Com tua voz encantada
Pela certa vais encontrar
A minha alma deslumbrada
Pela certa vais encontrar
A minha alma deslumbrada.



Manuel F.C. Almeida

segunda-feira, janeiro 14, 2008










AO ZECA QUE TANTA FALTA NOS FAZ







Do teu cantar
Fiz meu canto
Do teu sonho
Meu sonhar
Com teu olhar
Fiz meu espanto
Com teu crer
Fiz meu lutar.



Manuel F. C. Almeida

sábado, janeiro 12, 2008






CRAVOS

( Aos deputados do P.S.)




Trouxeste um cravo
na mão.
Rubra a face do teu
cravo…
Desculpa, peço
perdão
O que tu trazes
na mão
Não é um cravo
encarnado
Mas um sonho
atraiçoado.

Manuel F.C. Almeida

quinta-feira, janeiro 10, 2008



GLOSANDO

DAVID MOURÃO FERREIRA













E por vezes vivemos em enganos
Que nos tomam os dias e os meses
E os braços que em delírio nós tomamos
São máscaras de alegria. E por vezes
Julgamos ter nos outros o que amamos,
Mas o sopro do passado e dos meses
Traz-nos a imagem viva do que achamos
Estar ao nosso lado muitas vezes


Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, janeiro 09, 2008

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terça-feira, janeiro 08, 2008








SOU





foto by: grENDel




Mil marés
Que se renovam
Na rebentação do olhar!
Pedaços do meu viver,
Poemas do meu cantar,
No mistério do meu
Ser.
Manuel F.C. Almeida

domingo, janeiro 06, 2008

















Já Morreu e deixou um conselho aos jovens:

- Vão prá puta que os pariu.

Eras poeta, ensaísta,
Chulo e putanheiro
Mulherengo, paneleiro
De Lisboa eras cronista.

Viveste a vida que querias
De costas para o poder
Nunca vendeste o teu ser
A toda a gente fodias

Livre foste camarada
Até ao dia final
Fica cá a carneirada
Neste triste Portugal

Manuel F. C. Almeida