sábado, abril 05, 2008








foto by:Graça Loureiro






Num tempo sem tempo nascidos
No esgar do gozo germinados
Passamos pela vida adormecidos
Corremos sem correr, inanimados.

Miragens perseguidas toda a vida
Levam-nos à terra novamente
A chama intensa já perdida
Esmorece no olhar suavemente.


Partimos então noutra viajem
Embalados pelo vento solar
Faz-se do passado mensagem
No tempo que está a mudar.


Manuel F. C. Almeida

4 comentários:

Maria Arvore disse...

O pó de estrelas que a todos pariu
deu a todos o mesmo destino
flores e humanos irmanados em adubo
mas a centelha luminosa do tino
que nos dá o prazer de cada momento que se viu
é que vale a pena, ao cubo ;)

sagher disse...

maria muito belo o comentario

sagher disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jay Dee disse...

=P