
ele há dias....
Ele há dias assim. Levantamo-nos e damos conta de que tudo o que se segue é igual ao dia anterior. Olhamos o espelho e quem nos olha é um estranho. Uma máquinazinha sem sentido ou objectivo. Nada importa. Arrastamo-nos num mar de tédio e de enganos. Ao nosso lado nada existe. Nem a cor acinzentada dos olhos ainda pouco habituados à luz, parece importar-nos. Estamos sós perante o que não queríamos ser. As palavras que nos dizem não passam de palavras proferidas no calor dos interesses e dos momentos. Quem somos? O que somos?
Nem para isto temos resposta. A mão que surge e nos agarra, não trás com ela nada de vivo. É a mão do hábito, a mão que teima em dar-nos cicuta que nos mantêm enlouquecidos. Até ao dia em que se descobre na sua verdadeira essência e resolve partir deixando no seu lugar um vazio ruidosamente silencioso. ..
Nem para isto temos resposta. A mão que surge e nos agarra, não trás com ela nada de vivo. É a mão do hábito, a mão que teima em dar-nos cicuta que nos mantêm enlouquecidos. Até ao dia em que se descobre na sua verdadeira essência e resolve partir deixando no seu lugar um vazio ruidosamente silencioso. ..
Manuel F. C. Almeida
2 comentários:
Hoje tb andei assim, só que manhã fora pensava que realmente não sabia como tinha chegado onde estava, devia estar a sonhar sem ainda ter acordado, porque não sabia mesmo como tinha ido ali parar. Sonanbulismo :)
Há que afastar a mão do hábito... e agarrar apenas a parte da essência. :)
Enviar um comentário