
as palavras tendem a a apagar-se diluidas nas gotas de sal por mim ja derramadas. deixemos a musica falar pelos nossos espiritos. Mas sempre na certeza de uma coisa. é bom sentir-te por perto. E é bom para dois
Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ








E na ericeira com o mar ali tao perto, onde os surfistas cavalgam as ondas desenhando figuras no mar, nós cavalgavamos os nossos corações e tentavamos fazer pontes, solidificar o amor. e em tudo o que construiamos estava presente ( de forma aparente) o desejo de tocar a alma e o espirito do outro. E tudo acontecia como se nada pudesse quebrar algo tão belo e tao carinhoso. foi tao lindo este equivoco meu amôr.





vidigueira. terras dos Gamas. estranho esta palavra Gamas. Nao sei porquê remete-me sempre para a palavra Gamar. ainda nao sei porquê, mas tenho a sensação de que existe um elo claro entre esta minha sensação e a perca de verticalidade na acção.talvez um dia posa explicar isto.
mas foi aqui numa das nossas muitas incursões pelo espaço dos nossos corpos e sentimentos que uma noite fiquei só. depois de a ter amado e ter sentido no meu corpo a beleza do seu. nem de baco necessitámos para livertar a sensualidade que existia entre nós. a tela que pintamos foi mais uma vez feita de milhares de cores.
será sempre bom voltar á vidigueira? nao sei. alguém o deve ter feito. um dia pergunto









Vive esse amor novo querida vive-o bem
Não deixes que a memória o destrua
Mostra o teu ser, toda a beleza nua
Com que um dia encantaste alguém
Entrega-te a ele como só tu sabes
Entrega-te a ele e serás feliz
Que a tua indecisão não te diz
Em que coração é que tu cabes
Este que te fala, fala o que sente
Diz que tem dor, tem mágoa, que é gente
Diz que está triste que ficou sem chama
Mas isso querida já nada lhe vale
É flor que morreu, morreu pelo caule
É a sorte de quem sempre te ama.
sagher












b.. Coreia 1950-53 c.. China 1950-53
d.. Guatemala 1954 e.. Indonésia 1958 f.. Cuba 1959-60 g.. Guatemala 1960 h.. Congo 1964 i.. Perú 1965 j.. Laos 1964-73 k.. Vietname 1961-73 l.. Cambodja 1969-70 m.. Guatemala 1967-69 n.. Granada 1983 o.. Líbia 1986 p.. El Salvador anos 80 q.. Nicarágua anos 80 r.. Panamá 1989 s.. Iraque 1991 t..Sudão 1998 u.. Afeganistão 1998 v.. Jugoslávia 1999 w.. Afeganistão 2001 x.. Iraque 2003, 2004, .... PERGUNTA: Em quantos destes países, os bombardeamentos fizeram emergir umgoverno democrático, respeitador dos Direitos Humanos? ESCOLHA uma resposta : (a) 0 (b) zero (c) nenhum (d) nem um só |

| Quem com vinte anos está Cheio de força e paixão Julga que aos kotas não dá O maravilhoso tesão Na sua douta ignorância Julga que foder é com ele E nunca dá importância A quem vai comer a mãe dele. E nem o mais leve suspeito O pode levar a pensar, Que a sua mãezinha no leito Adora chupar e gritar. Q’isto de coisas da cama A moral que s’instalou Mudou o gozo pra lama E a lama….. nunc’á mudou |

Canção do amôr Eu canto o amor nunca adiado O sentimento louco. A paixão. O estar feliz. Embriagado. A jovialidade da tesão. Eu canto este imenso sentimento Que a todos tira a Razão Reféns do sonho de um momento De imagens, magia, de ilusão. Eu canto o silêncio do olhar O desejo contido em segredo Canto o amor e canto mar Canto a esperança e canto o medo |

| Dona Telma é boazona Um cu belo de espantar Uma sumarenta cona Mamas sempre a saltitar Coxas cheias, elegantes Que as saias deixam mirar Mamas soltas, palpitantes Sem nada, prás apertar Cu redondo, torneado Badanas a dar e dar Um coninho perfumado Pintelho até fartar Mas é viúva a coitada E procura cavalheiro Que a ponha mais animada Que seja seu cavaleiro Não lhe faltam candidatos Pra esta tão nobre missão Capazes de todos os pratos Pra lh’ aliviar a tensão Mas esperta que nem um alho Tem mais que um cortesão. E de caralho em caralho Lá vai matando a tesão. |
ezte f
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avec le temp
Tocam clarins
tocam trombetas.
Os homens de bem
Trajam jaquetas,
As suas mulheres
Mostram as tetas.
Numa nave de loucos
Falam profetas,
Meditam aqui,
Bondosos astetas.
Rimas que nascem
Filhos poetas,
Tubos de ensaio
Filhos provetas.
Atletas que correm
Glórias e metas.
mas
As certezas da vida
São coisas secretas.


O governo decidiu construir uma ponte e, para esse efeito, foi aberto umconcurso público. Concorreram três empreiteiros:
um Espanhol, um Americano eum Português:
Proposta do Espanhol: 3 milhões de euros. - 1 milhão pela mão-de-obra; - 1 milhão pelo material; - 1 milhão para lucro.
Proposta do Americano: 6 milhões de euros: - 2 milhões pela mão-de-obra; - 2 milhões pelo material; - 2 milhões para lucro mas o serviço é de primeira.
Proposta do Português: 9 milhões de euros: -"Nove milhões?", admirou-se o Presidente de Câmara. "É demais! Porquêtanto?" Respondeu o empreiteiro Português: "É simples": - 3 milhões para mim; - 3 milhões para si; - 3 milhões para o Espanhol fazer a obra...
- A quem é que foi entregue a OBRA ?
- Querido, achas que sou bonita? - Eu não diria bonita, pois trata-se de um conceito adoptado pelas classes dominantes para classificar animais humanos dentro de padrões de beleza culturalmente preestabelecidos. - Isso que dizer que sou feia? - Cosmeticamente diferente é o termo mais adequado. - Mas, tu ainda me amas? - O amor é um sentimento inventado pela burguesia com intuito de subjugar os indivíduos a um único modo de pensar a sociedade, tirando-lhes a razão e o senso crítico. - E depois? - Depois, nutro por ti um sentimento de co-participação em interesses de
\r\nordem habitacional, económica e sexual. - O quê? Quer dizer que tu só me queres como mulher-a-diase prostituta? - Não se diz mulher-a-dias e sim higienizadora ambiental.E tratar parceiras sexuais alugadas como prostitutas não é politicamente correcto. - Tu deves estar louco. - Emocionalmente fora do padrão. - Bem me avisaram que eras um chato. - Chato não, pessoa interessante de maneira diferente.- Como fui cega..- Desprovida de capacidade visual é mais correcto.- Idiota! - Pessoa com ideia fixa. - Para mim chega! Vou procurar um amante que me queira.- Não precisas de recorrer a este tipo de relacionamento om padrão não convencional, nós ainda podemos partilhar de uma coexistência audável como duas pessoas com referências diferenciadas da cultura dominante. - Prefiro viver com um lavador de carros a continuar contigo!- A tua preferência em manter uma coabitação de carácter afectivo com um especialista em aparência de veículos, não te dá o direito de comparar opções de meio de sobrevivência alternativo com o meu comportamento que se diferencia dos dogmas do status quo.- Ah, por que é que não podes ser uma pessoa normal? - A normalidade é uma convenção imposta.
| Sendo leitor do DN não deixei de ler a peça “DESAFIOS GLOBAIS AMEAÇAM A EUROPA” do vosso jornalista LUÍS NAVES, em relação à mesma ocorrem-me algumas criticas ao seu conteúdo interno. Logo no seu intróito o cenário apresentado é o da inevitabilidade do colapso desta Europa social, quer pela via liberal que advoga rupturas, quer pela via reformadora que advoga uma forma mais gradual de retirar aos europeus aquilo que conquistaram. Convém pois Ter sempre presente que o autor da peça apresenta a questão de forma simplista. E digo isto porque o dever da Europa seria o de exigir, no quadro da globalização, que os países com os quais se assinam acordos de comercio livre, mantenham a mesma exigência em termos sociais que a Europa. Mas tal nunca irá acontecer, e isso deve-se ao facto dos governos representarem interesses económicos que pretendem exactamente o contrário, ou seja pressionar o modelo social europeu provocando a sua falência e provocando a capitulação das conquistas sociais da Europa. Assim analisemos o que é dito na peça no que concerne ao MODELO SOCIAL. A constatação de que no espaço da UE existem diferentes modelos sociais apenas me sugere que em todo o processo de construção europeia existiu desde o inicio uma ideia; a de que a Europa social teria de desaparecer para que o poder político pagasse aos grupos económicos os favores que lhe deve. Assim aos trabalhadores europeus restará a resignação( tão apregoada por muitos) para que continuem a manter os seus empregos, abdicando dos seus direitos conquistados ( é bom que se recorde isso) na sequência de uma guerra onde perderam a vida milhões de europeus e à qual se seguio um boom económico sem paralelo na história da Europa e onde até a classe política saída do pós guerra verificou que era necessário redistribuir a riqueza de forma sustentada para dessa forma ser possível combater o modelo soviético que tantos encantava por toda a Europa . Desfeito o império soviético, o capitalismo selvagem tomou finalmente nas mãos o destino do mundo e com o auxilio dos partidos “ socialistas” europeus lançou-se na procura de domínio do mundo contando ainda com o apoio do “ comunistas chineses” ( nome anedótico claro). E assim a Europa social é hoje em dia vista como uma quimera, algo do passado, porque sem o perigo de um sistema alternativo resta aos europeus alterarem no poder o mau com o medíocre. No que concerne ao EMPREGO afirma o autor da peça, de forma coerente diga-se, que tudo se joga na elasticidade das leis laborais. E isto sendo em parte verdade não é, de forma alguma, toda a verdade. Para que se obtenha uma visão mais racional das coisas convinha que se perguntasse o que pretendem aqueles que advogam leis laborais mais liberais. A pergunta é para quê? Se um funcionário com 55 anos começa a dar sinais de cansaço ou de menor concentração, será despedido nesse paradigma liberal, com um estado que abandonou a protecção social, que lhe resta? Em relação ao problema da IMIGRAÇÃO não entendo qual a questão. Então não é possível às empresas deslocalizarem-se e aos capitais volatilizarem-se por todo o mundo? Então porque razão não podem as pessoas livremente deslocarem-se de região para região? A coerência dos que defendem a globalização exige-lhe que aceitem isto como um facto necessário. O ENVELHECIMENTO da Europa, algo preocupante, pode e deve ser compensado com a chegada de gente vinda de outras paragens ou então passar por políticas de reforço das garantias da mulheres em caso de gravidez e para ilustrar isto basta-me citar um conhecido empresário nacional que confrontado com a questão da maternidade nas suas colaboradoras afirmou: - o melhor contraceptivo que existe são os contratos a prazo. Ou seja na visão dos grupos económicos o trabalho precário junto das mulheres condiciona a sua disponibilidade para a maternidade. E dizem-se defensores da nacionalidade, dos direitos humanos e da família ( muitos participam ao Domingo na expiação dos pecados semanais). Assim se ENTENDE a conclusão da peça, comparar a EUROPA à Índia e à China sem questionar algumas das premissas em que assentam essas comparações é apenas dizer parte da verdade. Porque se é verdade que esses países apresentam altas taxas de natalidade e grande vigor económico conviria dar a conhecer aos europeus a base social em que assentam esses modelos e já agora perguntar aos europeus se as ditaduras iraquianas ou afgãs foram assim tão diferentes das economias dos tigres asiáticos e se entendem ser razoável manter relações comerciais com esses países no actual quadro desiguial onde o que se pretende é tonar miseravel a rxistencia humana, mormente dos que ocupam a base da puramide social |