sábado, setembro 20, 2008





Segredo














Fixo o olhar no firmamento
As plêiades teimam em não se mover
E o meu desejo neste momento
É voar sem me mexer

Pequeno contra o universo imenso
Imagino mundos que nunca verei
Nas asas transporto os cheiros de incenso
Tirados ao sonho que nunca sonhei

E de estrela em estrela, no meu universo
Eu planto uma flor, canto uma canção
E na liberdade viva em cada verso
Descrevo o meu querer, o meu coração.

Manuel F. C. Almeida

3 comentários:

Fátima disse...

"E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez,te reconheças..."


Miguel Torga

Moura ao Luar disse...

O universo faz-me vaguear...

Peter disse...

Um poema que pende para o meu hobby: a Cosmologia e uma canção da eterna Édith Piaf (julgo ser assim que se escreve...)