
Segredo
Fixo o olhar no firmamento
As plêiades teimam em não se mover
E o meu desejo neste momento
É voar sem me mexer
Pequeno contra o universo imenso
Imagino mundos que nunca verei
Nas asas transporto os cheiros de incenso
Tirados ao sonho que nunca sonhei
E de estrela em estrela, no meu universo
Eu planto uma flor, canto uma canção
E na liberdade viva em cada verso
Descrevo o meu querer, o meu coração.
Manuel F. C. Almeida
3 comentários:
"E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez,te reconheças..."
Miguel Torga
O universo faz-me vaguear...
Um poema que pende para o meu hobby: a Cosmologia e uma canção da eterna Édith Piaf (julgo ser assim que se escreve...)
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