
"O CAMINHO"
Caminho devagar por este trilho
Desenhado em plena época das flores
Quando me sentava a teu lado,
E as tuas mãos de pai
Me afagavam os cabelos
Soltos de menino,
E me apontavam
Os caminhos que marcaste.
Naquele lugar erguemos uma fortaleza
De muralhas silenciosas.
Agora é nesse lugar que me
Costumo sentar com o meu filho
Numa linguagem de gestos e olhares
Desenhado em plena época das flores
Quando me sentava a teu lado,
E as tuas mãos de pai
Me afagavam os cabelos
Soltos de menino,
E me apontavam
Os caminhos que marcaste.
Naquele lugar erguemos uma fortaleza
De muralhas silenciosas.
Agora é nesse lugar que me
Costumo sentar com o meu filho
Numa linguagem de gestos e olhares
Cumplices,
Com que abraçamos o mundo e a vida.
Com que abraçamos o mundo e a vida.
Manuel F. C. Almeida
5 comentários:
Manuel!
Menos que um comentário, apenas a felicidade de ler algo que gostaria de ter escrito... Também construo castelos, com meu filho e intimamente sou eternamente grato ao fato dele existir.
Lindíssimo poema!
Abraços!
Sarava !
Tens desafio/prémio no meu blog!
beijinhosssssss cumplices;)
Concentro-me aqui e vejo a beleza de uma suave poesia, reconhecer o belo e ousar expressá-lo.
Um grande abraço
Fiquei muito emocionada ao ler os seus versos, uma homenagem ao pai e ao filho (todos). Gostaria de saber se vc não quer colaborar no meu próximo post com um poema. Se quiser, meu e-mail é:
michelinebouvier@yahoo.com
Aproveito o ensejo para covidá-lo a ver o post que está publicado, pois acho que vale a pena e logo vou tirá-lo.
Um beijo,
Renata
Pois que essa cumplicidade não dê lugar a muralhas de silêncio uma vez mais…está tudo nas nossas mãos. Está muito belo, apetece reler vezes sem fim…Beijo
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