
foto by:Graça Loureiro
Num tempo sem tempo nascidos
No esgar do gozo germinados
Passamos pela vida adormecidos
Corremos sem correr, inanimados.
Miragens perseguidas toda a vida
Levam-nos à terra novamente
A chama intensa já perdida
Esmorece no olhar suavemente.
Partimos então noutra viajem
Embalados pelo vento solar
Faz-se do passado mensagem
No tempo que está a mudar.
Manuel F. C. Almeida
4 comentários:
O pó de estrelas que a todos pariu
deu a todos o mesmo destino
flores e humanos irmanados em adubo
mas a centelha luminosa do tino
que nos dá o prazer de cada momento que se viu
é que vale a pena, ao cubo ;)
maria muito belo o comentario
=P
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