
Margens
Foto by:Alba Luna
As margens deste rio apertam-se na linha do horizonte desenhando trilhos e caminhos secretos na procura do meu elo perdido. Os cisnes, brancos, desfilam nas aguas serenas, desenhando ondas que se repetem sem cessar como raios de sol. Sentado nas margens, fixo o olhar na plenitude do rio e na serenidade sensual da corrente. Encontrei o limite das minhas memórias neste espelho sem fim que se alonga na paisagem. As águas devolvem-me o olhar com a interrogação que lhes coloco. Nada mais pode interromper este último acto. Fecho os olhos na esperança de que tudo encontre o seu lugar dentro de mim. O ar, a terra, o fogo, a água. Finalmente sinto-me eu. Acaricio na memória o teu cabelo e tomo-te o corpo num sonho presente.
Serás para sempre.
Uma primeira ultima vez.
Manuel F. C. Almeida
3 comentários:
Ou uma última primeira vez. Porque não há amor como o último. :)
beijos.
P.S. e a música embala a serenidade do texto. Boa escolha!
este txt perturbou-me... bj
Fátima na verdade só o amor que se vive é presente, os outros são memórias e só mesmo isso.
Maluca fico lisonjeado quando os meus textos perturbam alguém, é sinal que comungaram do meu olhar através ads minhas palavras.
beijos
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