
Suspensão
Foto by:bernardo coelho
Teus olhos trémulos queimam as horas que habitam o sol.
Dos dedos, finos e cuidados,
Correm riachos que se precipitam
Na luxúria dos corpos
Suados.
Avidamente aspiras o ar que te sustêm
Num tempo sem tempo,
Alegóricamente colorido de
Mil incensos e aromas perdidos,
Nos corpos.
Nos corpos sem alento para os corpos,
Resta agora a magia dos sons e
A memória do tempo com tempo.
Nos corpos.
Vivos.
Cintilantes.
Pungentes.
Cerimoniosamente lascivos.
Nos corpos...
Cósmicamente vivos.
Manuel F. C. Almeida
7 comentários:
"Avidamente aspiras o ar que te sustêm
Num tempo sem tempo"
Belo!
T
amiga T fico vaidoso por escrever palavras a que dás tanto relevo. no fundo acho que talvez tenhamos sensibilidades semelhantes.
obrigado
bjs
Beijos nos corpos suados com sabor a sal
Agora fui eu que fiquei vaidosa!
:)
Bj
T
obtigado moura, completaste recriando poema, reobrogado T pela revisita.
beijos
Gostei bastante das tuas palavras. Sorri. Tinha saudade de ler-te. bj
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