quarta-feira, setembro 12, 2007






Suspensão


Foto by:bernardo coelho




Teus olhos trémulos queimam as horas que habitam o sol.
Dos dedos, finos e cuidados,
Correm riachos que se precipitam
Na luxúria dos corpos
Suados.
Avidamente aspiras o ar que te sustêm
Num tempo sem tempo,
Alegóricamente colorido de
Mil incensos e aromas perdidos,
Nos corpos.
Nos corpos sem alento para os corpos,
Resta agora a magia dos sons e
A memória do tempo com tempo.
Nos corpos.
Vivos.
Cintilantes.
Pungentes.
Cerimoniosamente lascivos.
Nos corpos...

Cósmicamente vivos.

Manuel F. C. Almeida

7 comentários:

Anónimo disse...

"Avidamente aspiras o ar que te sustêm
Num tempo sem tempo"
Belo!
T

sagher disse...

amiga T fico vaidoso por escrever palavras a que dás tanto relevo. no fundo acho que talvez tenhamos sensibilidades semelhantes.
obrigado
bjs

Moura ao Luar disse...

Beijos nos corpos suados com sabor a sal

Anónimo disse...

Agora fui eu que fiquei vaidosa!
:)
Bj
T

sagher disse...

obtigado moura, completaste recriando poema, reobrogado T pela revisita.
beijos

sagher disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
eudesaltosaltos disse...

Gostei bastante das tuas palavras. Sorri. Tinha saudade de ler-te. bj