
Garimpo
Foto by:Rodrigo Ferreira
Gelaram-se se as palavras e os versos. Nada mais me resta que enumerar as particularidades de um tumultuoso oceano de gelo. Primeiro perdi o enunciado dos outros poemas e dei comigo a pensar em esmeraldas. Já não há rimas ou sentidos conceptuais, já não há o silêncio dos poemas, já não há dignidade nos versos do coração. O fulgor ficou gelado, emparedado entre o silêncio gélido do vazio e o tactear austero do medo. Gelaram-se as palavras e os versos. Ficaram os dedos para garimpar o teu rosto e voltar a ter nele um horizonte de diamantes em bruto.
Manuel F. C. Almeida
2 comentários:
Olha que este texto poético é um diamante. :)
obrigado maria,as tuas palavras são sempre um presente para mim.
bjs
Enviar um comentário