
Autoretrato
(parte 1)
Tenho um rio na cor do meu olhar,
Onde as paisagens se perdem
Nas sombras que teimo em mudar,
E as margens se apertam,
Onde as paisagens se perdem
Nas sombras que teimo em mudar,
E as margens se apertam,
Quando adormecem ,
Em noites de pleno luar.
Tenho um canto nas asas do meu querer,
Onde as palavras vagueiam
Na procura do meu ser
E os sentidos se perdem,
Em noites de pleno luar.
Tenho um canto nas asas do meu querer,
Onde as palavras vagueiam
Na procura do meu ser
E os sentidos se perdem,
Se têm que se espraiar,
No meu efémero viver.
No meu efémero viver.
Manuel F. C. Almeida
2 comentários:
Refugias os teus medos
aqui,
onde o vento suave te sussurra
e os sonhos constroem a esperança
que te suporta...
Aqui,
crias peças imaginárias
com vidas e receios de marionetas;
tu és as suas próprias histórias:
sem lutas, sem perdas,
mas sem conquistas de vitória...
Haverá voz de revolta
quando te encontras em ilusão?
Consciência cega, surda e muda
vive num lugar sem memória...
Haverá dor em revolta
quando o coração não sente
os gritos de solidão?
Consciência fatigada da realidade
procura um lugar de conciliação...
Na caminhada para a concórdia
criaste um lugar só teu:
um oportuno e oculto refúgio
onde pensamentos se perdem,
lágrimas se isolam
e a felicidade carece de resolução...
Quem quer habitar num mundo
como o deste aqui?
angel eu vivo nele aqui. mantêm-me lucido. obrigado
bjs
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