quinta-feira, março 29, 2007


















Quando timidamente
Me ressurgiste vinda do nada
Tremi por não saber o que dizer.

Afinal tudo foi fácil.
Recomeçámos no desejo
Incontido de um beijo.

E deixamos o silêncio
Correr a imensidão de um olhar
E espraiar-se na nossa alma.

E do silêncio se fez musica.
E a mais bela canção que escrevi
Fez-se vida em teus lábios.

Manuel F. C. Almeida

4 comentários:

Anónimo disse...

Quatro estrofes, quatro passos, um começo ou recomeço, o princípio ou início de um amanhã, de poesia feito.
elouise

sagher disse...

quatro estrofes, quatro passos, um momento principio ou fim? a poesia está só nos meus olhos. e no meu querer. nao espero que alguém me sinta. já nao espero isso do mundo nem de ninguém.

Anónimo disse...

Ahhhhhh, mas eu tenho uma frase tão boa do Camilo Castelo Branco, que vem mesmo a propósito disto que diz e que é para todos nós, pelo menos para os que concordam com ela: «...,no amor que nos dão é que nós graduamos o que valemos em nossa consciência».
Sentir faz parte do amor, por isso convém que alguém o sinta e que o Saghe espere, espere, sempre por isso. Senão fica sem saber o quanto vale :)
elouise

sagher disse...

estranha frase coloca fora do "eu" a valoração de nós mesmos em consciencia.
em relação ao sentir de outrem o amor que lhe dedicamos creio que terá alguma razão. mas creia que em meu entender e para o mundo eu pouco valho. poderia usar um poema de alvaro de campos que me fizeram revisitar á poouco tempo. mas convido-a a ler aqui vai um blog com o pema em causa.
http://outrossemtidos.blogs.sapo.pt/5469.html