quinta-feira, março 29, 2007










E os cidadãos concordam com tudo. Vivem no medo como, ela dizia. O estado está ao serviço dos poderosos e serve apenas os seus interesses. Era uma vergonha, mas revoluções por decreto dão nisto invariavelmente.
Ela tinha continuado a falar sem se dar conta de que me tinha ausentado.
- Depois sabe estou cansada das mentalidades. Cresci na Bélgica, num meio em que se preservam valores culturais, comportamentais e éticos que nada têm com Portugal. –
Disse a terminar.
- Desculpe não ouvi tudo – disse eu. - Estava mais uma vez com os meus botões, é um defeito meu. – Terminei.- Não se desculpe por pensar. Se algo de errado fizesse era não o fazer – respondeu-me a sorrir. Era bom ver alguém a sorrir genuinamente, sem constrangimentos

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