
-tens um lenço? Sou um incorrigível chorão – disse.
- Aqui está – retorquiu – sim ainda me recordo bem, foste dos poucos homens que vi chorar num filme – e sorriu como que a convidar-me a fazer o mesmo.
Sequei as lágrimas, esperei que a sensação perturbadora se fosse. E voltei a olha-la de frente. A mesma face bonita, os mesmos olhos cheios de vida, o cabelo mais curto mas sempre cuidado, o corpo pequeno e franzino faziam dela uma boneca de porcelana. Recordei os dias em que a seu lado percorria, alegremente, as areias da ilha de Tavira, ou a loucura que tinha sido o nosso namoro nas ruas do Barreiro. Tinha-mos vivido tanta coisa juntos. Quando nos pareceu que tudo tinha acabado, despedimo-nos com um longo beijo, selando uma amizade que o tempo nunca iria apagar. Continuava linda. Sempre fora uma mulher bonita e jovial mas agora estava mais velha e parecia mais bela ainda.
- Aqui está – retorquiu – sim ainda me recordo bem, foste dos poucos homens que vi chorar num filme – e sorriu como que a convidar-me a fazer o mesmo.
Sequei as lágrimas, esperei que a sensação perturbadora se fosse. E voltei a olha-la de frente. A mesma face bonita, os mesmos olhos cheios de vida, o cabelo mais curto mas sempre cuidado, o corpo pequeno e franzino faziam dela uma boneca de porcelana. Recordei os dias em que a seu lado percorria, alegremente, as areias da ilha de Tavira, ou a loucura que tinha sido o nosso namoro nas ruas do Barreiro. Tinha-mos vivido tanta coisa juntos. Quando nos pareceu que tudo tinha acabado, despedimo-nos com um longo beijo, selando uma amizade que o tempo nunca iria apagar. Continuava linda. Sempre fora uma mulher bonita e jovial mas agora estava mais velha e parecia mais bela ainda.
6 comentários:
Cá estou, de novo, para o cumprimentar. Imagina-se pela descrição, esse foi um daqueles amores que o tempo não apaga da memória e da pele. "Pequena, graciosa, jovial, qual boneca de porcelana"... não me diga que o amigo viveu uma paixão avassaladora com Edith Piaf?
Um excelente dia, é o meu desejo para si. Vou fazer um exercício de memória e tentar lembrar um amor...hu, não creio, sou um insensível.
OBRIGADO AMIGO BARTOLOMEU. ÉSEMPRE UM PRAZER TER QUEM NOS LEIA.
Nos momentos de nostalgia...recordamos sempre algo...
Gostei desta tua recordação tão bela...
Quem sabe se " ela" não terá a mesma recordação de ti?!!
Um grande amor...NUNCA se esquece!
Um bom fim de semana..
Abraço amigo da
Maria
Ola Amigo
Todos dias venho ler mas nao comento porque nao estou à altura de o fazer.Mas adoro ler e muito mais ainda estes ultimos posts.
Continua a tentar ser feliz.
um beijinho e bom fim semana
Amiga maria. na verdade rebusquei no meu bau de memórias uma pessoa que me foi muito querida. uma pessoa linda que tive o previlégio de caminhar a seu lado por alguns tempos. nao sei se " ela ", nao sei se as pessoas costumam recordar. perdido o amor, fica muitas o desejo de esquecer e renovar. também eu assim o fiz.
mas como em tudo na vida, recordar é viver. e viver sem memórias ou sem grandes amores nao tem sentido.
obrigado
querida amiga paula, eu sei que lês e sei, por experiência pessoal, que todos estamos á altura de agir. o prazer de ler as tuas palavras prova isso. um beijo
e obrigado
Enviar um comentário