sábado, fevereiro 24, 2007


- Não te pergunto como nem onde foi – disse. – Basta de palavras que nos façam chorar. Vem vou levar-te à tua nova morada, tenho ali o jipe- disse, mas o seu semblante nao deixava margem para dúvidas. estava profundamente magoada, mas a Isabel era assim mesmo.
Seguimos a rua principal da terra. Casas brancas, de um branco imaculado, ladeavam a rua. Poucas pessoas davam àquele lugar um ar fantasmagórico. O calor fazia sentir-se de uma forma assustadora. De repente vi novamente a minha companheira de viajem. Estava a sair de uma casa imponente. Uma casa que deixava descobrir a sua origem social. Delicadamente acenei-lhe com a cabeça ao que ela retorquiu com um gesto breve e curto.
- Já fizeste amizades? – Perguntou a ela a sorrir – tem cuidado podes vir a dar-te mal – concluiu.
-porquê? – Perguntei
- Logo te digo, mas tem cuidado, esta terra tem segredos que não convém descobrir.
Aquela parte do diálogo fez disparar a minha curiosidade. Que segredos poderiam estar por detrás daquela mulher?
(continua)

4 comentários:

Anónimo disse...

Xacáver... não me lembro de ter já conhecido uma mulher sem segredos.
Posso formular uma teoria?
ok... cá vai.
Vou tentar ao máximo ser comedido, para que susceptibilidades não saiam feridas, afinal... sou um cão-valheiro.
A teoria é a seguinte: O segredo está para a mulher, como o senso está para o homem!!!
Disse.
Já estou de braços abertos, pronto para a crucificação.

sagher disse...

amigo bartolomeu, fico feliz por me ler mas se ja leu parte do meu blog deve perceber que eu aprendi isso da pior forma. aprendi com silencios quebrados por mim.

Anónimo disse...

Talvez por cobardia, cobardia n]ao, talvez por in[ercia... bem, vou ser justo, por in[epcia, isso, sem duvida, foi mesmo por inepcia, encontrei a formula eficaz... distracç]ao! [e verdade optei pela distracç]ao. Foi a melhor que encontrei para n]ao notar esses sil}encios. Assim, passei a ser aceite da forma que n]ao sou, mas finjo ser, um distra[ido. Afinal, ha quem at[e ache piada, e eu, do alto da minha imensa cobardia, in[ertica, por in[epcia, vou dando alimento aos quereres.
hehehehe
de vez em quando passo pelo Elefante Branco, ou pelo Passerele e compro uma noite de sonho.

Anónimo disse...

amigo bartolomeu ja tive muitas noites de sonho. sonhos nao se compram partilham-se. pior é quando deixam de ser partilhados e passamos a ser unicamente um meio, para os quereres. disso nao quero mais ser.