
A lua fez a sua aparição. Estava a olhar para o céu. Perdido, diriam que estava louco. Ninguém sabia. No ar havia um cheiro pestilento. Nauseabundo. A cidade estava mergulhada na penumbra e as luzes eram fracas. Sentou-se nos degraus de uma escadaria. Á sua frente duas raparigas faziam o possível e impossível para lhe chamar a atenção. Nem as olhava. Ou antes, ele via para lá delas. Eram transparências no cérebro. Nada mais. Ao fundo soou uma sirene. Alguém deitara fogo a um consultório de advogados. Nada de mais. Era até moda. Durante anos senhores, em dias estupores. Suou que tudo começara com um advogado em zanzibar. Nunca se preocupara com isso. A porta atrás de si abriu-se. De rompante um frade, de habito logo e austero, saiu para a rua. Trazia cm ele uma cruz e um relicário. Mais um ladrão pensou. Há Séculos que faziam isto. Um carro parou. As duas miúdas foram-se com o carro. A rua voltava a estar deserta. Baixou a cabeça apanhou uma beata do chão e acendeu-a. Quando voltou a erguer os olhos, viu dois cisnes brancos. Irritado queimou-os logo ali. Antes arrancou-lhes as asas. Tudo corria bem. Não fora a puta da dor de cabeça e estaria tudo em ordem. Mas a merda dos cisnes outra vez. Parecia obsessão
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