terça-feira, janeiro 30, 2007


















Humano sou, homem me fiz
Trago um sentir, de coração feito,
Sei falar e ouvir o que diz
Quem me viveu dentro do peito

Amo a poesia e a madrugada,
Amo o vento, o canto e o mar,
Amo a lua, minha namorada,
E trago em mim a brisa a cantar

Tenho um amor no meu passado
Que eu pretendi apagar
Um amor que tenho cantado
Na vã esperança de o negar.

Mas é tão nobre tudo o que sinto,
Tão dolorosa a sua ausência
Que ao mundo penso que minto
Quando nego esta evidencia

Mas amo todos os que são
Dignos da minha amizade
Toco-lhes o coração
Pra esquecer esta saudade.

E aos que costumam passar
Com suas tristezas e dor
Digo que saibam esperar
Talvez reencontrem o amor.

Mas canto e escrevo o sentir
De alguém que a vida tramou.
De alguém que não quis mentir
De alguém que se sacrificou.

Talvez não seja um amigo
Que se queira ter por perto
Trago fantasmas comigo
E o coração num aperto.




(a partir de um tema de Vinicius de Morais)
Manuel F.C. Almeida

1 comentário:

Anónimo disse...

ola Amigo

Lindo poema este (como todos os que escreves).Quando se é autentico e nobre sofre-se sempre por amor.Mas no fundo continuo a pensar que um dia seremos recompensados por tudo o que nos fizeram sofrer e só se sofre qd amamos de verdade e mais vale sofrer e amar assim do que nunca ter sentido um amor genuino.beijao