
Tempos idos
Em que a vida sorria
Ao sol de cada dia
A terra era uma cornucópia
De flores, de frutos, de mel
Que eu sempre percorria.
Agora cavo
Funda a minha sepultura
E a minha enxada,
Revolve cada dia mais terra
Inerte.
Na busca de um tesouro
Que perdi.
Ao ver-te partir
No olhar da guerra.
Manuel F. C. Almeida
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