
Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ
quinta-feira, novembro 29, 2007
segunda-feira, novembro 26, 2007
sábado, novembro 24, 2007

Palavras
foto by:Paulo Madeira - www.paulomadeira.net
Quando as palavras se revelam
Nada mais significar,
Faça-mos delas lições
Que o tempo fará perdurar
E cavalguemos a vida
P’rá vida nos libertar.
Manuel F.C. Almeida
sexta-feira, novembro 23, 2007

Manuel Filipe Carvalho de Almeida
quarta-feira, novembro 21, 2007

Manuel F. C. Almeida
segunda-feira, novembro 19, 2007

TEU OLHAR
foto:Cristye
Amarro em mim os
Filhos da lua, com fios
Roubados de um casulo
De palavras errantes.
Prateados, os corpos
Elevam-se numa ária
De sensualidade, no desespero
Das palavras que se perderam
No mar.
Tuas lágrimas, mundos
Perfeitos de sal,
Que cintilam na escuridão
Do luar, caem como flocos
Numa manhã que desperta
A cor da vida
Em teu olhar.
Manuel F. C. Almeida
sábado, novembro 17, 2007

Quando os elementos se dão ao olhar.
Com o cantar das aves, pinto uma tela.
Da cor destes campos, faço um cantar.
Aqui, o tempo dança na ponta da vela.
A história está viva no cante e no ar.
No meu caminhar encontra-se a estrela,
Dos dias passados em luta, a mudar.
E foram anos e anos de lutas constantes,
De noites perdidas, ausentes, errantes,
Em defesa do todo e de um ideal.
E olhando para trás, pró nosso passado,
Descubro que tudo o que está mudado,
Foi graças ao povo e ao Poder Local.
quinta-feira, novembro 15, 2007

Recolhíamos nos lábios sílabas perdidas
Em silenciosos segredos cósmicos, depois dos
Beijos circulares e das copulas matinais
Partilhámos o sol e as estrelas
À espera de um orgasmo redentor.
Manuel Filipe Carvalho de Almeida
terça-feira, novembro 13, 2007
domingo, novembro 11, 2007
sexta-feira, novembro 09, 2007

INTERROGAÇÕES
FOTO BY: Heliz
Tenho uma estrada à porta de casa. Uma estrada que me leva para lá dos sonhos vazios e inócuos onde ninguém pode viver. E é assim a vida, corre num sentido só. Ilusoriamente pensamo-nos donos do caminho que se estende sem horizontes. Olhamos os espelhos e pensamo-nos livres nas escolhas, mas não há liberdade na vida, não há liberdade no drama da existência. Mais tortuoso e longo é o caminho cabalístico dos teoremas indecifráveis, segredos de vida, gravados a sangue na pele ao nascer. Choramos no desespero do oxigénio que nos consome as células virgens num primeiro minuto de infelicidade que se perpetuará no tempo até ao derradeiro sopro libertador.
Manuel F. C. Almeida
quarta-feira, novembro 07, 2007

Fui eu
foto by: Carla Broekhuizen
Sim fui eu que fechei as cortinas
Antes do nascer das águas
E da morte lunar por detrás dos montes.
Quando olhei
Já o sol subia nas asas de uma gaivota
Ao som dos regatos escondidos
No colorido das harpas ao vento
Numa alvorada marinha.
Das margens deste lago invisível
Uma espada cruzou o tempo
E quedou-se
Parada entre a frescura
Da carne e o medo
Da morte.
Quando olhei
Vi o gume dobrar
O poema da vida,
E a canção das areias
Correr em vagas de luz,
Agonizante e bela
Ao encontro da sombra
De mim.
Manuel F. C. Almeida
segunda-feira, novembro 05, 2007

COMO?
FOTO BY:Nuno Belo
Castanhos, os teus olhos
Entraram em mim e
Devastaram a verdade
Que tinha.
Trocámos as mãos
E os corpos,
Mas o medo do tédio,
E do passado dançava
Diante de nós.
Só este sentir mais que sentir
Pode vencer os fantasmas.
Só ele pode levar-nos de
Viajem.
Manuel F. C. Almeida
sábado, novembro 03, 2007

O TEU FADO
FOTO BY: SAGHER
Costumo sonhar com teus beijos
Afogado em mil desejos
E em mil canções de embalar.
Nesta vida de mentiras
De quadros feitos de tiras
Existo para te beijar.
(BIS)
Nada pretendo da vida
Encontrei-te assim perdida
Nunca mais te vou deixar.
Não sou teu, nem tu és minha
Somos ambos quem caminha
Lado a lado no olhar.
(BIS)
Somos diferentes no ser
Diferentes somos no querer
Mais diferentes no amar.
Teu corpo é meu santuário
Minha imagem teu sudário
Nossos corpos um cantar.
(BIS)
Tua mão na minha mão
Aquece o meu coração
Dá-me o teu corpo a explorar.
Por fim beijo a tua alma
Encontro a paz e a calma
Na volúpia de um luar.
(BIS)
MANUEL F. C. ALMEIDA
31-10-2007
quinta-feira, novembro 01, 2007

Seguros,
Nem lugares
Encantados,
Só as palavras
São reais
Na fragilidade
Dos sentidos.
Manuel F. C. Almeida



