esperar
é sonhar-te
no tempo
Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ
sexta-feira, dezembro 31, 2004
just another song
Dizem que a POESIA se opõe à
Poesia
Pelo seu caracter universalista
Que um POETA só o é se
Não falar dos seus sentidos.
Coitados
Reduzem a poesia à lógica
E a beleza à matemática
Porque ao POETA importam as coisas
A vida
As tragédias
As alegrias
Os amores e desamores
Porque o poeta é humano
a poesia é vida
Poesia
Pelo seu caracter universalista
Que um POETA só o é se
Não falar dos seus sentidos.
Coitados
Reduzem a poesia à lógica
E a beleza à matemática
Porque ao POETA importam as coisas
A vida
As tragédias
As alegrias
Os amores e desamores
Porque o poeta é humano
a poesia é vida
terça-feira, dezembro 28, 2004
poema sobre a tragédia de ser
Começas por ser criança. Por desejar agradar aos teus pais, amigos e à sociedade em geral. Estudas, ou não, depende da tua condição social e das expectativas que crias ao crescer. Durante esta 1ª fase de crescimento fazes as coisas por imitação, não raciocinas, limitas-te a copiar porque sabes que se copiares és aceite e tu queres ser aceite. Cresceste, és homem ou mulher, tens um curso superior ou não. Mas estás desde já formatado. De seguida é a procura de um emprego que te preocupa. A aceitação passa por aí, por ter um emprego. Depois procuras companhia, um amor para toda a vida, como te ensinram. E continuas formatado. Pensas em viver ou casar com essa pessoa. E corres para o banco a pedir um empréstimo para comprar casa. Depois é o casório, ou a vida em comum. A aparelhagem, o vídeo, o dvd, a televisão ( a peça mais importante) e se o dinheiro não chegar os bancos ai estão! Prontos para te emprestar. E tu também queres um carro. Mas um carro que a condizer com a posição social. Afinal tu és alguém. Não sabes quem, mas sentes-te alguém. E mais uma vez recorres à banca. Eles lá estão sorridentes, solícitos, amigos. Eles lá estão e tu também. E um dia alguém te diz que é necessário lutar por direitos que te querem retirar. Mas tu não podes, qualquer dia de trabalho perdido é um sufoco, tens os empréstimos todos por pagar. Não podes lutar. Confias nas pessoas em votas-te. Afinal eles representam o povo. Vives em democracia, nada tens a temer. Mas as leis começam a ser feitas contra ti, 1º contra os de mais baixo estrato social, e aí tu ficas descansado, afinal não és um deles. Tu também tens um curso superior na maior parte dos casos, votaste e tens sido um cidadão exemplar, auxilias quando te pedem, participas nas eleições, és uma pessoa de bem. Sócio do clube da terra até já fizeste parte dos corpos gerentes. Escreves e gostas de debater as ideias. Um homem de bem. Talvez católico, não praticante. Mas depois vêm as leis que te atingem e tu não queres crer. Recusas a ideia de ser tratado como os outros. E continuas a tua saga de pagamentos, contribuições, donativos, altruísmo. Até um dia. Um dia olhas o espelho. E perguntas: quem sou eu? Que faço aqui? Que foi que fiz a mim mesmo?. Mas é tarde. Tens de continuar a viver a farsa. Uma comédia trágica em que o fim anuncia a tua morte enquanto pessoa, ser pensante. E sais de casa. Dás um beijo aos filhos, olhas a tua companheira dos últimos tempo e dizes até logo. Nem lhe pedes desculpa, não sabes como nem porquê. Sabes que já nada faz sentido. Só o amor pelos filhos e mesmo esses estão a ganhar asas. A começar a merda de vida que tu trilhas-te. Queres alertá-los, mas não te deixas. Queres gritar-lhes para serem felizes, para não entrarem neste jogo, mas não podes. Estás formatado. E eles começam a estar. Trabalhas, comes, dormes, a vida não tem paixão, não faz sentido, arrasta-se todos os dias numa monotonia reconfortante e em simultâneo assustadora. Tens casa, carro, tv, e todos os sonhos que um dia te deram. Mas estás morto. Não tens autonomia, não és livre. E fica triste, se fores pessoa de bem. E um dia acordas e dizes á companheira: -desculpa! Dizes aos filhos:- desculpem! E sais para a rua á procura de quem como tu acordou de um sonho, mas estranhamente todos te olham com ar de reprovação. Sentes-te só. Terrivelmente só. Só como se o mundo tivesse desaparecido e não houvesse esperança. E recordas uma canção de Jorge Palma: deixa-me rir. E de repente desatas a rir. Beijas a 1ª mulher bonita que encontras e partes à procura da liberdade que um dia vendeste.
sexta-feira, dezembro 17, 2004
quem sou
É no sonho dos teus dias
Que me faço real.
Mordaças de tristeza e raiva
Calam a minha existência,
Há muros de silêncio enfadonhos
Içados pelos homens.
Desejo! Quero!
Reclamo um local
Para viver ou morrer.
Os lagos ficam espelhos
Sem o falar do vento.
Os dias correm placidamente iguais;
Como o vento, acariciam as tuas faces de porcelana
Oriental.
Morrer na lembrança dos teus dias,
É apenas o recusar a memória.
Que me faço real.
Mordaças de tristeza e raiva
Calam a minha existência,
Há muros de silêncio enfadonhos
Içados pelos homens.
Desejo! Quero!
Reclamo um local
Para viver ou morrer.
Os lagos ficam espelhos
Sem o falar do vento.
Os dias correm placidamente iguais;
Como o vento, acariciam as tuas faces de porcelana
Oriental.
Morrer na lembrança dos teus dias,
É apenas o recusar a memória.
AO PASSADO
Olhar o tempo,
esquecer o espaço.
Só o horizonte do ser
Marca o compasso da vida
Partir.
Mudar de tempo e
de lugar.
Quero recorda como Sócrates.
O afago de uma vida
Num pedaço
De memória
pensamento
há num gesto, num olhar;
todo o mundo, num momento;
toda a caricia do amar;
toda a vida, sentimento.
todo o mundo, num momento;
toda a caricia do amar;
toda a vida, sentimento.
segunda-feira, dezembro 13, 2004
resposta do rapaz
O rapaz, entusiasmado pela resposta apressa-se a responder, agora com um pouco mais de malícia, quase a tocar a vulgaridade.
Desculpe mais uma vez
Mas não posso ignorar.
A proposta que me fez
Deixou-me quase a babar
Depois de ler o recado
De me pôr a matutar
Levantou-se me o cajado
Só de ficar a pensar
NO seu corpo bem formado
Cheio de fogo no ventre
Que de tão necessitado
Quase convida que entre
E de seguida só penso
O que é estar a percorrer
o seu corpinho bem tenso
Só com a língua a correr
E nisto fico perdido
Sinto as calças a saltar
Como se tivesse comido
Especiarias ao jantar
Fico cá c’uma vontade
De lh’apagar esse ardor
Que dou saltos d’ansiedade
Tão intenso é o calor
Pois fique já a informada
Nada terá de temer
Será sempre bem tratada
Poderá ou não gemer
nada de ficar assustada
Isso é coisa natural
gemer com uma minetada
Só faz levantar o moral
Desculpe mais uma vez
Mas não posso ignorar.
A proposta que me fez
Deixou-me quase a babar
Depois de ler o recado
De me pôr a matutar
Levantou-se me o cajado
Só de ficar a pensar
NO seu corpo bem formado
Cheio de fogo no ventre
Que de tão necessitado
Quase convida que entre
E de seguida só penso
O que é estar a percorrer
o seu corpinho bem tenso
Só com a língua a correr
E nisto fico perdido
Sinto as calças a saltar
Como se tivesse comido
Especiarias ao jantar
Fico cá c’uma vontade
De lh’apagar esse ardor
Que dou saltos d’ansiedade
Tão intenso é o calor
Pois fique já a informada
Nada terá de temer
Será sempre bem tratada
Poderá ou não gemer
nada de ficar assustada
Isso é coisa natural
gemer com uma minetada
Só faz levantar o moral
domingo, dezembro 12, 2004
matematica
o tempo corre
de mansinho
por entre giestas
e silvados.
lá onde os amantes
vivem
a agonia da vida
o tempo corre
de mansinho
é só equação
perdida
de mansinho
por entre giestas
e silvados.
lá onde os amantes
vivem
a agonia da vida
o tempo corre
de mansinho
é só equação
perdida
FOR THE ONE I LOVE
Afagar-te os seios,
Beber-te a vida.
Mesmo agora que não passas
De um ponto perdido
No tempo
Sugar-te os lábios,
Perder-me em teu cabelo,
Mesmo agora
Que mais não és
que uma quimera;
um tesouro sem mapa.
Felizes os que têm memórias.
Podem amar no passado
Como se fora presente.
Beber-te a vida.
Mesmo agora que não passas
De um ponto perdido
No tempo
Sugar-te os lábios,
Perder-me em teu cabelo,
Mesmo agora
Que mais não és
que uma quimera;
um tesouro sem mapa.
Felizes os que têm memórias.
Podem amar no passado
Como se fora presente.
resposta
Aqui vai a resposta da jovem divorciada á investida do seu poeta amante. De realçar que tudo isto pode ter acontecido ou vir a acontecer.
Cá recebi seu recado
Tudo li com atenção
É na verdade engraçado
Tanto desejo e paixão
O que mais apreciei
Foi o seu jeito cuidado
Acredite que gostei
De o saber interessado
Mas pra que fique a saber
Não conheço tanto prato
Usava meu marido dizer:
Que tinha bico de pato
Pode inda ficar informado
que há coisa que não sei
meu marido era quebrado
com outro céu, só sonhei
mas como é tão experiente
nas artes de bem beijar
terei de ser paciente
e deixa-lo trabalhar
Cá fico, com ansiedade
À espera de suas lições
Que se tudo for verdade
Soltarão em mim paixões
E se tal acontecer
Não fique muito assustado
Tenho o corpinho a arder
O baixo ventre tostado.
Cá recebi seu recado
Tudo li com atenção
É na verdade engraçado
Tanto desejo e paixão
O que mais apreciei
Foi o seu jeito cuidado
Acredite que gostei
De o saber interessado
Mas pra que fique a saber
Não conheço tanto prato
Usava meu marido dizer:
Que tinha bico de pato
Pode inda ficar informado
que há coisa que não sei
meu marido era quebrado
com outro céu, só sonhei
mas como é tão experiente
nas artes de bem beijar
terei de ser paciente
e deixa-lo trabalhar
Cá fico, com ansiedade
À espera de suas lições
Que se tudo for verdade
Soltarão em mim paixões
E se tal acontecer
Não fique muito assustado
Tenho o corpinho a arder
O baixo ventre tostado.
sábado, dezembro 11, 2004
alentejo
ALENTEJO
Os olhos deleitam-se
na ternura do horizonte.
Pontos brancos salpicam
E estepe prenhe
De passados.
Momentos vividos
Num esquecimento já distante.
A imutabilidade da paisagem
É o único presente.
O silêncio é constante e
Terrivelmente agreste.
O Alentejo é dos montes
De memórias perdidas noTempo
Os olhos deleitam-se
na ternura do horizonte.
Pontos brancos salpicam
E estepe prenhe
De passados.
Momentos vividos
Num esquecimento já distante.
A imutabilidade da paisagem
É o único presente.
O silêncio é constante e
Terrivelmente agreste.
O Alentejo é dos montes
De memórias perdidas noTempo
Neruda
Eu queria escrever-te versos
Tristes como a noite to you
Mas Neruda já o fez
Queria ter palavras novas,
símbolos, frases
Que te arrebatassem e te
Aproximassem de ti mesma
Mas não tenho as formas.
Os conceitos que expressam
Isto
Terão de inventados.
Retirados do mundo mágico
Da paixão e colocados
Ao serviço do amor.
Eu queria escrever-te versos
Tristes como a noite.
Mas não sei
Tristes como a noite to you
Mas Neruda já o fez
Queria ter palavras novas,
símbolos, frases
Que te arrebatassem e te
Aproximassem de ti mesma
Mas não tenho as formas.
Os conceitos que expressam
Isto
Terão de inventados.
Retirados do mundo mágico
Da paixão e colocados
Ao serviço do amor.
Eu queria escrever-te versos
Tristes como a noite.
Mas não sei
QUADRAS BREJEIRAS
A história, verídica, é baseada nos sonhos de um jovem amante em relação á sua amada. Temendo que a sua acção fosse vista como apenas platónica, quis o rapaz dar a conhecer as artes de que era já experiente.
O BEIJO
Saiba vossa senhoria
Q’eu a beijar sou um mestre
Tanto beijo uma Maria
Como uma emigrante de leste
Em jovem fui ensinado
Nessa arte sempre nobre
À francesa, linguado
Gosto o rico e gosta o pobre
Também fui bom aprendiz
De beijos noutro lugar
Coisa que faz mui feliz
Quem deles está a provar
O segredo é começado
Nos beijos dados no lábio
Devagar e com cuidado
Logo se nota ser sábio
Mas caso aqui corra mal
Resta sempre outro lugar
Para o Homens é um local
De que se estão sempre lembrar
maminhas bem desenhadas
merecem muita atenção
já que muito bem tratadas
fazem saltar a te(n)são
As coxas, dedos do pé
Todo deve ser beijado
É dever beijar-se até
O paraíso orvalhado
Se tiver pois precisada
Deste ou doutros favores
Não se faça de rogada
Eu com beijos, tiro calores.
O BEIJO
Saiba vossa senhoria
Q’eu a beijar sou um mestre
Tanto beijo uma Maria
Como uma emigrante de leste
Em jovem fui ensinado
Nessa arte sempre nobre
À francesa, linguado
Gosto o rico e gosta o pobre
Também fui bom aprendiz
De beijos noutro lugar
Coisa que faz mui feliz
Quem deles está a provar
O segredo é começado
Nos beijos dados no lábio
Devagar e com cuidado
Logo se nota ser sábio
Mas caso aqui corra mal
Resta sempre outro lugar
Para o Homens é um local
De que se estão sempre lembrar
maminhas bem desenhadas
merecem muita atenção
já que muito bem tratadas
fazem saltar a te(n)são
As coxas, dedos do pé
Todo deve ser beijado
É dever beijar-se até
O paraíso orvalhado
Se tiver pois precisada
Deste ou doutros favores
Não se faça de rogada
Eu com beijos, tiro calores.
Palavra que és
Palavra que és
Vives no mundo das palavras
Teu corpo é letra esculpida
Tua face, frase despida
Tua mente, imagem lavrada
Vives no mundo da idéia
No mais escondido recanto,
Onde o óbvio mais não é que espanto
Onde todo o real se incendeia
És imagem não mais que fugida
És sonho não mais que adiado
És terra, és gosto, és vida,
És desejo maldito, nunca odiado
És mulher, por mim não possuída
És este louco amor, sempre cantado
Vives no mundo das palavras
Teu corpo é letra esculpida
Tua face, frase despida
Tua mente, imagem lavrada
Vives no mundo da idéia
No mais escondido recanto,
Onde o óbvio mais não é que espanto
Onde todo o real se incendeia
És imagem não mais que fugida
És sonho não mais que adiado
És terra, és gosto, és vida,
És desejo maldito, nunca odiado
És mulher, por mim não possuída
És este louco amor, sempre cantado
sábado, dezembro 04, 2004
COERENCIAS
Vamos ser um pouco serios. o salazarismo e o pcp são caminhos paralelos. Salazar morreu mas o salazarismo não. o PCP pode caminhar para o abismo, não duvido, mas, fiel a anos de luta e principios, não quer morrer oco de ideologia ou de sentido, embora não concorde com este caminho, não deixo de dizer que o gesto de algum romantismo que tudo isto revela é puro, coerente e acima de tudo permitirá que quando ( caso aconteça) o comunismo se impôr como uma inevitabilidade histórica pra dar lugar á anarquia, nesse momento alguns comunistas poderão dizer, eu fui fiel ao meu partido, que para mim era o que melhor interpretava marx. E embora eu não concorde com esta visão, ela revela alguma gente de caracter. Que o mestre BARATA MOURA ME NÃO DESMINTA
SAUDADE DO QUE NÃO TIVE
HÁ! COMO EU SINTO, PRINCESA, SAUDADE
DAS MIL CARICIAS QUE NÃO DEMOS
DOS DIAS TERNOS QUE NUNCA TIVEMOS
DE NÃO ESTARMOS JUNTOS PRA ETERNIDADE
E COMO INVEJO, DOCE AMIGA, A SORTE
DAS MÃOS QUE NO TEU, RECENTE, PASSADOI
PROFANARAM TEU CORPO, VIOLENTADO
E QUASE LHE DERAM UM TOQUE DE MORTE
E QUANDO HOJE TE VI DE LONGE, AO PASSAR
OLHEI PARA TI E FIQUEI A SÓ, A CANTAR
ESTA MINHA SINA, ESTE NOSSO FADO
E, POR BREVES SEGUNDOS, EU VI-ME A DANÇAR
ABRAÇADO A TI, EU E TU UM SÓ PAR
E A BEIJAR-TE NA ALMA, COM TODO O CUIDADO
DAS MIL CARICIAS QUE NÃO DEMOS
DOS DIAS TERNOS QUE NUNCA TIVEMOS
DE NÃO ESTARMOS JUNTOS PRA ETERNIDADE
E COMO INVEJO, DOCE AMIGA, A SORTE
DAS MÃOS QUE NO TEU, RECENTE, PASSADOI
PROFANARAM TEU CORPO, VIOLENTADO
E QUASE LHE DERAM UM TOQUE DE MORTE
E QUANDO HOJE TE VI DE LONGE, AO PASSAR
OLHEI PARA TI E FIQUEI A SÓ, A CANTAR
ESTA MINHA SINA, ESTE NOSSO FADO
E, POR BREVES SEGUNDOS, EU VI-ME A DANÇAR
ABRAÇADO A TI, EU E TU UM SÓ PAR
E A BEIJAR-TE NA ALMA, COM TODO O CUIDADO
quadras a uma amada
como posso eu dizer
tudo o que estou a pensar
sem os ricos de perder
a docura desse olhar?
talvez se tiver cuidado
e usar sinceridade
tu aceites de bom grado
esta " especial" amizade
mas já não posso adiar
tenho mesmo de dizer:
que a beleza desse olhar
é uma razão pra viver
tudo o que estou a pensar
sem os ricos de perder
a docura desse olhar?
talvez se tiver cuidado
e usar sinceridade
tu aceites de bom grado
esta " especial" amizade
mas já não posso adiar
tenho mesmo de dizer:
que a beleza desse olhar
é uma razão pra viver
sexta-feira, dezembro 03, 2004
poema
EU VI A LUZ QUE TRANSPORTAS
SOBREVOAR A VIDA POR ENTRE
O RUMOR DA MULTIDÃO.
CAMINHAVAS SÓ. DISCRETA, COMO UMAPRINCESA
NUM CONTO DE FADAS.
PAREI A OLHAR-TE. MANIETADO.
NA ESPERANÇA DO MEU
OLHAR TOCAR TUA ALMA.
E TAL COMO AS ONDAS NO MAR
GRAVAR EM TI SULCOS AO MORRER.
E TU SEGUIS-TE
CHOREI NA ALMA. CHOREI POR MIM
SOBREVOAR A VIDA POR ENTRE
O RUMOR DA MULTIDÃO.
CAMINHAVAS SÓ. DISCRETA, COMO UMAPRINCESA
NUM CONTO DE FADAS.
PAREI A OLHAR-TE. MANIETADO.
NA ESPERANÇA DO MEU
OLHAR TOCAR TUA ALMA.
E TAL COMO AS ONDAS NO MAR
GRAVAR EM TI SULCOS AO MORRER.
E TU SEGUIS-TE
CHOREI NA ALMA. CHOREI POR MIM
sábado, novembro 27, 2004
Escuta o murmúrio do tempo,
Ouve o sussurro do mar
Liberta teus sonhos no vento
Ama quem amas e deixa-me amar
Que a guia da minha pena
Não se chama inspiração
Ela guiada pelo sonho
É Alimento da paixão
Tanto tempo sem te ver
Faz-te viva no lembrar
Nego o poeta Francês ( Avec le temp........)
O tempo não deixa de amar
E se o mundo dos sentidos
Impõe a sua razão
Recordar lábios perdidos
É tocar a tua mão.
Ouve o sussurro do mar
Liberta teus sonhos no vento
Ama quem amas e deixa-me amar
Que a guia da minha pena
Não se chama inspiração
Ela guiada pelo sonho
É Alimento da paixão
Tanto tempo sem te ver
Faz-te viva no lembrar
Nego o poeta Francês ( Avec le temp........)
O tempo não deixa de amar
E se o mundo dos sentidos
Impõe a sua razão
Recordar lábios perdidos
É tocar a tua mão.
a todos os amores
É NO FRIO DAS NOITES QUE ACONTECEM
QUE VIVO O TEU ROSTO
CONSTRUIDO DE CULPAS E RECEIOS
E, NO TEMPO QUE CORRE E
TRATA A FERIDA SEMPRE ABERTA,
DESCUBRO A nOSTALGIA DE TE TER
SEM TE POSSUIR
PERCORRO E ESPAÇO VAZIO
E UM LEVE RUMÔR A FRIO
TRANSPORTA OS MEUS SENTIDOS.
RECUPERO POR FIM
OS PEDAÇOS DO TEU ROSTO
JA SEM CULPAS OU RECEIOS
OLHO A MEU LADO
E ENCONTRO PRESENTE
O CHEIRO DO TEU "EU"
QUE O FADO FEZ AUSENTE
RECOLHO-ME,
DIGO OBRIGADO E ADORMEÇO
COM A TUA ALMA FECHADA NA MÃO
E O TEU CORPO VIVO NA MENTE.
É NO FRIO DAS NOITES QUE ACONTECEM
QUE VIVO O TEU ROSTO
CONSTRUIDO DE CULPAS E RECEIOS
E, NO TEMPO QUE CORRE E
TRATA A FERIDA SEMPRE ABERTA,
DESCUBRO A nOSTALGIA DE TE TER
SEM TE POSSUIR
PERCORRO E ESPAÇO VAZIO
E UM LEVE RUMÔR A FRIO
TRANSPORTA OS MEUS SENTIDOS.
RECUPERO POR FIM
OS PEDAÇOS DO TEU ROSTO
JA SEM CULPAS OU RECEIOS
OLHO A MEU LADO
E ENCONTRO PRESENTE
O CHEIRO DO TEU "EU"
QUE O FADO FEZ AUSENTE
RECOLHO-ME,
DIGO OBRIGADO E ADORMEÇO
COM A TUA ALMA FECHADA NA MÃO
E O TEU CORPO VIVO NA MENTE.
recordar a loucura de uma prosa
livre
Os dias correm cinzentos como a côr dos tempo. No ar, latidos de um cão abrem brechas na apatia geral. Aqui ao lado uma garota de 15 anos pariu. Que fazer? Olhar em frente. As noticias garantem que a guerra está a chegar. Estranho! Todos os dias me levanto em guerra com o mundo. Ao meu vizinho cortaram-lhe as mãos. Ali em frente salvaram um homem com lixo nuclear. E uma pomba teima em querer pousar no meu dia cinzento. Desenho sonhos coloridos a três dimensões. As dores não me abandonam.. Levanto-me e passo os dedos pela púbis Aveludada da minha amante. Estremece de desejo. Que vida fodida. Já me fizeram cinzento também. Pintaram-me a alma e o espírito. Só o desejo de possuir as fêmeas que me agradam Transforma os dias em algo menos entedioso. Televisão concursos riqueza. É isso! Riqueza e hamburgueres a cheirar a ranço O motor do mundo está no baixo ventre. De lá saímos e para lá queremos voltar, Dormir descansar, saciar a fome. Que vida fodida. Conheci uma garota de mamas grandes e mamilos negros que me adorava. No meu quintal um casal de pardais, Teima em fazer o ninho. O meu vizinho ficou sem pernas! Cortaram-lhas ao sair do trilho . Um emprego. Isso um emprego. Ganhar miseravelmente, viver miseravelmente. Pintar as résteas sãs do meu espírito podre com a Côr cinzenta dos acomodados, pessoas de bem, Respeitáveis, com tv cabo Carros de último modelo E colecção de moedas. Ter juizo! Não foder a filha dos amigos que Com 15 anos dizem não ser ainda mulher Apenas filha dos amigos. Que vida fodida. O som dos latidos do cão começa a incomodar-me. Que bicho filho da puta! Sem dono, sem regras Livre! Que merda de vida o cabrão do bicho é livre. Também eu sou livre. Aqui
Os dias correm cinzentos como a côr dos tempo. No ar, latidos de um cão abrem brechas na apatia geral. Aqui ao lado uma garota de 15 anos pariu. Que fazer? Olhar em frente. As noticias garantem que a guerra está a chegar. Estranho! Todos os dias me levanto em guerra com o mundo. Ao meu vizinho cortaram-lhe as mãos. Ali em frente salvaram um homem com lixo nuclear. E uma pomba teima em querer pousar no meu dia cinzento. Desenho sonhos coloridos a três dimensões. As dores não me abandonam.. Levanto-me e passo os dedos pela púbis Aveludada da minha amante. Estremece de desejo. Que vida fodida. Já me fizeram cinzento também. Pintaram-me a alma e o espírito. Só o desejo de possuir as fêmeas que me agradam Transforma os dias em algo menos entedioso. Televisão concursos riqueza. É isso! Riqueza e hamburgueres a cheirar a ranço O motor do mundo está no baixo ventre. De lá saímos e para lá queremos voltar, Dormir descansar, saciar a fome. Que vida fodida. Conheci uma garota de mamas grandes e mamilos negros que me adorava. No meu quintal um casal de pardais, Teima em fazer o ninho. O meu vizinho ficou sem pernas! Cortaram-lhas ao sair do trilho . Um emprego. Isso um emprego. Ganhar miseravelmente, viver miseravelmente. Pintar as résteas sãs do meu espírito podre com a Côr cinzenta dos acomodados, pessoas de bem, Respeitáveis, com tv cabo Carros de último modelo E colecção de moedas. Ter juizo! Não foder a filha dos amigos que Com 15 anos dizem não ser ainda mulher Apenas filha dos amigos. Que vida fodida. O som dos latidos do cão começa a incomodar-me. Que bicho filho da puta! Sem dono, sem regras Livre! Que merda de vida o cabrão do bicho é livre. Também eu sou livre. Aqui
nova versão
É APENAS CONHECIDA
REPITO EU SEM CESSAR
É NISTO QUE QUERO CRER
PRA ME PUDER ENGANAR
NESTES BRINCOS QUE AQUI VÃO
VAI MUITA DA MINHA AMIZADE
UM POUCO DO MEU CORAÇÃO
SALPICADO COM SAUDADE
“SAUDADE?” IRÁS TU DIZER
SEM SABER O QUE PENSAR.
É UMA SAUDADE DE TER
SORRISOS NO TEU OLHAR
TALVEZ VENHAS A SABER
AO CRUZAR OS OLHOS MEUS
QUEM É QUE ESTÁ A ESCREVER
PRA TOCAR OS OLHOS TEUS
E SE NUNCA FICARES A SABER
DE QUEM FOI A BRINCADEIRA
RESTA-TE APENAS DIZER:
-FOI A SANTA DA LADEIRA
REPITO EU SEM CESSAR
É NISTO QUE QUERO CRER
PRA ME PUDER ENGANAR
NESTES BRINCOS QUE AQUI VÃO
VAI MUITA DA MINHA AMIZADE
UM POUCO DO MEU CORAÇÃO
SALPICADO COM SAUDADE
“SAUDADE?” IRÁS TU DIZER
SEM SABER O QUE PENSAR.
É UMA SAUDADE DE TER
SORRISOS NO TEU OLHAR
TALVEZ VENHAS A SABER
AO CRUZAR OS OLHOS MEUS
QUEM É QUE ESTÁ A ESCREVER
PRA TOCAR OS OLHOS TEUS
E SE NUNCA FICARES A SABER
DE QUEM FOI A BRINCADEIRA
RESTA-TE APENAS DIZER:
-FOI A SANTA DA LADEIRA
quinta-feira, novembro 25, 2004
mais poemas
a todos os amores
É NO FRIO DAS NOITES
QUE ACONTECEM
QUE VIVO O TEU ROSTO
CONSTRUIDO DE CULPAS E RECEIOS
E, NO TEMPO QUE CORRE
E TRATA A FERIDA SEMPRE ABERTA,
DESCUBRO A nOSTALGIA DE TE TER
SEM TE POSSUIR
PERCORRO E ESPAÇO VAZIO
E UM LEVE RUMÔR A FRIO
TRANSPORTA OS MEUS SENTIDOS.
RECUPERO POR FIM
OS PEDAÇOS DO TEU ROSTO
JA SEM CULPAS OU RECEIOS
OLHO A MEU LADO
E ENCONTRO PRESENTE
O CHEIRO DO TEU "EU"
QUE O FADO FEZ AUSENTE
RECOLHO-ME, DIGO
OBRIGADO E ADORMEÇO
COM A TUA ALMA FECHADA NA MÃO
E O TEU CORPO VIVO NA MENTE.
21-06-2002
Sagher
É NO FRIO DAS NOITES
QUE ACONTECEM
QUE VIVO O TEU ROSTO
CONSTRUIDO DE CULPAS E RECEIOS
E, NO TEMPO QUE CORRE
E TRATA A FERIDA SEMPRE ABERTA,
DESCUBRO A nOSTALGIA DE TE TER
SEM TE POSSUIR
PERCORRO E ESPAÇO VAZIO
E UM LEVE RUMÔR A FRIO
TRANSPORTA OS MEUS SENTIDOS.
RECUPERO POR FIM
OS PEDAÇOS DO TEU ROSTO
JA SEM CULPAS OU RECEIOS
OLHO A MEU LADO
E ENCONTRO PRESENTE
O CHEIRO DO TEU "EU"
QUE O FADO FEZ AUSENTE
RECOLHO-ME, DIGO
OBRIGADO E ADORMEÇO
COM A TUA ALMA FECHADA NA MÃO
E O TEU CORPO VIVO NA MENTE.
21-06-2002
Sagher
quadras populares
espectaculo estranho
Como são quase inexplicáveis os segredos do nosso cérebro!...É incrível mas é verdade. Veja como consegue ler isto, com facilidade:Sguedno um etsduo da Uinvesriadde de Cmabgirde, a odermdas lertas nas pavralas não tem ipmortnacia qsuae nnhuema. O queipmrtoa é que a prmiiera e a utlima lreta etsajem no lcoalcetro. De rseto, pdoe ler tduo sem gardnes dfiilcuddaes...Itso é prouqe o crebéro lê as pavralas cmoo um tdoo enao lreta por lerta.Foad-se è msemo veadrde !
Publicado por cortomal em 07:35 PM Comentar (0)
novembro 24, 2004
QUADRAS (AO JEITO) POPULAR
NESTES BRINCOS QUE AQUI VÃO
VAI TAMBÉM MUITA AMIZADE
UM POUCO D’ MEU CORAÇÃO
TEMPERADO COM SAUDADE
E NÃO ME INTERPRETES MAL
QUE EU APENAS QUERO SER
UM AMIGO ESPECIAL
QUE TE APRECIA E QUER VER
PRA TI NÃO É NOVIDADE
ESTE CARINHO ESPECIAL;
CRESCEU COM A IDADE
PRESO NO MUNDO REAL
É POIS TEMPO DE DIZER
O QUE ESTÁ NESTA MATRIZ
“VIVE E DEIXA VIVER”
SÓ QUERO VER-TE FELIZ
Como são quase inexplicáveis os segredos do nosso cérebro!...É incrível mas é verdade. Veja como consegue ler isto, com facilidade:Sguedno um etsduo da Uinvesriadde de Cmabgirde, a odermdas lertas nas pavralas não tem ipmortnacia qsuae nnhuema. O queipmrtoa é que a prmiiera e a utlima lreta etsajem no lcoalcetro. De rseto, pdoe ler tduo sem gardnes dfiilcuddaes...Itso é prouqe o crebéro lê as pavralas cmoo um tdoo enao lreta por lerta.Foad-se è msemo veadrde !
Publicado por cortomal em 07:35 PM Comentar (0)
novembro 24, 2004
QUADRAS (AO JEITO) POPULAR
NESTES BRINCOS QUE AQUI VÃO
VAI TAMBÉM MUITA AMIZADE
UM POUCO D’ MEU CORAÇÃO
TEMPERADO COM SAUDADE
E NÃO ME INTERPRETES MAL
QUE EU APENAS QUERO SER
UM AMIGO ESPECIAL
QUE TE APRECIA E QUER VER
PRA TI NÃO É NOVIDADE
ESTE CARINHO ESPECIAL;
CRESCEU COM A IDADE
PRESO NO MUNDO REAL
É POIS TEMPO DE DIZER
O QUE ESTÁ NESTA MATRIZ
“VIVE E DEIXA VIVER”
SÓ QUERO VER-TE FELIZ
domingo, novembro 21, 2004
poemas
Poemas
É no fundo dos teus olhos que
Descubro;
O porto de abrigo um dia
Sonhado.
Mas neste silêncio em que me
Encubro;
Há a certeza de não Ter nesse abrigo,
Lugar marcado.
Mas entendo, ó musa, que há algo a
Dizer;
Um segredo que os olhos teimam em
Falar
E neste silêncio, que é o meu
Viver
Reside sempre a esperança de um dia
Acostar
Porque foi tarde demais que eu
Descobri
Que viver mais não é que um
Momento
E se nunca cantarei o que penso de
Ti
É devido á natureza do meu
Sentimento
Não devo pois magoar esta
Amizade
Com actos ou frases que a possam
Matar
Porque tudo o que sinto é imensa
Saudade,
De silêncios e carinhos que estão por
Trocar.
Sonhei o passado.
Memória de ti.
Estava a teu lado;
Mas não estavas ali.
Sonhei o futuro.
Momento sem ti.
Não estava a teu lado;
Mas tu estavas ali.
Olhei o presente.
Vivido sem ti.
Não estás a meu lado;
Mas eu estou ai
É no fundo dos teus olhos que
Descubro;
O porto de abrigo um dia
Sonhado.
Mas neste silêncio em que me
Encubro;
Há a certeza de não Ter nesse abrigo,
Lugar marcado.
Mas entendo, ó musa, que há algo a
Dizer;
Um segredo que os olhos teimam em
Falar
E neste silêncio, que é o meu
Viver
Reside sempre a esperança de um dia
Acostar
Porque foi tarde demais que eu
Descobri
Que viver mais não é que um
Momento
E se nunca cantarei o que penso de
Ti
É devido á natureza do meu
Sentimento
Não devo pois magoar esta
Amizade
Com actos ou frases que a possam
Matar
Porque tudo o que sinto é imensa
Saudade,
De silêncios e carinhos que estão por
Trocar.
Sonhei o passado.
Memória de ti.
Estava a teu lado;
Mas não estavas ali.
Sonhei o futuro.
Momento sem ti.
Não estava a teu lado;
Mas tu estavas ali.
Olhei o presente.
Vivido sem ti.
Não estás a meu lado;
Mas eu estou ai
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