
Já não há fuga
Nem esperança.
Já não há passado
Nem futuro
E neste presente
Teimosamente adiado
Todos os sons
Pairam sobre
As águas
Como punhais
Que rasgam a carne
No tempo
E nos impelem
Contra o sonho.
Só nos resta
O sopro das estrelas
Nas noites
Sem luar.
Manuel F. C. Almeida
Nem esperança.
Já não há passado
Nem futuro
E neste presente
Teimosamente adiado
Todos os sons
Pairam sobre
As águas
Como punhais
Que rasgam a carne
No tempo
E nos impelem
Contra o sonho.
Só nos resta
O sopro das estrelas
Nas noites
Sem luar.
Manuel F. C. Almeida


















