sábado, outubro 02, 2010





















Ínfimo rebite de infinito
Peça incógnita de tempo
Eu habito as asas do vento
Só nele cabe a cor deste grito

E os dias corroem aquilo que sou
Definho sozinho ante o meu espelho
Jovem já fui e embora não velho
A dor do meu grito, tudo matou

Sereno, aguardo só mais um suspiro
Que seja de dor , que seja semente
Sou o que fui e sou no presente
Aquele que “era” e de quem me retiro.


Manuel F.C. Almeida


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