Com a chegada do novo ano os blogues de Castro Verde comaçam a desaparecer, valha-nos a certeza de que nas próximas autárquicas voltarão. Mas para que se recordem dos dados sobre o concelho aqui deixo uma tabela roubada ao http://alvitrando.blogs.sapo.pt/
Sines e Mértola em 1º e último lugar no Ranking do IQV dos municípios alentejanos
Segundo o Índice Concelhio de Qualidade de Vida dos municípios do Continente, realizado pela Universidade da beira Interior, os municípios alentejanos classificados nos dez melhores e nos dez piores lugares foram:
MELHORES:
20º - Sines – 128,6
31º - Évora – 117,0
41º - Vila Viçosa – 107,7
57º - Beja – 103,4
66º - Portalegre – 100,1
69º - Campo Maior – 99,7
82º - Vendas Novas – 94,9
89º - Elvas – 92,9
96º - Borba – 89,8
97º - Castro Verde – 89,7
PIORES:
207º - Crato – 53,6
213º - Monforte – 51,0
219º - Marvão – 49,8
223º - Gavião – 47,9
228º - Avis – 45,6
238º - Almodôvar – 41,8
239º - Ourique – 41,7
250º - Portel – 36,5
251º - Alandroal – 36,3
255º - Mértola – 34,5
Os Municípios da AMCAL obtiveram as seguintes classificações:
124º - Viana do Alentejo – 82,0
133º - Alvito – 77,8
139 – Vidigueira – 76,5
181º - 62,4
250 – Portel – 36,5
e a todos os que gritavam aos quatro ventos o "atraso" de que esta vila padecia face aos seus vizinhos fica a interrogação:
era algo de concerto ou mera demagogia eleitoral?
Manuel Almeida ( que foi ao alvitrando buscar o texto sobre os rankings)
Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ
sexta-feira, janeiro 01, 2010
domingo, dezembro 27, 2009
quarta-feira, dezembro 23, 2009

Procuro o teu respirar
No interior do pensamento.
E dentro...
Encontro as margens cálidas
Da memória
E o crepitar de odores
Do teu corpo.
Manuel F. C. Almeida
No interior do pensamento.
E dentro...
Encontro as margens cálidas
Da memória
E o crepitar de odores
Do teu corpo.
Manuel F. C. Almeida
fotoAntónio Louro
domingo, dezembro 20, 2009

Dai-me o silêncio da alma
A nudez adocicada do olhar
E o sabor de uns lábios
Roubados ao mar
Dai-me o canto das águas
Os gestos de vento e claridade
E o abrir do coração
Nos braços da liberdade.
Manuel F. C. Almeida
A nudez adocicada do olhar
E o sabor de uns lábios
Roubados ao mar
Dai-me o canto das águas
Os gestos de vento e claridade
E o abrir do coração
Nos braços da liberdade.
Manuel F. C. Almeida
fotoEdgar Rafael
quinta-feira, dezembro 17, 2009

Tenho-te procurado,
Na fronteira do tempo
Onde as palavras se descobrem
Em cada verso que flutua perdido.
Tenho-te procurado,
No limiar das marés
Onde os poemas se desfazem
Em rumores perdidos de espuma.
Tenho-te procurado,
Nos silêncios do anoitecer
Onde os olhares se vestem
De solidão e abandono.
Será que tenho procurado
Nos locais certos?
Manuel F. C. Almeida
fotoJosé d\' Almeida & Maria Flores
segunda-feira, dezembro 14, 2009

Gin tónico
Caipirinha
Correr atrás
Da vidinha
Venha branco
Venha tinto
Pode até ser
Absinto.
Vem uma salada de polvo
Choco frito de seguida
E engano-me a mim
E ao mundo
Com esta merda de vida
Manuel F. C. Almeida
Caipirinha
Correr atrás
Da vidinha
Venha branco
Venha tinto
Pode até ser
Absinto.
Vem uma salada de polvo
Choco frito de seguida
E engano-me a mim
E ao mundo
Com esta merda de vida
Manuel F. C. Almeida
fotoViesturs Links
sexta-feira, dezembro 11, 2009

Na boa e velha tradição
da poesia pornopopular
Passo-te os lábios pelos seios
A mão pela húmida greta
Descubro então os anseios
Nessa pintelheira preta
Tu agarras o meu falo
Erecto como um menir
Com ele a boca te calo
E ponho-me então a grunhir
Em jeito de agradecimento
E para teu grande prazer
Da língua faço um tormento
Que te põe louca a gemer
E de gemido em gemido
De loucura em loucura
Sentimos o corpo dorido
Numa foda de ternura.
Manuel F. C. Almeida
fotoABrito
terça-feira, dezembro 08, 2009

Teu corpo,
Poema de água
Complexo
Grita.
Adormecem-te os sonhos.
E o presente.
Quando acordas
É sempre em frente.
Manuel F. C. Almeida
Poema de água
Complexo
Grita.
Adormecem-te os sonhos.
E o presente.
Quando acordas
É sempre em frente.
Manuel F. C. Almeida
fotonélio filipe
quinta-feira, dezembro 03, 2009

E quando um dia
As letras dançarem
Ao som do luar
Vão formar ao acaso
Os versos por dizer
Quando te amei
Em silêncio.
Manuel F. C. Almeida
As letras dançarem
Ao som do luar
Vão formar ao acaso
Os versos por dizer
Quando te amei
Em silêncio.
Manuel F. C. Almeida
fotoMaGaGek
domingo, novembro 29, 2009

Com os teus dedos cegos
Tocas o rosto.
Trespassas o silêncio.
A tua alma ausenta-se;
E a beleza poética que
Vive nuns lábios anónimos
Sabe-te a sangue
E a memórias apunhaladas.
Tocas o rosto.
Trespassas o silêncio.
A tua alma ausenta-se;
E a beleza poética que
Vive nuns lábios anónimos
Sabe-te a sangue
E a memórias apunhaladas.
Com os teus dedos cegos
Tocas o rosto
E cego vês a
Tocas o rosto
E cego vês a
Vida que foge
Amordaçada.
Amordaçada.
Manuel F.C. Almeida
fotoViesturs Links
quinta-feira, novembro 26, 2009

E sempre que á noite nos tocamos
E aos nossos dedos damos asas
É a primavera que encontramos
Escondida em nossas casas
E quando as nossas vozes enlouquecem
E nossos corpos se saciam
Há flores que brotam e que nascem
Onde em tempos idos flores jaziam
Mas manter acordada esta chama
Que brota de uma fonte que é secreta
Obriga a consciência de quem ama
A ter o outro, não como fim, mas como meta.
Manuel F. C. Almeida
E aos nossos dedos damos asas
É a primavera que encontramos
Escondida em nossas casas
E quando as nossas vozes enlouquecem
E nossos corpos se saciam
Há flores que brotam e que nascem
Onde em tempos idos flores jaziam
Mas manter acordada esta chama
Que brota de uma fonte que é secreta
Obriga a consciência de quem ama
A ter o outro, não como fim, mas como meta.
Manuel F. C. Almeida
fotoNadia Mendes
segunda-feira, novembro 23, 2009

Vão-se os dias a olhar para lado nenhum,
Vão-se as horas de puro lazer
O teu corpo é agora um estranho
Para o estranho que és
Olhas-te e não te reconheces,
Pensas-te e não sabes como te pensar
A teu lado um filho homem, jovem e belo
Tão belo como tu em tempos foste
Causa-te estranheza
Uma certa inveja e revolta
Porque vivas no corpo que viveres
Tu vais pensar-te sempre
Como jovem.
E o teu filho é a medida
Da tua juventude.
Manuel F.C. Almeida
Vão-se as horas de puro lazer
O teu corpo é agora um estranho
Para o estranho que és
Olhas-te e não te reconheces,
Pensas-te e não sabes como te pensar
A teu lado um filho homem, jovem e belo
Tão belo como tu em tempos foste
Causa-te estranheza
Uma certa inveja e revolta
Porque vivas no corpo que viveres
Tu vais pensar-te sempre
Como jovem.
E o teu filho é a medida
Da tua juventude.
Manuel F.C. Almeida
fotoDorival Zucatto
quinta-feira, novembro 19, 2009
Canto a mingua desta vida
Feita de ilusões e de mentiras
Com pregões de verdes dias
Leiloeiros de abastança
Vendem mil paraísos
Em campos de olhos vendados
E embriagados pelo sonho
Da fortuna da sorte
Adiamos decisões, até ao dia…
Da morte.
Canto a vã e falsa esperança
De uma felicidade adiada
Porque a vida que nos vendem
Não é vida não é nada.
Manuel F. C. Almeida
Feita de ilusões e de mentiras
Com pregões de verdes dias
Leiloeiros de abastança
Vendem mil paraísos
Em campos de olhos vendados
E embriagados pelo sonho
Da fortuna da sorte
Adiamos decisões, até ao dia…
Da morte.
Canto a vã e falsa esperança
De uma felicidade adiada
Porque a vida que nos vendem
Não é vida não é nada.
Manuel F. C. Almeida
fotoSAGHER
sábado, novembro 14, 2009

Olhar o mundo é
Entender
Que a fragilidade
Da vida
Se descobre
Na morte
Dos amigos.
Manuel F.C. Almeida
Entender
Que a fragilidade
Da vida
Se descobre
Na morte
Dos amigos.
Manuel F.C. Almeida
fotoRute =)
quinta-feira, novembro 12, 2009

Viver é tão somente
Acordar todos os dias
Com o olhar no presente.
É saber ler em compasso
O espelho sempre a sorrir
E em cada segundo que passa
Ser alavanca do agir.
Manuel F.C. Almeida
Acordar todos os dias
Com o olhar no presente.
É saber ler em compasso
O espelho sempre a sorrir
E em cada segundo que passa
Ser alavanca do agir.
Manuel F.C. Almeida
foto:SAGHER
segunda-feira, novembro 09, 2009

Amar-te uma, duas, três
Como se fossem sempre
A última vez
Beijar-te o pés, os lábios o ventre…
Beijar-te como se
Fora demente
Dar-te o meu corpo, a alma, o ser
Dar-te num olhar
O desejo de te ter.
Manuel F.C. Almeida
foto:Luis Mendonça
quinta-feira, novembro 05, 2009

Olhar cheio, um sorriso
Uma mão a convidar
Uma carícia na face
Um ventre para beijar
Umas coxas que se abrem
Num gesto que nos convida
A descobrir nesse corpo
O segredo para a vida
E assim se fala de amor
Daquele amor animal
Que quando acontece
Se revela natural
Tudo o resto são cantigas
Palavras que voam no vento
Máscaras de uma verdade
Que fica nua com o tempo.
Manuel F.C. Almeida
fotoVictor Melo
terça-feira, novembro 03, 2009
domingo, novembro 01, 2009

Percorri vales e montes,
Campos pintados de cores.
E as faces que sempre encontrei
Vinham carregadas de flores
Eram rosas, eram lírios
Eram orquídeas selvagens
Eram mosaicos pintados
Faces nas minhas viagens
Percorri então o mundo
Com as cores do coração
E um dia quando parei
Eu tinha o mundo na mão
Tinha visto tanta coisa
Tanto lugar encantado
Tanta dor e tanta luta
Tanto homem destroçado
Só faltava olhar para mim
Revisitar o meu ser
Pintar a alma que um dia
Eu quase deixei esquecer.
Mnuel F.C. Almeida
fotoLuis Azevedo
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