
Vão-se os dias a olhar para lado nenhum,
Vão-se as horas de puro lazer
O teu corpo é agora um estranho
Para o estranho que és
Olhas-te e não te reconheces,
Pensas-te e não sabes como te pensar
A teu lado um filho homem, jovem e belo
Tão belo como tu em tempos foste
Causa-te estranheza
Uma certa inveja e revolta
Porque vivas no corpo que viveres
Tu vais pensar-te sempre
Como jovem.
E o teu filho é a medida
Da tua juventude.
Manuel F.C. Almeida
Vão-se as horas de puro lazer
O teu corpo é agora um estranho
Para o estranho que és
Olhas-te e não te reconheces,
Pensas-te e não sabes como te pensar
A teu lado um filho homem, jovem e belo
Tão belo como tu em tempos foste
Causa-te estranheza
Uma certa inveja e revolta
Porque vivas no corpo que viveres
Tu vais pensar-te sempre
Como jovem.
E o teu filho é a medida
Da tua juventude.
Manuel F.C. Almeida
fotoDorival Zucatto
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