
Num quadro calmo e demente
UM velho homem sentado, dormita.
Algures um cão uiva e um comboio apita.
No carreiro um velho burro passeia,
Um padre de pança cheia.
Nas margens do lago, ao longe
A pescar avisto um monge.
Há duas mulheres a dançar,
Há tanta luxúria no ar.
Olho de novo a paisagem,
Afinal era miragem.
E Jesus Cristo no peito
Sempre que me dá jeito
Manuel F.C. Almeida


















