
Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ
quinta-feira, janeiro 29, 2009

quarta-feira, janeiro 28, 2009
segunda-feira, janeiro 26, 2009

foto:angelica
Nu, te dei de mim
O fogo, a água, a terra e o ar
E no arco-íris do sonho
Dei também o respirar
Dei o corpo, dei a alma
Dei os olhos e o olhar
Dei os dedos, dei os lábios
Para teu corpo beijar.
Manuel F. C. Almeida
sábado, janeiro 24, 2009
(Ao estilo Bocage)
Como mulher recatada
Nunca faltava a uma missa
Era solteira e honrada.
Mas eis que surge na terra
Um cavalheiro distinto
Que lhe pôs o corpo em guerra
E lhe despertou o instinto.
Simpático, bem-educado
Bem vestido e bem cheiroso
De corpo sempre cuidado
Pôs-lhe o cono em alvoroço.
E a moça que sempre sonhava
Com os deveres da oração
Agora quando acordava
Estava sempre com tesão.
Estranha com tanta mudança
Com o padre foi falar
Se poderia ter esperança
De com a oração se acalmar.
O padre, nada espantado
Pelo que estava a ouvir
Disse-lhe para ter cuidado
E na tentação não cair.
Mas quis deus nessa tarde
Depois do terço rezar
A boa mulher encontrasse
A tentação a andar.
Sentiu um aperto no peito
E o cheiro de homem no ar
Inexperiente e sem jeito
Sente a cona a latejar.
Já sabido o cavalheiro
Depressa se apercebeu
Arrastou-a pra um palheiro
E logo ali a fodeu.
A moça que se estreava
Nas andanças do foder
Ora gemia, ora gritava
Sentia o cu a arder.
Ingénua, pouco experiente
Perguntou a cavalheiro
Se seria diferente
Ser comida no trazeiro.
Em face de tão bela oferta
O cavalheiro avançou
E ela com peida aberta
À primeira estocada… o cagou.
Com os tomates cagádos
E sem saber que dizer
Ficou de olhos esbulhados
E com o caralho a tremer.
A senhora envergonhada
Pela caricata situação
Lavou-lhe a picha emerdada
E beijou-a com paixão.
E foi tanto o seu cuidado
Tão grande a dedicação
Que pouco tempo passado
Todo o corpo era tesão.
E alguns meses depois
E de muita canzanada
Aquela casta solteira
Passou a puta... casada
quinta-feira, janeiro 22, 2009

foto:João Félix
Porque não podem dizer
Verdadeira
Mente
O que na alma se esconde.
Natural
Mente
Seria tudo mais fácil…
Simples
Mente.
Porque viver por viver
Sincera
Mente.
Só trás o eterno adiar e
Final
Mente,
Faz-nos viver dia a dia…
Aparente
Mente.
Manuel F. C. Almeida
terça-feira, janeiro 20, 2009
sábado, janeiro 17, 2009
sexta-feira, janeiro 16, 2009

Estarão a preparar a bomba atómica? Listas de disponíveis por escola?
1. O PS levou o país à falência. Governou Portugal dez anos nos últimos treze anos. O PSD do fugitivo deu uma boa ajuda durante quase três anos.
2. A verdade nua e crua é que não há dinheiro para pagar as reformas chorudas dos políticos e dos jovens aposentados milionários do Banco de Portugal. Dois terços dos presidentes das Câmaras Municipais são aposentados da política. Quase todos os ministros e secretários de estado também. Os deputados idem. Portugal está a ser governado e administrado por aposentados milionários da política.
3. É preciso empobrecer gradualmente a população activa para que as receitas geradas possam conservar as reformas milionárias dos políticos.
4. Os filhos e os netos dos governantes, autarcas e deputados com reformas milionárias da política já estão a salvo nas administrações dos bancos e das grandes empresas de Internet, Media, Telemóveis, Energia e Obras Públicas.
É por isso que o PS, e em menor parte o PSD, precisa tanto de dominar essas empresas, colocando nas suas direcções executivas os seus homens de mão.
Em troca, o Governo PS socorre-as quando estão em dificuldades, atirando para cima delas o dinheiro do Povo ou oferecendo-lhes negócios milionários. Veja-se o caso do Magalhães ou o caso dos avales aos bancos.
5. Os professores foram escolhidos pelo Governo PS como cobaias no processo de empobrecimento da população activa. O novo ECD e o modelo burocrático de avaliação servem esse propósito.
O regresso dos directores às escolas mais os 750 euros mensais de suplemento remuneratório e prémios destinam-se a facilitar a concretização do processo de empobrecimento em curso.
Os directores serão o braço repressivo do Governo nas escolas.
6. Mas a crise financeira e económica é maior do que se supunha. O empobrecimento dos professores tem de ser mais rápido. A arma já existe e está pronta para ser usada: chama-se lei dos disponíveis. E serão os directores que farão a escolha dos sacrificados.
Os sacrificados serão os professores que estão no 10º escalão porque são os mais caros.
É pouco provável que o PS use a bomba atómica antes de Outubro.
Mas tenciona fazê-lo na próxima legislatura caso a crise económica e financeira se agrave.
quinta-feira, janeiro 15, 2009

foto :Francisco M S Botelho
Agora estou aqui
Ao lado ti, aqui
Sentado, mudo, quieto
Uma estatua, uma pedra
De adorno, silhueta que
Adormece e acorda
Ao teu cantar.
Agora serei só uma sombra de mim...
Manuel F. C. Almeida
terça-feira, janeiro 13, 2009


segunda-feira, janeiro 12, 2009

foto :Nuno Belo
Recordo e tempo
Em que o nosso olhar
Cortava e o vento
E incendiava a planície
Agora…
Já nem as tempestades
Acordam o olhar.
Manuel F. C. Almeida
domingo, janeiro 11, 2009
sexta-feira, janeiro 09, 2009

até quando?
até quando iremos assistir ao genocideo de um povo?
até quando iremos assistir ao silêncio da comunidade internacional
até quando se continuarão a matar pessoas em nome de uma bandeira, uma pátria ou uma raça?
SÓ UM MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO INTERNACIONAL, SEM RELIGIÕES OU INTERESSES ECONÓMICOS PODERÁ TRAVAR O GENOCIDEO EM MASSA DE MUITOS POVOS.
PARA QUE OS GOVERNOS SEJAM DO POVO, O POVO TEM DE OS ELIMINAR E TOMAR NAS SUAS MÃOS A RESPONSABILIDADE DE ENCONTRAR CAMINHOS QUE FAÇAM DO PLANETA UM LOCAL EM QUE A DIGNIDADE DE EXISTIR DEIXE DE SER UM DIREITO MAS SIM E APENAS ALGO COMUM A TODOS.
MANUEL F. F. ALMEIDA
terça-feira, janeiro 06, 2009



Os corpos.
Cego no seu caminho
É ele o vencedor único
E ultimo.
Vergados, os homens são
Predadores dos homens.
E nem se dão conta ,
Que morrem para
Glorificar um deus,
Que se esquece deles
E para servirem de repasto
Aos abutres
Escondidos, em qualquer
Grande cidade, num escritório
Com ar condicionado
E rodeado de bem nutridas
Secretarias.
O aço corta o ar e corta
Os corpos.
Disparado por pistolas
Douradas.
Manuel F.C. Almeida
domingo, janeiro 04, 2009

foto by:Rui j Santos
E há um silêncio que desagua
Na ausência de um beijo
Ou da palavra.
Na margem, parado, espero
Que a geografia da verdade
Desenhe enfim
Os contornos reais das margens
Em que me encontro.
Manuel F.C. Almeida
sexta-feira, janeiro 02, 2009

Da sua pistola sacar
O herói do nosso conto
Já não anda a disparar.
Teve anos que à sua porta
Muita gente veio tocar
Diziam ter vida morta
Pediam para as ajudar.
E o incansável pistoleiro
Com sua arma a brilhar
Percorria o mundo inteiro
Prás fazer ressuscitar.
Agora conta quem sabe
Que se limita a esperar
Na porta que nunca se abre
Pôs a arma a hibernar.
Mas ele a mim não engana
Deve só estar a esperar
E quando lhe der na gana...
quarta-feira, dezembro 31, 2008

foto:Gisleine Martin
Na janela do meu quarto,
Para além dos limites,
Observo os dias passados
Na inocência da eternidade
E na estranheza do silencio.
No ocaso do olhar
Traço um desenho de vida
Peço à vida o acordar.
Manuel F. C. Almeida












