segunda-feira, janeiro 26, 2009




foto:angelica

Nu, te dei de mim
O fogo, a água, a terra e o ar
E no arco-íris do sonho
Dei também o respirar
Dei o corpo, dei a alma
Dei os olhos e o olhar
Dei os dedos, dei os lábios
Para teu corpo beijar.


Manuel F. C. Almeida

sábado, janeiro 24, 2009




UMAS QUADRAS


ERÓTICO-PORNOGRAFICAS

(Ao estilo Bocage)










Na terra era conhecida
Como mulher recatada
Nunca faltava a uma missa
Era solteira e honrada.

Mas eis que surge na terra
Um cavalheiro distinto
Que lhe pôs o corpo em guerra
E lhe despertou o instinto.

Simpático, bem-educado
Bem vestido e bem cheiroso
De corpo sempre cuidado
Pôs-lhe o cono em alvoroço.

E a moça que sempre sonhava
Com os deveres da oração
Agora quando acordava
Estava sempre com tesão.

Estranha com tanta mudança
Com o padre foi falar
Se poderia ter esperança
De com a oração se acalmar.

O padre, nada espantado
Pelo que estava a ouvir
Disse-lhe para ter cuidado
E na tentação não cair.

Mas quis deus nessa tarde
Depois do terço rezar
A boa mulher encontrasse
A tentação a andar.

Sentiu um aperto no peito
E o cheiro de homem no ar
Inexperiente e sem jeito
Sente a cona a latejar.

Já sabido o cavalheiro
Depressa se apercebeu
Arrastou-a pra um palheiro
E logo ali a fodeu.

A moça que se estreava
Nas andanças do foder
Ora gemia, ora gritava
Sentia o cu a arder.

Ingénua, pouco experiente
Perguntou a cavalheiro
Se seria diferente
Ser comida no trazeiro.

Em face de tão bela oferta
O cavalheiro avançou
E ela com peida aberta
À primeira estocada… o cagou.

Com os tomates cagádos
E sem saber que dizer
Ficou de olhos esbulhados
E com o caralho a tremer.

A senhora envergonhada
Pela caricata situação
Lavou-lhe a picha emerdada
E beijou-a com paixão.

E foi tanto o seu cuidado
Tão grande a dedicação
Que pouco tempo passado
Todo o corpo era tesão.

E alguns meses depois
E de muita canzanada
Aquela casta solteira
Passou a puta... casada

Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, janeiro 22, 2009





foto:João Félix







Porque não podem dizer
Verdadeira
Mente
O que na alma se esconde.
Natural
Mente
Seria tudo mais fácil…
Simples
Mente.
Porque viver por viver
Sincera
Mente.
Só trás o eterno adiar e
Final
Mente,
Faz-nos viver dia a dia…
Aparente
Mente.



Manuel F. C. Almeida

terça-feira, janeiro 20, 2009













Só me sinto vulnerável
Quando me perco
No caminho
Quando me deixo usar
E me abandono
No desperdício dos dias.
Isso a que alguns chamam
Reciclável
E outros apenas
Lixo.

Manuel F. C. Almeida

sábado, janeiro 17, 2009








foto:Veselin Stefanov Kanchev










Foi com o silêncio
Dos dias
Que encontrei o canto
Do tempo.
O mundo real escondia
A dimensão das coisas,
E nas letras cantadas no vento
Faltava sempre
A razão das pétalas
Caídas em desuso.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, janeiro 16, 2009



Estarão a preparar a bomba atómica? Listas de disponíveis por escola?

1. O PS levou o país à falência. Governou Portugal dez anos nos últimos treze anos. O PSD do fugitivo deu uma boa ajuda durante quase três anos.

2. A verdade nua e crua é que não há dinheiro para pagar as reformas chorudas dos políticos e dos jovens aposentados milionários do Banco de Portugal. Dois terços dos presidentes das Câmaras Municipais são aposentados da política. Quase todos os ministros e secretários de estado também. Os deputados idem. Portugal está a ser governado e administrado por aposentados milionários da política.

3. É preciso empobrecer gradualmente a população activa para que as receitas geradas possam conservar as reformas milionárias dos políticos.

4. Os filhos e os netos dos governantes, autarcas e deputados com reformas milionárias da política já estão a salvo nas administrações dos bancos e das grandes empresas de Internet, Media, Telemóveis, Energia e Obras Públicas.
É por isso que o PS, e em menor parte o PSD, precisa tanto de dominar essas empresas, colocando nas suas direcções executivas os seus homens de mão.
Em troca, o Governo PS socorre-as quando estão em dificuldades, atirando para cima delas o dinheiro do Povo ou oferecendo-lhes negócios milionários. Veja-se o caso do Magalhães ou o caso dos avales aos bancos.

5. Os professores foram escolhidos pelo Governo PS como cobaias no processo de empobrecimento da população activa. O novo ECD e o modelo burocrático de avaliação servem esse propósito.
O regresso dos directores às escolas mais os 750 euros mensais de suplemento remuneratório e prémios destinam-se a facilitar a concretização do processo de empobrecimento em curso.
Os directores serão o braço repressivo do Governo nas escolas.

6. Mas a crise financeira e económica é maior do que se supunha. O empobrecimento dos professores tem de ser mais rápido. A arma já existe e está pronta para ser usada: chama-se lei dos disponíveis. E serão os directores que farão a escolha dos sacrificados.
Os sacrificados serão os professores que estão no 10º escalão porque são os mais caros.
É pouco provável que o PS use a bomba atómica antes de Outubro.
Mas tenciona fazê-lo na próxima legislatura caso a crise económica e financeira se agrave.

quinta-feira, janeiro 15, 2009



foto :Francisco M S Botelho

Agora estou aqui
Ao lado ti, aqui
Sentado, mudo, quieto
Uma estatua, uma pedra
De adorno, silhueta que
Adormece e acorda
Ao teu cantar.

Agora serei só uma sombra de mim...


Manuel F. C. Almeida

terça-feira, janeiro 13, 2009





"War Pigs"Generals gathered in their masses,
just like witches at black masses.
Evil minds that plot destruction,
sorcerers of death's construction.
In the fields the bodies burning,
as the war machine keeps turning.
Death and hatred to mankind,
poisoning their brainwashed minds...
Oh lord yeah!Politicians hide themselves away
They only started the war
Why should they go out to fight?
They leave that role to the poor
Time will tell on their power minds
Making war just for fun
Treating people just like pawns in chess
Wait `till their judgement day comes, yeah!
Now in darkness, world stops turning,
as you hear the bodies burning.
No more war pigs of the power,
hand of god has struck the hour.
Day of judgement, god is calling,
on their knees the war pigs crawling.
Begging mercy for their sins,
Satan, laughing, spreads his wings...
Oh lord, yeah!
BLACK SABBATH LYRICS

segunda-feira, janeiro 12, 2009





foto :Nuno Belo







Recordo e tempo
Em que o nosso olhar
Cortava e o vento
E incendiava a planície
Agora…
Já nem as tempestades
Acordam o olhar.



Manuel F. C. Almeida

domingo, janeiro 11, 2009





Também noutra parte do globo, um povo sofre um terrivel genocidio fisico e cultural.

Presos entre o capitalismo fascista de uma China dita Comunista e a fé num sistema feudal, o povo do tibete é dia a dia destruido. Mas à boa maneira chinesa, o silêncio do mundo foi vergonhosamente comprado.

sexta-feira, janeiro 09, 2009





até quando?

até quando iremos assistir ao genocideo de um povo?

até quando iremos assistir ao silêncio da comunidade internacional

até quando se continuarão a matar pessoas em nome de uma bandeira, uma pátria ou uma raça?

SÓ UM MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO INTERNACIONAL, SEM RELIGIÕES OU INTERESSES ECONÓMICOS PODERÁ TRAVAR O GENOCIDEO EM MASSA DE MUITOS POVOS.

PARA QUE OS GOVERNOS SEJAM DO POVO, O POVO TEM DE OS ELIMINAR E TOMAR NAS SUAS MÃOS A RESPONSABILIDADE DE ENCONTRAR CAMINHOS QUE FAÇAM DO PLANETA UM LOCAL EM QUE A DIGNIDADE DE EXISTIR DEIXE DE SER UM DIREITO MAS SIM E APENAS ALGO COMUM A TODOS.

MANUEL F. F. ALMEIDA

quinta-feira, janeiro 08, 2009




Nada se houve
Nada se diz
É um silêncio de morte
Que engole a vida.

Manuel F. C. Almeida


terça-feira, janeiro 06, 2009



AGORA

QUE O SONHO

PEQUENO BURGUÊS ESTÁ A RUIR POR TODO O MUNDO

RESTA-NOS UM CAMINHO

FAZER UMA REVOLUÇÃO

POR MINUTO







O aço corta o ar e corta
Os corpos.
Cego no seu caminho
É ele o vencedor único
E ultimo.
Vergados, os homens são
Predadores dos homens.
E nem se dão conta ,
Que morrem para
Glorificar um deus,
Que se esquece deles
E para servirem de repasto
Aos abutres
Escondidos, em qualquer
Grande cidade, num escritório
Com ar condicionado
E rodeado de bem nutridas
Secretarias.
O aço corta o ar e corta
Os corpos.
Disparado por pistolas
Douradas.

Manuel F.C. Almeida

segunda-feira, janeiro 05, 2009



EM GAZA MORREMOS TODOS









PAREM A MATANÇA EM NOME DE DEUSES E DE INTERESSES

domingo, janeiro 04, 2009








foto by:Rui j Santos











E há um silêncio que desagua
Na ausência de um beijo
Ou da palavra.
Na margem, parado, espero
Que a geografia da verdade
Desenhe enfim
Os contornos reais das margens
Em que me encontro.




Manuel F.C. Almeida

sexta-feira, janeiro 02, 2009



SAGA DE UM PISTOLEIRO















Pistoleiro sempre pronto
Da sua pistola sacar
O herói do nosso conto
Já não anda a disparar.

Teve anos que à sua porta
Muita gente veio tocar
Diziam ter vida morta
Pediam para as ajudar.

E o incansável pistoleiro
Com sua arma a brilhar
Percorria o mundo inteiro
Prás fazer ressuscitar.

Agora conta quem sabe
Que se limita a esperar
Na porta que nunca se abre
Pôs a arma a hibernar.

Mas ele a mim não engana
Deve só estar a esperar
E quando lhe der na gana...

A arma volta a trabalhar


Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, dezembro 31, 2008






foto:Gisleine Martin


Na janela do meu quarto,
Para além dos limites,
Observo os dias passados
Na inocência da eternidade
E na estranheza do silencio.
No ocaso do olhar
Traço um desenho de vida
Peço à vida o acordar.

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, dezembro 29, 2008



foto:DDiArte

Lá fora a neve pintava de branco os campos outrora verdes e amarelos. Aninhado na minha concha olhava o brincar do vento e admirava a diversidade presente em cada floco. Esta doce loucura a que me tinha abandonado propiciava-me momentos de serenidade indescritíveis. Era possível ouvir e sentir os elementos e a vida. A porta fez-se ouvir. Com curiosidade fui ver quem era. Era algo ou alguém. Vinha reclamar o que era seu por direito e por acaso. Dei-lhe a mão e deixei de passar tempo à espera. Olhei para o lugar que tinha-mos deixado. Caído um corpo, marcava o que eu tinha sido. E nos braços de um anjo voei, finalmente liberto de mim.

Manuel F. C. Almeida


sábado, dezembro 27, 2008





Viajem

foto:Bruno Abreu






Tempos idos
Em que a vida sorria
Ao sol de cada dia .
A terra era uma cornucópia.

Agora cavo
Funda a minha sepultura
E a minha enxada,
Revolve cada dia mais terra
Inerte.
Na busca de um tesouro
Que perdi.
Ao ver-te partir
No olhar da guerra.

Manuel F.C. Almeida