terça-feira, janeiro 13, 2009





"War Pigs"Generals gathered in their masses,
just like witches at black masses.
Evil minds that plot destruction,
sorcerers of death's construction.
In the fields the bodies burning,
as the war machine keeps turning.
Death and hatred to mankind,
poisoning their brainwashed minds...
Oh lord yeah!Politicians hide themselves away
They only started the war
Why should they go out to fight?
They leave that role to the poor
Time will tell on their power minds
Making war just for fun
Treating people just like pawns in chess
Wait `till their judgement day comes, yeah!
Now in darkness, world stops turning,
as you hear the bodies burning.
No more war pigs of the power,
hand of god has struck the hour.
Day of judgement, god is calling,
on their knees the war pigs crawling.
Begging mercy for their sins,
Satan, laughing, spreads his wings...
Oh lord, yeah!
BLACK SABBATH LYRICS

segunda-feira, janeiro 12, 2009





foto :Nuno Belo







Recordo e tempo
Em que o nosso olhar
Cortava e o vento
E incendiava a planície
Agora…
Já nem as tempestades
Acordam o olhar.



Manuel F. C. Almeida

domingo, janeiro 11, 2009





Também noutra parte do globo, um povo sofre um terrivel genocidio fisico e cultural.

Presos entre o capitalismo fascista de uma China dita Comunista e a fé num sistema feudal, o povo do tibete é dia a dia destruido. Mas à boa maneira chinesa, o silêncio do mundo foi vergonhosamente comprado.

sexta-feira, janeiro 09, 2009





até quando?

até quando iremos assistir ao genocideo de um povo?

até quando iremos assistir ao silêncio da comunidade internacional

até quando se continuarão a matar pessoas em nome de uma bandeira, uma pátria ou uma raça?

SÓ UM MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO INTERNACIONAL, SEM RELIGIÕES OU INTERESSES ECONÓMICOS PODERÁ TRAVAR O GENOCIDEO EM MASSA DE MUITOS POVOS.

PARA QUE OS GOVERNOS SEJAM DO POVO, O POVO TEM DE OS ELIMINAR E TOMAR NAS SUAS MÃOS A RESPONSABILIDADE DE ENCONTRAR CAMINHOS QUE FAÇAM DO PLANETA UM LOCAL EM QUE A DIGNIDADE DE EXISTIR DEIXE DE SER UM DIREITO MAS SIM E APENAS ALGO COMUM A TODOS.

MANUEL F. F. ALMEIDA

quinta-feira, janeiro 08, 2009




Nada se houve
Nada se diz
É um silêncio de morte
Que engole a vida.

Manuel F. C. Almeida


terça-feira, janeiro 06, 2009



AGORA

QUE O SONHO

PEQUENO BURGUÊS ESTÁ A RUIR POR TODO O MUNDO

RESTA-NOS UM CAMINHO

FAZER UMA REVOLUÇÃO

POR MINUTO







O aço corta o ar e corta
Os corpos.
Cego no seu caminho
É ele o vencedor único
E ultimo.
Vergados, os homens são
Predadores dos homens.
E nem se dão conta ,
Que morrem para
Glorificar um deus,
Que se esquece deles
E para servirem de repasto
Aos abutres
Escondidos, em qualquer
Grande cidade, num escritório
Com ar condicionado
E rodeado de bem nutridas
Secretarias.
O aço corta o ar e corta
Os corpos.
Disparado por pistolas
Douradas.

Manuel F.C. Almeida

segunda-feira, janeiro 05, 2009



EM GAZA MORREMOS TODOS









PAREM A MATANÇA EM NOME DE DEUSES E DE INTERESSES

domingo, janeiro 04, 2009








foto by:Rui j Santos











E há um silêncio que desagua
Na ausência de um beijo
Ou da palavra.
Na margem, parado, espero
Que a geografia da verdade
Desenhe enfim
Os contornos reais das margens
Em que me encontro.




Manuel F.C. Almeida

sexta-feira, janeiro 02, 2009



SAGA DE UM PISTOLEIRO















Pistoleiro sempre pronto
Da sua pistola sacar
O herói do nosso conto
Já não anda a disparar.

Teve anos que à sua porta
Muita gente veio tocar
Diziam ter vida morta
Pediam para as ajudar.

E o incansável pistoleiro
Com sua arma a brilhar
Percorria o mundo inteiro
Prás fazer ressuscitar.

Agora conta quem sabe
Que se limita a esperar
Na porta que nunca se abre
Pôs a arma a hibernar.

Mas ele a mim não engana
Deve só estar a esperar
E quando lhe der na gana...

A arma volta a trabalhar


Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, dezembro 31, 2008






foto:Gisleine Martin


Na janela do meu quarto,
Para além dos limites,
Observo os dias passados
Na inocência da eternidade
E na estranheza do silencio.
No ocaso do olhar
Traço um desenho de vida
Peço à vida o acordar.

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, dezembro 29, 2008



foto:DDiArte

Lá fora a neve pintava de branco os campos outrora verdes e amarelos. Aninhado na minha concha olhava o brincar do vento e admirava a diversidade presente em cada floco. Esta doce loucura a que me tinha abandonado propiciava-me momentos de serenidade indescritíveis. Era possível ouvir e sentir os elementos e a vida. A porta fez-se ouvir. Com curiosidade fui ver quem era. Era algo ou alguém. Vinha reclamar o que era seu por direito e por acaso. Dei-lhe a mão e deixei de passar tempo à espera. Olhei para o lugar que tinha-mos deixado. Caído um corpo, marcava o que eu tinha sido. E nos braços de um anjo voei, finalmente liberto de mim.

Manuel F. C. Almeida


sábado, dezembro 27, 2008





Viajem

foto:Bruno Abreu






Tempos idos
Em que a vida sorria
Ao sol de cada dia .
A terra era uma cornucópia.

Agora cavo
Funda a minha sepultura
E a minha enxada,
Revolve cada dia mais terra
Inerte.
Na busca de um tesouro
Que perdi.
Ao ver-te partir
No olhar da guerra.

Manuel F.C. Almeida



quinta-feira, dezembro 25, 2008

vejam e meditem numa realidade pouco discutida

http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024







Porque o natal é de todos

não deixem que o consumismo

faça esquecer os que nada

ou pouco têm.

Exijam um mundo melhor

Manuel F. C. Almeida

terça-feira, dezembro 23, 2008



Punheta
Universal,
Tesão
Amorfa.

Quero
Unidade
Esporródica

Pito
Aberto
Ratas
Indecentes
Urros

Olhos do cú

Bicos
Infindaveis
Broches
Linguas
Orgamismo
Tetas

QUE TUDO O RESTO SAO PETAS

MANUEL F. C. ALMEIDA

domingo, dezembro 21, 2008








foto: Marta Bucher




Amar a sinfonia dos lábios
Como se os instrumentos
Habitassem o espaço
Entre sabores.

Manuel F. C. Almeida

sábado, dezembro 20, 2008







A terra



foto by:Altair Castro


Sulca a terra quem a ama
Quem por ela é amado
Abre-a com um arado
Como num ventre
Se recolhe em chama

Manuel F.C. Almeida

quarta-feira, dezembro 17, 2008





foto: Amanda Com







Há uma tragédia viva nos meus passos
Uma ausência, um vazio a recordar
O cheiro e a ternura dos teus braços
O sabor dos beijos, a musica desse olhar.

Agora ao recordar, meus olhos, baços
De memórias, fazem-no como a cantar
Hinos aos dias, às horas, aos espaços
Que em teu corpo descobria ao beijar.


Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, dezembro 15, 2008


foto by:http://www.paulocesar.eu%20-%20paulo%20cesar/





Estancou o passo e deu uma última passa na beata. Ao longe, uma mulher passeava um cãozinho, vestido ridiculamente com um casaco de lã. Aproximou-se e o bicho desatou num latido aflitivo. Até os bichos o odiavam. Quando se está na mó de baixo todos nos odeiam e afastam, como se estivéssemos leprosos. Afastou-se do maldito bicho não sem antes deitar um olhar lascivo para a mulher. Há muito tempo que não punha as unhas numa. Entrou na loja de bebidas escolheu um pacote de vinho, pagou, pediu um cigarro à empregada, uma velha conhecida dos tempos em que as mulheres o conheciam e apreciavam a sua presença, com um sorriso e um olhar de piedade ela estendeu-lhe o cigarro e antes que ela começasse a dar-lhe conselhos, agradeceu e saiu. Sentou-se junto á marginal, á sua frente o areal e o mar. Abriu o pacote de vinho e bebeu um trago. Acendeu o cigarro e deixou-se invadir pelas memórias, afinal que mais lhe restava?
Recordava a vida; o que tinha sido a sua vida. Bons carros, boas mulheres. Um filho. Evitava recordar o filho. Há anos que o não via.

Manuel F. C. Almeida
(continua... um dia)