Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ
segunda-feira, novembro 17, 2008
domingo, novembro 16, 2008

Mãos
foto by:alicina
Salvem – me os deuses da sua incerta
Eternidade,
Eu só quero as mãos vivas para
Encantar o teu corpo.
Manuel F. C. Almeida
sexta-feira, novembro 14, 2008

Resgate
Foto by:honey
Agarrar a alvorada no olhar
É resgatar a vida
À escuridão da noite
E do medo.
Manuel F. C. Almeida
quarta-feira, novembro 12, 2008

foto by:beowulf
E tantos os rios
De sangue
Tantas lágrimas
Encantadas
Deixam letras
Incrustadas
Em caixa de pinho
Exangue.
Manuel F. C. Almeida
segunda-feira, novembro 10, 2008

A vida depois da vida
É viver na ilusão
Que a verdade desta vida
É a felicidade que pode
Ser noutro lado vivida.
E negar o nosso direito
De ser feliz nesta vida.
Manuel F. C. A
sábado, novembro 08, 2008

quadro
foto by:MARIAH
Abstraído do mundo,
Á espera.
A porta aberta, escancarada
Os teus passos já na escada…
Tremeram .
Era grande a minha porta
Grande demais para ti.
A casa quedou-se vazia
De tudo…
Até de mim.
Manuel F. C. Almeida
quinta-feira, novembro 06, 2008

Sem esperança e sem figuras
Preenchi todo o seu espaço
Com as cores de mil loucuras
Ganhou asas e partiu
Na brisa do vento suão
Assim, num golpe de vento
Recuperei a razão.
quarta-feira, novembro 05, 2008
segunda-feira, novembro 03, 2008
Que cumpres a preceito as escrituras
Mantêm essa coninha bem lavada
Para um dia a ofereceres a pichas duras
Não temas pois na foda qualquer dor
Que o que vais sentir é só prazer
A menos que no cu te dê calor
E com o cu queiras foder
Se assim for não te arrependas
Que pra gozar o corpo é feito
poe cuecas de mil rendas
E as nalgas sempre a jeito.
E quando perderes a tesão,
Coisa que vai com a idade
papa óstias com devoção
E toca a cona com saudade.
domingo, novembro 02, 2008

1º poema da 1ª trilogia
pornoerótica
Por mim subiste com o olhar
De mulher e fêmea entesada
Não vale a pena pois corar
Por ter a crica... molhada
E quando o pudor te assaltar,
Quando a vergonha vier…
É bom que saibas pensar;
Que o corpo deve ser para gozar
Até a juventude se perder
Porque quando a velhice chegar
Já ninguém te quer foder.
Manuel F. C. Almeida
sexta-feira, outubro 31, 2008

quinta-feira, outubro 30, 2008
terça-feira, outubro 28, 2008

foto by:
Lá fora o ar
Tem nuvens de desencanto.
O riso é agora proibido.
Os homens e mulheres
Não se conhecem
Vivem na penumbra
Da alma hipotecada
No tempo em que
Os rostos eram um arco-íris
De esperança e tudo parecia
Ser fácil.
E antes do vento ser
Tempo
E do olhar descer
À terra
Senti o assombro
Da guerra
Face fria de um
Momento
Manuel F.C. Almeida
domingo, outubro 26, 2008

Tende para o
Corpo.
Soltam-se os
Seios
E os receios
Do Outono
Pintado a cinzento,
Permanece
Na pele
Como os loendros
Na terra
E os sonhos
Nos ventos.
Todo o corpo
Mais não é
Que “um” corpo
Incrustado
Nos dias
Que se amontoam
Como folha de arvore,
Num partir
E voltar,
Tal como
O desejo
Do ventre…
Moralmente
Reprimido.
Manuel F. C. Almeida
quarta-feira, outubro 22, 2008

Fogo
Foto by:Ricardo Costa
Nos lábios
A flor aberta…
Nas mãos
O mar revolto…
Nos olhos
Ilha deserta…
No ventre
Todo o teu fogo.
Manuel F.C. Almeida
segunda-feira, outubro 20, 2008

EMPTY DREAM
A noite dos sentidos, chegou á beira dos olhos. Na cabeça o som de tom waiths, no seu piano demoníaco, martelava o tempo. Ao olhar, a imagem daquela lap dancer, transmutava a passividade em luxúria. O som arfante das coxas em movimento assemelhava-se ao ritmo espiritual dos tambores africanos.- Tamtam, tamtam. Tamtam, tarataratamtam.
A imagem dela projectava-se, no ar e na luz vibrante dos corpos em êxtase. A percussão dos sentidos deu lugar á percussão dos corpos. E o ritmo alucinante dos amantes anónimos libertou-se num grito profundo de prazer.
Na casa onde não vive ninguém.
Manuel F. C. Almeida
sábado, outubro 18, 2008

PONTE PARA LADO NENHUM
FOTO BY:Eliane
Não sou de lado nenhum
Não tenho hino
Ou bandeira
O meu lugar é a Terra
Por isso não entro na guerra
Da geografia dos mapas.
Que toda a pátria que tenho
Tem um nome…
Universo.
Manuel F.C. Almeida
quinta-feira, outubro 16, 2008

Mas volto sempre à cidade que me fez.
As ruas sucedem-se, anónimas,
Mas toda a cidade do esquecimento
Se mexe.
Formigueiro acéfalo,
Apagou de si todas as memórias
De mim.
Sou então um intruso, um vírus
Que a cidade agride.
Teimo em deambular pelo jardim
De Catarina, mas nem as arvores
Me reconhecem o andar.
Quedo-me só, no velho banco de amigos.
O som perdido de mil conversas
Regressa a mim e a solidão
Esmaga o pensamento. ,
Só, abandono-me ao prazer das memórias,
E deixo-me devorar pela cidade.
Manuel F.C. Almeida
terça-feira, outubro 14, 2008

O REGABOFE E A CRISE ECONÓMICA
(
Em jeito de brincadeira e para aguçar o apetite sobre a minha real visão das coisas, aproveitado um mail recebido de um amigo e o desafio do meu amigo Chapa aqui vai uma 1ª visão simplista sobre a crise:
(o mail original tratava de outro tipo de negócio, a ficção em torno do tema, que plagiei, é minha)
Mariana, um pedação de gaja que faz serviço de callgirl( um bonito nome para puta fina, mas que a modernas senhoras burguesas vêm com outros olhos e até aceitam fazer uma perninha) entende que não deve deixar os fregueses com a tomatada cheia e vai dai inicia um negócio de foda a crédito. Comete um pequeno erro de cálculo e fode a torto e a direito com a maralha, quer tenham emprego quer não, criando para isso um moderno sistema de credito o que lhe permite aumentar o preço do bico, e dos restantes pratos que ela tão bem sabe confeccionar..
Um dos fregueses, gerente do banco local, casado, com filhos e profundamente católico, aproveitando o facto da sua mulher de 55 anos lhe por os cornos desde há décadas, com tudo o que tivesse menos 15 anos que ela, procura os préstimos da Mariana e vê esta forma de prestar serviços como um activo capaz de gerar riqueza para o seu banco, desta forma, e enquanto era açoitado com um cavalo marinho propõe à Mariana um tipo de parceria que esta aceita no momento em que lhe passa a senaita pelo bigode farfalhudo. De imediato o gerente adianta a titulo de empréstimo umas massas á gaja, que aproveita para renovar o arsenal de brinquedos sexuais e para contratar uma assistente, responsável futura pelos gostos mais escabrosos do pagode, esse adiantamento segue por conta das fodas dadas e não pagas, numa perspectiva de recebimento futuro.
No banco o negócio é vistoriado á lupa por um grupo de assistentes de crédito e gestores de conta que verificam o potencial do negócio chegando á conclusão de que, sendo o negócio do sexo um dos mais seguros, podem criar á sua volta uma série de produtos financeiros de nomes sugestivos, assim surgem o “ F.O.B (faz-me outro bico), M.A.C. (METE-MO NO CÚ) -produto que contou com a ajuda preciosa de um cantor muito apreciado T.A.T. (tira-me a tesão), que são um êxito no mercado financeiro, mas que ninguém sabe ou entende muito como lidar com eles.
Desta forma o banco vê a sua cotação bolsista disparar baseado nos créditos concedidos pela Mariana aos putanheiros da terra.
A globalização dos mercados de capitais leva os produtos um pouco por todo o mundo com um sucesso enorme.
De repente a assistente da Mariana recolhe ao hospital para uma operação de urgência ao hemorroidal ( foi literalmente empalada por um anão que tinha um marzápio de dimensões hercúleas), para complicar a coisa uma arreliadora ocorrência de gonorreia deita por terra a clientela e afasta a Mariana do activo durante uns tempos. Em retaliação os clientes deixam de pagar as dividas e o negócio de Callgirls vai á falência.
Finalmente acabaram todos fodidos. como nós.


