domingo, setembro 14, 2008







Quadra



foto by:Eliana Braga




Eu colhi um malmequer
Folha a folha o desnudei
Pra saber se quem me quer
Foi quem um dia beijei.


Manuel F. C. Almeida


sexta-feira, setembro 12, 2008






AREIAS



foto by:Dorival Zucatto






Acaso julgas que eu ignoro a verdade sobre o deserto? Tão leve como o canto das areias e o delírio presente nos ventos, só a aurora do teu corpo, coberto de mistérios, me traz o real da vida.


Manuel F. C. Almeida



quarta-feira, setembro 10, 2008






SIMPLICIDADE



foto by:Luis Mendonça







O que de belo tem o mundo
No seu rodopiar temporal
É a simplicidade que tem
Tudo o que é natural

Estrelas, galáxias planetas
Plantas, pedras, animais.
Somos apenas matéria
E em tudo à matéria iguais.

Manuel F. C. Almeida

terça-feira, setembro 09, 2008

DEDICADO AO BARREIRO E AO MEU GRANDE AMIGO CHAPA





Barreiro. tempos de vida plena de descoberta, encontro, tempos de amores e desamores, de excessos e moralidade, de revolução sonhada, de homens sem rosto, cansada de nada e pronta para tudo. Barreiro... como te sinto vivo ao ouvir esta banda. Também eles me construiram, também eles me fizeram crescer. Mas foi graças a tudo o que é e foi o Barreiro que me conheci.

segunda-feira, setembro 08, 2008





O VERBO



foto by:ricardo canhoto








O verbo é a doença do ser e do não ser
canto entusiasmado da noite em que a lua
é a esperança da vida e da memória dos
dias em fonte. E o verbo foi o início dos tempos
de angustia, da terra iluminada de razões
que se fundem insondáveis, que a razão
ultima não se vislumbra numa pedra
suspensa no universo gravitacional.

Nem no conjunto de átomos animados
pela magia do carbono.

Manuel F. C. Almeida

sábado, setembro 06, 2008





foto by



ABrito








Só mortos,
Os heróis
Cumprem a sua função.

Se vivos
contradição

Um fruto
Potencialmente
Corrompido.

Salvemos os
Nossos heróis…
Na ponta das espadas.

Manuel F.C. Almeida

quinta-feira, setembro 04, 2008








foto by: paulo cesar










Acordo ao beijar
O teu rosto, e o silêncio
Que cobre o teu corpo.

Acordo com o odor
De corpos em luta
Na noite que aconteceu.


Manuel F.C. Almeida

terça-feira, setembro 02, 2008




O Canto


foto by:nuno chacoto





Perde-se o olhar
Ao correr da seara
Que se colhe,
E o cantar, o cantar
Espalha-se pelos
Campos de fogo
Celeste, erguidos
Pelas brumas
Da manhã.

Manuel F.C. Almeida

domingo, agosto 31, 2008














POEMA IMPERFEITO




A minha vida é caravela sem vento
Que no mistério do mar teima em navegar
Sem velas vivas para desfraldar,
Avança a apalpar os medos do tempo.

Assim construí todo o meu pensamento.
Desenhando moinhos, que derrubo no ar,
Vou pintando telas, sem tintas usar...
Em cada segundo, vivo cada momento

E em tudo o que faço, eu canto este fado
Sem dor, mágoa, muito menos tristeza
Porque triste seria não ter encontrado

O amargo sabor da minha existência
Viver ignorando a enorme beleza
De viver tudo isto em consciência.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, agosto 29, 2008











ULTRAJANTE
Encostem-se a mim
Eu já cá ando há muitos anos
Encostem-se a mim
Eu não estou a exagerar
Encostem-se a mim
Preparem bem os vossos planos
Comprem comigo novas acções
Deixem-se empenhar.
Venham ao balcão
Eu só vos quero é agarrar
Em nome de deus e do grande capital
Entendam-me bem
Eu só revelo ser banal
O tempo da vida boémia
Da revolução libertária
Foi um bacanal
Agora só quero vender a alma
E os meus sonhos
Como produto bancário final.

Manuel F. C. Almeida





SEDE DE TI



FOTO BY:luis azevedo







E foi na noite
Povoada por sons ausentes
Que escalei o teu corpo
Em mil sentidos deleites.
E se o sentir a madrugada fria
Me devolveu jovialidade
Teu corpo, idolatria,
Resolveu a saciedade...
De ti.



Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, agosto 27, 2008





TEU NOME



foto by:Nuno Manuel Baptista








E no mistério das palavras
Que encobrem as coisas,
Ouvi o canto do mar
No tom das vagas
Que soletravam
O teu nome.

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, agosto 25, 2008











Voltei







É no meu sentir
Que repousam
As memórias dos dedos
Num altar de deuses
Pagãos
Que beijam no tempo
O corpo do prazer.

Manuel F. C. Almeida

sábado, agosto 02, 2008



VOU DE FÉRIAS E:

FAZ ANOS QUE O MEU AMIGO NASCEU

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu a 2 de Agosto de 1929, em Aveiro, filho de José Nepomuceno Afonso, juiz, e de Maria das Dores Dantas Cerqueira, professora primária

ATÉ JÁ.

sexta-feira, agosto 01, 2008





III



Foto by:


Nuno Belo






Recuso falar
Da bruma do tempo.


E do nevoeiro de ti,
Recuso falar.

Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, julho 30, 2008


II

Foto by:Nuno Belo






O filtro branco
Das tardes de sol
Contra o casario;

O bucólico tempo
Da terra e do pão,

E as sombras que ficam
Nos jogos do corpo.

Manuel F. C. Almeida

terça-feira, julho 29, 2008





adivinha













De filósofo tem nome
Mas é grande o nosso azar
Porque a grandeza do nome
Não é grandeza no estar

Engenheiro encartado
Por professores engenheiros
Parece ter curso forjado
Por métodos de trapaceiros

Mas neste pais de mentira
Onde tudo se pode esperar
Nada disto me admira
Nada disto é de espantar.

De quem vos estou a falar?

(PODEM COLOCAR O RESULTADO NOS COMENTS)


Manuel F. C. Almeida

domingo, julho 27, 2008


IV









Foto by:

Nuno Manuel Baptista




Foram chaves, as lágrimas
Que se derramaram e que
Abriram as portas dos corpos
Esfomeados de nós.

Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, julho 24, 2008


foto by:Paulo Pagani












Nesta ilha desértica
O tempo e o espaço,
Movem-se
Ao ritmo do olhar
E do pensar,
Acontecem sem fronteiras
Quando me perco
No teu corpo.

Porque o teu corpo
É a doçura da miragem
Ao alcance das mãos.

Manuel F.C. Almeida

terça-feira, julho 22, 2008




foto by:

Alex Korolkovas







Indomável o teu desejo
De mudar
O horizonte do mundo
Num espaço de tempo
Que se perde sob o peso
Incansável do sol.
Damos as mãos e
Enfrentamos a manhã
Com o suor das noites
Empapado no corpo
E o cheiro da esperança
Em vida que acontece.

Manuel F.C. Almeida