Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ
quarta-feira, julho 02, 2008
terça-feira, julho 01, 2008
domingo, junho 29, 2008

No seu cair infindável, o som das vagas liberta-se
Do silencio brilhante da alma que cresce na paisagem
Ondulante e branda do horizonte ideal.
Nas tuas mãos todo o silêncio é princípio e fim
Num suave baloiçar entre a sedução e a luxúria,
Numa orgia em que vida e a morte se encontram
Olhos com olhos, vertendo a vida num vector temporal.
Nas tuas mãos todo o olhar sabe a sal.
Manuel F.C. Almeida
sexta-feira, junho 27, 2008

Sem inicio e sem fim,
Onde a memória do vento
Me empurre contra
O muro das minhas lembranças,
É aí que eu quero acordar
Deste meu corpo. Crisálida
Das memórias vivas
Que tempo marcou.
Onde viva a madrugada,
E o silêncio se imponha
no olhar eterno dos amantes.
Manuel F.C. Almeida
quarta-feira, junho 25, 2008

RESOLUÇÃO
FOTO BY:grENDel
Há flores que foram corpos
E foram terra foram montes.
Há flores que foram rios
Há flores que foram fontes…
Mas sempre que um vento agita
As suas pétalas de cor
Há sempre um homem que fita
O fim eterno da dor
E a flor será caminho
O homem cinza de terra
Irmãos feitos no trilho
Neste mistério de guerra
Numa centelha de tempo
Na eternidade das estrelas
A vida é só um momento,
Simple flor feita de velas.
Manuel F.C. Almeida
segunda-feira, junho 23, 2008
sexta-feira, junho 20, 2008

Meu mundo
Procuro viver, cultivando arte
Na vida que eu sempre desenhei
Num mundo com que sonhei
Situado entre Vénus e Marte
Vivo o que quero, de mim orgulhoso
Semeio em redor oásis de cores
Recordo a doçura de tantos amores
De mãos partilhadas, de noites de gozo
E assim construí este meu universo
De olhares que encontrei e que perdi
E que agora canto em cada verso
Em memória de tudo o que vivi.
Manuel F.C. Almeida
segunda-feira, junho 16, 2008

DESPERTAR
FOTO BY:luis azevedo
Foi num sonho
Algures no centro da alma
Caminhavas lentamente
De encontro ao sol
As tuas mãos vertiam
As cores do arco-íris
E os teus olhos, os teus olhos
Sabiam a mar...
Foi num sonho
A despertar.
Manuel F.C. Almeida
sábado, junho 14, 2008

Pétala
foto by:bernardo coelho
Floresta viva
Despida e nua
Tua sombra esquiva
Teu sexo…
Semente crua.
Manuel F.C. Almeida
quinta-feira, junho 12, 2008

Memória
foto by:Helder Vasconcelos
Nada mais resta que recordar,
Se o tempo existir,
O assomo de uma face, um olhar
No momento de quase partir.
Um espaço para ocupar
Num corpo a resistir.
E a memória que teima em ficar
De um corpo de deusa a sorrir.
Manuel F.C. Almeida
terça-feira, junho 10, 2008
domingo, junho 08, 2008

Ao longe o mar;
Tua boca anzol
Teu corpo…
Meu pescar.
sexta-feira, junho 06, 2008

Sem palavras
E libertámos os corpos,
Numa dança tão imortal
Como a vida,
Iluminando as estrelas
E libertando o sonho.
Manuel F. C. Almeida
quarta-feira, junho 04, 2008

ACONTECER
FOTO BY:bernardo coelho
No espasmo
Corporal
De um orgasmo
Infernal
O teu corpo de fera
Rugiu
Na minha mão.
Manuel F. C. Almeida
segunda-feira, junho 02, 2008

Alquimia
foto by:Tuta
Foi com estas mãos
que percorri
Os secretos caminhos
do teu perfume
Foi com elas que agarrei
a tua alma
E toquei a crisálida
em formação.
Agora, qual alquimista
Do amor,
Faço dos meus dias
A descoberta
Dos segredos que o teu
Corpo esconde.
Manuel F. C. Almeida
sábado, maio 31, 2008

Em nós.
Somos então o produto material
Que nomeia e se materializa em si mesmo
Tudo o que existe é passível
De existir como mera possibilidade verbal
Nada há para lá do verbo
Sem ele a existência era inócua
Um enorme conjunto vazio
Mera probabilidade de uma matemática
Cósmica inexistente.
O homem é o todo universal
Revelado.
Manuel F. C. Almeida
terça-feira, maio 27, 2008

RESUMO
foto by:Nuno Manuel Baptista
Não faço promessas vãs, quando te amo.
Faço do meu amor só um poema
De rimas e estrofes enviesadas,
Um estranho e complicado teorema
Que se descobre no ar quando te chamo.
Mas creio que tudo se pode resumir
Num poema feito beijo
Que em nós dois se vai abrir.
Manuel F. C. Almeida
domingo, maio 25, 2008

VIDA
Foto: DDiArte
Do tempo fiz meu aliado
Nesta batalha da vida
Mas dela estou alheado
E sinto-a quase perdida
Mantenho a face no ar
A esperança no vencer
Tenho a vida no olhar
Do nascer até morrer.
Manuel F. C. Almeida




