sexta-feira, janeiro 18, 2008


Sentido....Meu

Neste trilho
Do caminho
Que me deixam
Percorrer,
De galáxias
E planetas,
Ora em vida
Ora a morrer,
Transporto almas
Comigo
Que teimam
Comigo em
Viver.


Manuel F.C. Almeida

terça-feira, janeiro 15, 2008














FADO



Na tua voz encantada
O meu nome soa a espanto
Parece gume de espada
Parece grito de pranto
Não digas pois o meu nome
Trata-me antes por amor
Que assim matas-me a fome
Do teu corpo, teu calor
Que assim matas-me a fome
Do teu corpo, teu calor


Prometo levar-te uma rosa
Ao altar do meu olhar
Prometo levar-te uma rosa
Ao altar do meu olhar


Farei poemas e prosa
Pró nosso amor declamar
Farei poemas e prosa
Pró nosso amor declamar

E se voltares a cantar
Com tua voz encantada
E se voltares a cantar
Com tua voz encantada
Pela certa vais encontrar
A minha alma deslumbrada
Pela certa vais encontrar
A minha alma deslumbrada.



Manuel F.C. Almeida

segunda-feira, janeiro 14, 2008










AO ZECA QUE TANTA FALTA NOS FAZ







Do teu cantar
Fiz meu canto
Do teu sonho
Meu sonhar
Com teu olhar
Fiz meu espanto
Com teu crer
Fiz meu lutar.



Manuel F. C. Almeida

sábado, janeiro 12, 2008






CRAVOS

( Aos deputados do P.S.)




Trouxeste um cravo
na mão.
Rubra a face do teu
cravo…
Desculpa, peço
perdão
O que tu trazes
na mão
Não é um cravo
encarnado
Mas um sonho
atraiçoado.

Manuel F.C. Almeida

quinta-feira, janeiro 10, 2008



GLOSANDO

DAVID MOURÃO FERREIRA













E por vezes vivemos em enganos
Que nos tomam os dias e os meses
E os braços que em delírio nós tomamos
São máscaras de alegria. E por vezes
Julgamos ter nos outros o que amamos,
Mas o sopro do passado e dos meses
Traz-nos a imagem viva do que achamos
Estar ao nosso lado muitas vezes


Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, janeiro 09, 2008

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terça-feira, janeiro 08, 2008








SOU





foto by: grENDel




Mil marés
Que se renovam
Na rebentação do olhar!
Pedaços do meu viver,
Poemas do meu cantar,
No mistério do meu
Ser.
Manuel F.C. Almeida

domingo, janeiro 06, 2008

















Já Morreu e deixou um conselho aos jovens:

- Vão prá puta que os pariu.

Eras poeta, ensaísta,
Chulo e putanheiro
Mulherengo, paneleiro
De Lisboa eras cronista.

Viveste a vida que querias
De costas para o poder
Nunca vendeste o teu ser
A toda a gente fodias

Livre foste camarada
Até ao dia final
Fica cá a carneirada
Neste triste Portugal

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, janeiro 04, 2008



DREAM






O teu corpo canta
No meu olhar
De rapina, e
Inaugura um voo
Ondulante em
Espirais de espuma
Infindáveis, cativas
Da tempestade
Que se espalha
Sobre mim.


Manuel F.C. Almeida

quarta-feira, janeiro 02, 2008





COMEÇO


FOTO BY:Nuno Belo










Visitei o vale onde a palavra se esconde
Montado em sílabas e ditongos fáceis.
Carregava comigo o corpo vazio
E distante do mistério.
A meu lado, o verbo submerso de sombras
Abrigava-se no respirar dos sujeitos.
Ao fundo mergulhei nas letras soltas
E amei o soletrar a palavra
Até me fundir com ela.


Manuel F.C. Almeida

segunda-feira, dezembro 31, 2007




















O VELHO ESTA QUASE A PARTIR


O NOVO QUASE A CHEGAR


O VELHO DEIXOU DE SORRIR


O NOVO VEM A CHORAR





ASSIM LÁ VAI O POVINHO


NUMA ILUSÃO RENOVADA


BEBEMOS ALEGRES O VINHO


NUMA TAÇA ENVENENADA.


MANUEL F. C. ALMEIDA

domingo, dezembro 30, 2007

















SOMA

Na matemática da paixão
A adição não é conta certa
Uma mão na outra mão
És tu, sou eu...
somos “nós",
Quando se acerta.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, dezembro 28, 2007







MEMÓRIAS



foto by:Joao Azevedo






Fragmentos do olhar
Na vida feita em pedaços
Estrofe para cantar
Poema p’ra recordar
Teu cheiro, teu sabor
E teus braços.


Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, dezembro 26, 2007






SIMPLICIDADE











Por vezes grito
POEMA
E arranco da
Minha alma
Pedaços de um
Teorema.

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, dezembro 24, 2007








INFINITO

foto by:Helder Mendes








Carregas contigo no tempo
Esse olhar encantador
Solta os cabelos no vento
Faz de mim o teu cantor
Que num infinito momento
far-te-ei o meu calor.

Manuel F. C. Almeida

sábado, dezembro 22, 2007






CANTO



foto by:Nuno Manuel Baptista







Estende a tua mão na minha,
Deixa-me colher nela os dias
Que passei sem te conhecer
E descobrir nela o prelúdio
Desta madrugada.
Deixa-me desenhar-te os dedos
Com os dedos.
Tomar-te os seios nos lábios
E o ventre no ventre
Deixa-me respirar o teu perfume
Sobre as águas plácidas do amor
E despertemos de mãos dadas
Numa alvorada imortal.


Manuel F.C. Almeida

quinta-feira, dezembro 20, 2007








utopias





Tranquilo, o olhar paira
Sobre as nuvens do néon.
A noite acorda finalmente
A canção estrangulada,
Amarrada às sombras do tempo.
A neve teima em cair.

A cidade é um templo
Onde as aves se refugiam
No eterno anonimato
Dos sonhos.

Manuel F.C. Almeida

segunda-feira, dezembro 17, 2007



CIDADES












O cansaço apoderou-se dos dias
Sem tempo e sem horários.
Das veias inchadas pelo tédio
Explodem desejos inconfessáveis.
Dormitamos sentados com o cheiro
De mil noites mal dormidas
E da fome deserdada.
Somos pedaços daquilo que fomos
Felizes na nossa infelicidade causal.
Cansados da viajem sem rumo,
Sem esperança e sem motivo.
Somos mortos em vida.
Fomos gente
Somos nada.


Manuel F.C. Almeida

domingo, dezembro 16, 2007








NO OUTRO LADO DO ESPELHO









Que dizer dos sonhos em pó?
E dos dias cinzentos do esquecimento?
Ficaste cada vez mais irreconhecível.
Anonimamente, passeias
Pelas margens escorregadias do
Horizonte vazio de objecto,
Fazendo crer que está preenchido,
Pela cor magica de um olhar.
Então o ruído insuportável
Do silêncio, toma lugar no espelho
Que não queremos ver, mas
Onde guardamos os segredos da alma.

Manuel F.C. Almeida

sábado, dezembro 15, 2007





RESGATE











Cavalguei os tempos do silêncio,
A teu pedido.
Estendi a mão a tactear a ausência
E estavas lá.
Navegavas certa o desbravar
Da duvida.
E deste-me os dedos, os lábios
E a vida.
E num beijo longo ficaste
Cativa...

Manuel F. C. Almeida