domingo, dezembro 16, 2007








NO OUTRO LADO DO ESPELHO









Que dizer dos sonhos em pó?
E dos dias cinzentos do esquecimento?
Ficaste cada vez mais irreconhecível.
Anonimamente, passeias
Pelas margens escorregadias do
Horizonte vazio de objecto,
Fazendo crer que está preenchido,
Pela cor magica de um olhar.
Então o ruído insuportável
Do silêncio, toma lugar no espelho
Que não queremos ver, mas
Onde guardamos os segredos da alma.

Manuel F.C. Almeida

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