Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ
terça-feira, janeiro 08, 2008

SOU
foto by: grENDel
Mil marés
Que se renovam
Na rebentação do olhar!
Pedaços do meu viver,
Poemas do meu cantar,
No mistério do meu
Ser.
Manuel F.C. Almeida
domingo, janeiro 06, 2008

Já Morreu e deixou um conselho aos jovens:
- Vão prá puta que os pariu.
Eras poeta, ensaísta,
Chulo e putanheiro
Mulherengo, paneleiro
De Lisboa eras cronista.
Viveste a vida que querias
De costas para o poder
Nunca vendeste o teu ser
A toda a gente fodias
Livre foste camarada
Até ao dia final
Fica cá a carneirada
Neste triste Portugal
Manuel F. C. Almeida
sexta-feira, janeiro 04, 2008

No meu olhar
De rapina, e
Inaugura um voo
Ondulante em
Espirais de espuma
Infindáveis, cativas
Da tempestade
Que se espalha
Sobre mim.
quarta-feira, janeiro 02, 2008

Montado em sílabas e ditongos fáceis.
Carregava comigo o corpo vazio
E distante do mistério.
A meu lado, o verbo submerso de sombras
Abrigava-se no respirar dos sujeitos.
Ao fundo mergulhei nas letras soltas
E amei o soletrar a palavra
Até me fundir com ela.
segunda-feira, dezembro 31, 2007
domingo, dezembro 30, 2007
sexta-feira, dezembro 28, 2007

Na vida feita em pedaços
Estrofe para cantar
Poema p’ra recordar
Teu cheiro, teu sabor
E teus braços.
quarta-feira, dezembro 26, 2007

POEMA
E arranco da
Minha alma
Pedaços de um
Teorema.
segunda-feira, dezembro 24, 2007

INFINITO
foto by:Helder Mendes
Carregas contigo no tempo
Esse olhar encantador
Solta os cabelos no vento
Faz de mim o teu cantor
Que num infinito momento
far-te-ei o meu calor.
Manuel F. C. Almeida
sábado, dezembro 22, 2007

CANTO
foto by:Nuno Manuel Baptista
Estende a tua mão na minha,
Deixa-me colher nela os dias
Que passei sem te conhecer
E descobrir nela o prelúdio
Desta madrugada.
Deixa-me desenhar-te os dedos
Com os dedos.
Tomar-te os seios nos lábios
E o ventre no ventre
Deixa-me respirar o teu perfume
Sobre as águas plácidas do amor
E despertemos de mãos dadas
Numa alvorada imortal.
Manuel F.C. Almeida
quinta-feira, dezembro 20, 2007
segunda-feira, dezembro 17, 2007

Sem tempo e sem horários.
Das veias inchadas pelo tédio
Explodem desejos inconfessáveis.
Dormitamos sentados com o cheiro
De mil noites mal dormidas
E da fome deserdada.
Somos pedaços daquilo que fomos
Felizes na nossa infelicidade causal.
Cansados da viajem sem rumo,
Sem esperança e sem motivo.
Somos mortos em vida.
Fomos gente
Somos nada.
domingo, dezembro 16, 2007

E dos dias cinzentos do esquecimento?
Ficaste cada vez mais irreconhecível.
Anonimamente, passeias
Pelas margens escorregadias do
Horizonte vazio de objecto,
Fazendo crer que está preenchido,
Pela cor magica de um olhar.
Então o ruído insuportável
Do silêncio, toma lugar no espelho
Que não queremos ver, mas
Onde guardamos os segredos da alma.
Manuel F.C. Almeida
sábado, dezembro 15, 2007
quinta-feira, dezembro 13, 2007

REFUGIO
foto by:Margarida Gautier
Procuro sentido
No sentido da vida .
Pergunto perdido
O que não sei encontrar.
Agarro a canção
Que passa no ar e
Com ela me encanto,
No leito do mar.
Manuel F.C. Almeida
terça-feira, dezembro 11, 2007

ARTE
foto by:Quark
Pintei a noite de prata,
Fiz do teu olhar o meu rio,
No teu corpo cantata,
Com que me corpo sorriu.
Pintei a noite de prata,
Matei assim este frio.
Manuel F.C. Almeida
domingo, dezembro 09, 2007
sexta-feira, dezembro 07, 2007
quarta-feira, dezembro 05, 2007

E tão terno,
Neste meu sentir
Que quero eterno,
No coração da terra
Nua.
Planície, horizonte,
Carne crua.
Tela vazia despida,
P’lo arco-íris
Tingida.
Manuel F. C. Almeida





